Domingo, 24 de Setembro de 2006
Descodificação do genoma de árvore pode alterar mercado dos combustíveis
" Numa investigação que decorreu ao longo de 4 anos, que envolveu 200 cientistas de 34 instituições de todo o mundo, sob a alçada do U.S. Department of Energy's Joint Genome Institute (DOE JGI) e do Oak Ridge National Laboratory (ORNL), resulta na descodificação do genoma completo, pela primeira vez, de uma árvore, a Populus trichocarpa comummente conhecida por Choupo da Virgínia.

A novidade vai para além desta ser a primeira árvore com a sequenciação completa do genoma a ser apresentada e a terceira espécie vegetal, após a descodificação do genoma da planta Arabidopsis thaliana em 2000 e do arroz em 2002. Na posse da informação genómica do Choupo da Virgínia, cientistas ficam mais perto de compreender o processo de produção de bio-combustíveis que poderão vir a substituir os combustíveis fósseis, como o gasóleo, e alterar a dinâmica dos mercados de importação e exportação de combustíveis com importante impacto económico.

Esta é a aposta da Administração Bush, que anunciou um investimento de 250 milhões de dólares para a abertura de mais dois centros de investigação em bioenergia nos EUA. «Os bio-combustíveis poderão fornecer uma maior resposta às nossas necessidades energéticas ao transformar os EUA num local alternativo, e amigo do ambiente, à importação de gasóleo», refere Raymond L. Orbach, Under Secretary for Science do DOE JGI, citado em comunicado da mesma instituição.

«Plantas com boas alterações para a produção de bio-combustíveis são uma das chaves para tornar os bio-combustíveis economicamente viáveis e com custos efectivos», refere o cientista que adianta que «esta investigação, que emprega as últimas tecnologias genómicas, é um importante passo no caminho do desenvolvimento prático, com base em substitutos biológicos para a gasolina e outros combustíveis fósseis».

O Choupo da Virgínia foi a árvore escolhida pelos cientistas para a primeira descodificação genómica porque apresenta um rápido crescimento quando cultivado e porque é um bom gestor vegetal do carbono na atmosfera, o que o transforma num óptimo agente de produção de bioenergia.

«Os bio-combustíveis emitem menos poluentes do que os combustíveis fósseis como a gasolina. Para além disso, o choupo da Virgínia e as plantas relacionadas são gestores vitais do carbono atmosférico. As árvores acumulam o dióxido de carbono nas suas folhas, ramos, sementes e raízes», afirma Gerald Tuskan, investigador no ORNL e do DOE JGI e um dos autores principais do estudo.

O cientista explica ainda que, «este processo natural fornece oportunidades para melhorar a remoção do carbono do ar ao produzir árvores que transfiram e armazenem efectivamente mais carbono nas raízes por baixo do solo e no solo. Para além disso, as plantações de bio energia reabsorvem o dióxido de carbono emitido quando os bio-combustíveis são consumidos, criando um ciclo que é essencialmente neutro ao carbono».

Com um genoma reduzido, de 480 unidades de nucleótidos, o Choupo da Vírginia cresce facilmente em certas regiões dos EUA atingindo rapidamente a maturidade. «Sob condições óptimas, os Choupos conseguem anexarem-se a uma dúzia de pés de cultivo por ano e atingir a maturidade em menos de 4 anos, permitindo a reprodução selectiva para uma plantação florestal de larga escala», refere Sam Foster, do U.S. Forest Service, citado em comunicado do DOE JGI e adianta que «este rápido crescimento, juntamente com a conversão da porção lignocelulósico da planta para etanol, tem o potencial de fornecer uma fonte de energia renovável juntamente com a redução dos gases de efeito de estufa».

Apesar do genoma do Choupo da Virgínia ser de pequena dimensão, os cientistas anunciam que contem 45 mil genes codificadores de proteínas, duas vezes mais do que o genoma humano, sendo que os cientistas identificaram 93 genes associados com a produção de celulose, hemicelulose e lignina (polímero tridimensional), que estão directamente relacionados com a construção da parede da célula da planta.

Os cientistas explicam que compreender os mecanismos genómicos da celulose e a hemicelulose no Choupo da Virgínia é essencial para a produção em massa de bioenergia, porque, de acordo com comunicado da DOE JGI, «os biopolímeros da celulose e hemicelulose constituem os materiais orgânicos mais abundantes na Terra, que por acção enzimática, podem ser transformados em açúcares que por sua vez podem ser fermentados em álcool e destilados para etanol com qualidade para combustível e outros combustíveis líquidos».

O grande objectivo dos cientistas é poder cultivar em grande quantidade Choupos da Virgínia, de forma a tornarem os EUA sustentáveis em termos energéticos, utilizando métodos de bioengenharia capazes de transformar a energia produzida pela árvore (celulose) em etanol, que posteriormente através de bio refinarias é transformado em combustível. Um produto que para além de se tornar mais rentável em termos económicos, apresenta-se como ‘amigo’ do ambiente."  in_www.tvciencia.pt
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gatafunhado por gringa às 21:28
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Poluente gasoso óxido nítrico protege grávidas de pré-eclampsia
" É difícil de compreender como um dos principais gases poluentes do ar, produzido pelos motores dos veículos, podem conter propriedades protectores para certas mulheres grávidas. No entanto, cientistas da Warwik Medical School, da Universidade de Warwick, no Reino Unido, demonstram agora quais os mecanismos hormonais que estão na origem do bloqueamento da libertação de óxido nítrico (NO) na placenta.

O estudo publicado no jornal científico Trends in Molecular Medicine é fundamental para compreender o real papel do NO durante o período de gestação numa grávida com pré-eclampsia. «A placenta é central para o crescimento do feto e desenvolvimento da gravidez nos mamíferos», escrevem os especialistas no artigo publicado no Trends in Molecular Medicine. Sendo que, «a função comprometida da placenta (como a verificada na pré-eclampsia) normalmente resulta em situações agressivas para a vida da mãe e do feto», adiantam os especialistas.

A pré-eclampsia é uma das principais condições de risco para a saúde da mulher e do feto na gravidez e em casos mais graves pode levar à morte. Normalmente, surge após as 34 semanas de gestação e caracteriza-se por hipertensão, níveis anormais de proteína na urina e endema patológico, afectando 7% a 10% das gravidezes.

Decorrente de uma gravidez com pré-eclampsia «o feto sofre de problemas nutricionais e insuficiência respiratória, asfixia e, em último caso, leva à morte», escrevem os cientistas e adiantam que, «intrigantemente, as mulheres que sofrem de pré-eclampsia parecem ter um risco aumentado de desenvolver doenças cardiovasculares ao longo da vida. A pré-eclampsia e as doenças cardiovasculares partilham vários factores de risco incluindo resistência à insulina, obesidade, diabetes e inflamação».

Os cientistas já sabiam que o NO desempenha um papel fundamental na função da placenta, especialmente ao nível do desenvolvimento da rede vascular e da corrente sanguínea entre a mãe e o feto. De acordo com os especialistas, «este caminho parece ser regulado por múltiplos sinais hormonais», sendo que, «evidência emergente sugere que mecanismos patogénicos que estão envolvidos em funções anormais da placenta atingem moléculas específicas, como os receptores hormonais, que regulam a libertação do NO e acarretam consequências dramáticas».

No estudo, os investigadores ingleses demonstram que quando a gravidez está comprometida, como no caso da pré-eclampsia, a placenta pode activar a hormona de libertação de corticotropina, também conhecida por hormona do ‘stress’, a qual vai influenciar a produção de NO. No caso da pré-eclampsia, os investigadores indicam que ocorre uma falha que desencadeia uma série de anormalidades de sinalização através de vários receptores de proteínas, os GPCRs, que impedem a activação da enzima que produz NO.

Os dados sugerem que «doenças que estão associadas com uma placenta anormal funcionam como o alvo da pré-eclampsia e diminuem a regulação da expressão de GPCRs múltiplos, envolvidos na regulação do NO, através de mecanismos patogénicos desconhecidos», escrevem os cientistas no Trends in Molecular Medicine.

Os investigadores adiantam que, «estas mudanças no micro-ambiente intracelular podem levar a uma menor libertação de NO placental e contribuir para disfunções endoteliais e o desequilíbrio de mecanismos homeostáticos que então envolvidos na regulação da qualidade vascular».

Com base nestes conhecimentos, a equipa de cientistas coordenada por Dimitris Grammatopoulos, segue agora para uma nova fase com vista ao desenvolvimento de intervenções médicas capazes de interferir com os receptores da proteína que impedem a activação da enzima produtora de NO nas mulheres grávidas com pré-eclampsia." in_www.tvciencia.pt
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gatafunhado por gringa às 21:27
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Veículos de hidrogénio podem assentar em pequenas estruturas de armazenamento
" Cientistas em todo o mundo continuam a prosseguir o objectivo de desenvolver veículos amigos do ambiente alimentados a hidrogénio para substituir os actuais automóveis que trabalham à base de gasolina e gasóleo. No entanto, para além da segurança, têm-se deparado com questões relacionadas com o armazenamento de quantidades suficientes de hidrogénio que dotem os veículos de maior autonomia.

Na actual edição, 23 de Agosto, do jornal científico Angewandte Chemie, cientistas da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, defendem que uma estrutura maior não representa necessariamente que armazena mais quantidade de hidrogénio. Os especialistas desenvolveram uma estrutura esponjosa à base de materiais porosos que absorvem o gás: MOPs (modelos de metal orgânico). Os MOPs consistem numa pequena armação constituída por pequenos poros cilíndricos em que as moléculas de gás de hidrogénio são forçadas a encher.

No estudo publicado no Angewandte Chemie os cientistas compararam três tipos de estruturas de materiais idênticos mas com dimensões diferentes e chegaram à conclusão que a estrutura (poro) de tamanho médio foi aquela que maior quantidade de hidrogénio conseguiu armazenar.

«Num tubo muito pequeno, as moléculas de gás de hidrogénio tocam na parede e interagem com ela», afirma Martin Schröder, da School of Chemistry, da Universidade de Nottingham, citado em comunicado da instituição e adianta que, «num tubo grande, as moléculas tocam menos na parede e mais umas nas outras: esta interacção é fraca, portanto não se agrupam para ficarem perto umas das outras».

Com os resultados agora apresentados, os cientistas ingleses desenvolveram o primeiro material capaz de armazenar a maior quantidade de hidrogénio até agora anunciada. Na realidade, o modelo desenvolvido aproxima-se dos objectivos definidos pelo Departamento de Energia dos EUA até 2010, relativamente à densidade de volume de hidrogénio por peso nos automóveis, ou seja, 45 gramas por litro.

«A ideia até esta altura tem sido aumentar o volume do poro, para que possa caber mais gás», afirma o especialista e adianta que «os MOPs parecem ser uma alternativa tecnológica viável a outros materiais que estão actualmente a ser investigados para armazenamento de hidrogénio, desde que consigam mostrar características de libertação reversível excelentes e capacidades apropriadas».

A utilização do hidrogénio, enquanto combustível, é uma aposta de várias nações mundiais, e neste sentido, também a Comissão Europeia já colocou a discussão pública uma proposta de regulamentação de harmonização do mercado de produção automóvel para a comercialização de veículos ‘alimentados’ com hidrogénio. Medidas que visam a redução dos níveis de poluição na União Europeia, já que as células de combustível de hidrogénio não tem efeitos nefastos para o meio ambiente porque produzem apenas água enquanto desperdício."
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gatafunhado por gringa às 21:25
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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2006
Não quer levar o carro para dentro do escritório?

Se o metropolitano em Lisboa tem melhores condições do que em Londres ou Paris, se os autocarros são globalmente cómodos e confortáveis e os eléctricos que circulam pertencem à ultima geração, porque é que os habitantes das grandes cidades portuguesas não utilizam os transportes públicos?

 

 

Qual a razão que justifica que continuem a trazer o seu automóvel para o centro da cidade quando o que acontece em toda a Europa é exactamente o contrário?
 
1. Transportes públicos? Não obrigado!

Os portugueses utilizam cada vez menos os transportes públicos. Ao longo dos anos os dados confirmam a tese de que só utilizam os transportes públicos os cidadãos quem não têm ou não podem conduzir o seu próprio automóvel. E mesmo este meio de transporte regista uma capacidade de utilização cada vez menor em número de ocupantes.

É uma imensa irracionalidade económica. Milhares de pessoas deslocam-se de um extremo de uma grande zona, pense-se por exemplo na grande Lisboa, para o interior dessa mesma mancha. Todos ao mesmo tempo e praticamente à mesma hora. No final do dia o movimento repete-se. Mais uns milhares de pessoas tenta desesperadamente chegar a casa a tempo de poder dizer que há vida para além do trabalho, e do trânsito.

Ora quando olhamos friamente para este problema nacional reparamos que não pode ser atribuída aos transportes públicos toda a culpa pela situação. Repare neste exemplo. O metropolitano de Lisboa. Há muito tempo que procedeu a profundos investimentos e hoje é um meio confortável, pontual e com estações ao melhor nível europeu. Se conhece o metropolitano em Paris ou Londres tem de reconhecer que em termos de condições, conforto e segurança o «metro» da capital portuguesa é bastante superior.

Outro caso: os autocarros. Sinceramente não conheço a realidade de forma profunda para além de Lisboa e Porto. Acredito que seja diferente. Mas nestes dois casos, globalmente, os autocarros são confortáveis e razoavelmente pontuais. Enfim, este razoável é em muitos casos pouco razoável. Mais ainda assim aceitável e quase sempre existem factores externos (dificuldade nos acessos, trânsito) que impossibilitam a melhoria do serviço. Podemos olhar para os novos eléctricos que circulam em Lisboa ou nos barcos que fazem a travessia do Tejo ou ainda nos comboios das principais linhas: Sintra e Cascais por exemplo.

Feita a análise não podemos dizer que em Lisboa e no Porto os transportes têm um nível inferior. Em grande parte das variáveis estão situados acima da média europeia. E a média aqui é calculada sobretudo tendo em conta o que se passa nos países mais desenvolvidos. Assim sendo porque é que se mantém este estigma relativamente aos transportes públicos? Porque é que a quota de mercado está em queda livre há muitos anos?
 
2. Só tem Carris?! Não pode ser Cartier!

Ao longo dos últimos anos vários têm sido os estudos levado a cabo para perceber as razões que estão por detrás desta opção em não utilizar os transportes públicos. Um dos mais profundos e completos, do ponto de vista do consumidor foi publicado em 2001 e teve como objectivo geral analisar os principais hábitos de deslocação da população Portuguesa e a avaliação que os utilizadores dos transportes públicos fazem sobre a qualidade do serviço que lhes é, actualmente, prestado.

Pretendeu-se analisar a avaliação que os consumidores fazem sobre os serviços prestados pelos seguintes transportes públicos: Autocarro (Urbano, Suburbano, Expresso, Carreira Regional), Comboio (Intercidades ou Alfa, Regional, Suburbano), Táxi, Metropolitano de Lisboa, Carro Eléctrico, Trolei de Coimbra, Barco.

Assim sendo, para cada transporte público, foi efectuada uma análise da percepção dos seus utilizadores, relativamente aos seguintes aspectos: frequência de utilização, aspectos mais valorizados e aspectos menos valorizados, relativamente ao serviço prestado, tipo de actuação face à insatisfação, aos resultados dessa mesma actuação (identificação do tipo de reclamações e à percepção sobre a qualidade da resolução dos problemas) e conhecimento dos meios de recurso em caso de reclamação, qualidade global dos serviços utilizados, grau de satisfação global com os serviços prestados, avaliação da pontualidade, avaliação do preço praticado, expectativas globais face ao serviço e principais operadores utilizados.

Vamos às conclusões. Dizem os portugueses que não utilizam os transportes porque: têm transporte particular (próprio, do marido, dos pais) 48%; Não necessita/Trabalha perto de casa 12%; Há poucos (não há) transportes públicos/são pouco frequentes 6% e finalmente; Horários incompatíveis com os dos transportes públicos 4%. Ou seja 60% (48+12%) não usam os transportes simplesmente por questões que nada têm que ver com a má qualidade ou os horários.
Então o que fazer?
 
3. Quando o produto é bom... o melhor é anunciá-lo

Cruzando a informação de vários estudos chaga-se à conclusão que a perda de quota de mercado tem que ver sobretudo com duas questões, uma estrutural e outra conjuntura. Esta relaciona-se sobretudo com a percepção negativa associada em Portugal aos transportes. Muita gente deixou de os utilizar há muito tempo e não tem noção dos investimentos que foram feitos. Por outro lado há também uma carga negativa de quem utiliza transportes. Quem tem sucesso tem um bom carro, não anda de transportes.

As razões estruturais têm que ver com a interligação entre as várias redes. Cada uma delas tem feito um grande esforço de investimento e modernização mas falta agora colocar todos a funcionar de maneira interligada de modo a melhorar o resultado final que é transportar mais gente.

Percebe-se que neste campo dos meios que facilitam a deslocação de grandes massas de pessoas, as nossas grandes cidades têm de mudar de forma estrutural: devagar mas com firmeza. Possivelmente ninguém tem muita vontade em prosseguir essa obra. Mas já dizia James Barrie que «não é trabalho a sério a não ser que deseje estar a fazer outra coisa». "

por Rui Pedro Batista in_J. negócios

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gatafunhado por gringa às 12:48
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Fritos e refrigerantes poderão desaparecer das escolas
" As recomendações foram elaboradas por uma equipa da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, a pedido da Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação.

Bela Franchini, especialista em nutrição e docente nesta Faculdade, disse à Lusa que o documento está nas mãos da ministra da Educação, a quem caberá decidir a sua aplicação.

Para a especialista, o grande problema da alimentação nas escolas está nos bares e nas máquinas de venda automática de alimentos. Por essa razão, a proposta vai no sentido destes locais deixarem de disponibilizar alimentos que contêm essencialmente gordura e que são muito pobres em proteína.

De acordo com a proposta, alimentos como batatas fritas, tiras de milho, rissóis, croquetes, folhados ou sumos com menos de 50% de fruta não deverão estar disponíveis nos bares e nas máquinas de venda automática nas escolas.

Paralelamente, e em substituição destes alimentos, os bares e máquinas de venda automática deverão promover a venda de alimentos como leite, iogurtes, sumos com mais de 50% de fruta, batidos de fruta, pão de mistura, fruta e sandes de queijo ou fiambre de aves.

Os chocolates a que os estudantes deverão ter acesso por estes meios são os que contêm mais cacau, mais leite e menos açúcar.

O grande objectivo destas medidas, que serão aplicadas nas escolas do 2.º e 3.º ciclos, é diminuir o consumo de gorduras e açúcares simples, que facilmente se encontram nos produtos vendidos pelas máquinas de distribuição automática.

De acordo com um estudo elaborado pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação do Porto e que envolveu 47 escolas básicas do 2.º e 3.º ciclos desta cidade no ano lectivo 2003/2004, um terço dos cerca de dois mil alunos consumiam quantidades de gordura superiores ao recomendado para a idade.

A pesquisa fez um levantamento dos alimentos vendidos em cantinas, bares e máquinas de venda automática dos estabelecimentos de ensino e concluiu que há "uma grande disponibilidade de produtos ricos em gordura e açúcar e uma presença muito pequena de alimentos saudáveis".

Para Bela Franchini, a solução não passa por retirar as máquinas das escolas, mas sim mudar-lhes o conteúdo. "Sabemos que há falta de pessoal nas escolas e que as máquinas são muito práticas, mas devem ser as escolas a determinar o seu conteúdo e não as empresas de distribuição dos alimentos", explicou.

Numa primeira fase, as recomendações deverão ser aplicadas nos bufetes e nas máquinas, mas posteriormente poderão ser alargadas às cantinas escolares, embora os alimentos que estas fornecem sejam mais equilibrados.

Isso mesmo confirmou um estudo apresentado há um ano pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO), segundo o qual a maioria das refeições servidas nas cantinas escolares são equilibradas, embora algumas abusem da carne de vaca e de porco, assim como de fritos e doces.

O trabalho, publicado na edição de Setembro de 2005 da revista Proteste, analisou 2936 ementas escolares servidas durante três semanas em 198 escolas do 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico e do Secundário (179 públicas e 19 privadas).

Segundo este estudo, os bifes de vaca predominam nas ementas (39%), logo a seguir ao peixe. Entre os pratos mais comuns encontram-se o empadão, a carne à bolonhesa e o arroz à valenciana. Relativamente ao peixe, a análise revelou que na maioria das vezes é frito e que a diversidade é reduzida.

Uma das notas positivas do estudo vai para o facto de a sopa estar sempre presente nas ementas das cantinas escolares analisadas. Os legumes são a sua principal componente (77%), embora, por vezes, em pouca quantidade. As leguminosas, como o grão, o feijão, as favas e as lentilhas, não fazem parte da grande maioria das sopas.

As medidas defendidas pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto visam travar a obesidade infantil, classificada como a epidemia do século XXI. Um estudo divulgado recentemente pelo Jornal Internacional de Obesidade Pediátrica revelou que as taxas de obesidade infantil vão crescer drasticamente até 2010 em quase todo o mundo.

Dados da Comissão Europeia divulgados em 2005 indicam que Portugal está entre os países europeus com maior número de crianças com excesso de peso, assim como Malta, Espanha e Itália."   _in educare
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gatafunhado por gringa às 12:45
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Quando educação rima com insatisfação
" Carmo Anjos concorreu a 46 escolas dentro do Quadro de Zona Pedagógica (QZP) em que está inserida. Georgina Pereira candidatou-se a 70. Ambas ficaram este ano colocadas em escolas de que nunca tinham ouvido falar. Ao que tudo indicava, já não havia qualquer vaga disponível nas escolas das suas preferências. No entanto, passadas duas semanas, com a abertura de mais três mil vagas pelo Ministério da Educação (ME), outros professores, com menos anos de ensino, ficaram colocados nas primeiras opções e alguns até nas escolas que Carmo tinha escolhido.

"Senti-me injustiçada. Houve duas vagas na minha primeira opção e se eu tivesse ficado 'não colocada' na primeira vez, agora estava melhor porque tinha entrado na escola que eu escolhi", afirma.

Inconformada, dirigiu-se à Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE). Juntamente com outros professores, Carmo Anjos conta que foi obrigada a aguardar a sua vez, na rua, sob presença policial, enquanto no interior das instalações existia "uma sala de espera para, no mínimo, 50 pessoas".

Já lá dentro, informaram-na que a sua reclamação sobre as colocações "não tinha a ver com eles" porque "os agrupamentos é que informaram o Ministério sobre as vagas existentes nas escolas". Sem outra alternativa a não ser aceitar a escola onde foi colocada, Carmo Anjos desabafa: "Andamos de cavalo para burro".

Georgina Pereira, mais resignada, optou por nem sequer reclamar junto do Ministério da Educação. Por um lado, pensa que "qualquer coisa que faça sozinha não vai ter efeito", por outro, "não quis arriscar perder tempo a ir à DGRHE porque tinha de estar na escola a partir do dia 1 de Setembro".

Ana Maria Serra é professora provisória desde que começou a leccionar. Ao longo de 12 anos, já trabalhou em 27 escolas. Num único ano lectivo, chegou a trabalhar em quatro escolas em simultâneo, a dar aulas a mais de 400 alunos, de níveis diferentes, para conseguir ter 22 horas de trabalho semanais.

"Tenho aceite todo o tipo de situações, nunca com horários completos, cheguei a fazer 60 quilómetros por dia para dar poucas horas de aulas", conta, desgostosa.

Desde criança que sonhava ser professora, mas só teve oportunidade de estudar mais tarde, já com filhos. Concorria para todas as partes do país e "ia com alegria para a escola". No entanto, confessa, "desde os 38 anos que acompanho esta situação e já tenho 50". Visivelmente emocionada, admite que esta situação de instabilidade, que dura há mais de uma década, "é destrutiva" porque assiste "ano após ano ao matar das esperanças e do sonho".

"Se uma entidade privada tivesse um profissional a trabalhar 12 anos sem o efectivar seria punida", afirma, "mas, como é o Estado, dá-se ao luxo de fazer isto". Sem regalias e sem estabilidade, Ana Maria Serra diz que nunca chega a sentir-se integrada numa escola porque, por estar lá tão pouco tempo, os outros professores, funcionários e alunos "nunca chegam a conhecer-nos".

Ao longo da sua carreira docente, reclamou duas vezes junto do ME, mas, até hoje, nunca obteve resposta. "Face a estas condições de injustiça", afirma, "não se pode pedir a um professor que cumpra os seus objectivos, por muito excelente que seja". Na sua opinião, não são só os docentes que saem prejudicados: "Como pode ter sucesso o ensino da língua portuguesa num país que trata escandalosamente mal os professores?", pergunta.

Desiludidas, as três professoras não vêem outra alternativa senão sujeitarem-se - mais uma vez - às decisões impostas pelo Ministério.

Carmo Anjos sente que "existem muitas falhas todos os anos" e já não acredita que alguns dos seus colegas contratados venham a ser colocados. Georgina Pereira tem esperança que, tal como os sindicatos defendem, o ME ceda à realização de um concurso anual que lhe dê a oportunidade de aproximar-se de casa, no próximo ano lectivo. Ana Maria Serra confessa que toda a situação "quase que leva à desistência", mas, apesar de tudo, no dia-a-dia, o seu sonho ainda comanda a vida."   in_educare
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gatafunhado por gringa às 12:44
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Cientistas estudam risco de terramoto na cidade de Lisboa
" Na memória do passado da cidade de Lisboa ou da região do Vale do Tejo mantêm-se registos de terramotos de grandes dimensões como o de 1356, 1531, 1755 e 1909. Porque a actividade sísmica mantém-se e por razões variadas que tornam a região de Lisboa susceptível de sofrer novos abalos, a capital portuguesa é um dos casos de estudo de cientistas do projecto Terrafirma, desenvolvido no âmbito do Programa Ground Monitoring for Environment and Security (GMES), da Agência Espacial Europeia (ESA).

O grande objectivo do projecto Terrafirma, que teve início em 2003 e vai decorrer durante 10 anos, é mitigar os riscos, a que as populações estão sujeitas, associados a ocorrências como deslizamentos de terra, abatimentos, escavações, actividade sísmica ou até estabilidade de construções nas grandes metrópoles. Neste sentido, os cientistas têm vindo a estudar várias zonas de risco da Europa devido aos movimentos geológicos que estão na origem de milhares de mortes e perda de vários milhões de euros anualmente.

Devido à actividade sísmica existente na região de Lisboa e Vale do Tejo, uma equipa de cientistas do ICIST, do Instituto Superior Técnico, tem estado a colaborar no projecto e a monitorizar as movimentações geológicas que podem acarretar riscos para a cidade e população de Lisboa.

Envolvido no projecto está João Fonseca, investigador do ICIST, que em declarações à TV Ciência revela que, com base na informação recolhida, existem vários cenários possíveis para a ocorrência de um terramoto no futuro em Lisboa. Entre os principais cenários, o investigador indica que pode ser «um de muito grande magnitude ao largo da costa (como em 1755) e um terramoto de magnitude moderada próximo da cidade (como em 1531 ou 1909). Existem ainda discordâncias quanto ao cenário mais provável, mas estudos recentes sugerem que o cenário próximo é o dominante (contudo, estudos igualmente recentes apontam para o cenário distante como sendo o mais importante)».

«Se admitirmos que a Falha do Vale Inferior do Tejo sofreu rupturas sísmicas em 1356, 1531, (possivelmente) em 1755 e em 1909, vemos aqui uma indicação de um período de retorno da ordem de 200 anos para este cenário de ocorrência», afirma João Fonseca e adianta que «não se pode ignorar que o sismo de 1909 foi inferior aos restantes, pelo que pode corresponder a uma libertação parcial da energia acumulada na crosta àquela data».

Até agora os dados obtidos sobre as movimentações geológicos tinham sido adquiridos através dos satélites ERS-1 e ERS-2 da ESA, mas actualmente, os cientistas estão a utilizar dados oriundos do ENVISAT. O especialista explica que os satélites «produzem imagens da Terra emitindo radiação electromagnética que atinge a superfície do planeta e regressa, como um eco, até ao satélite. Esta radiação tem um comprimento de onda de poucos centímetros, como é comum em RADAR (RAdio Detection And Ranging)».

Posteriormente, com base em várias imagens retiradas em períodos de tempo diferentes mas a partir do mesmo ponto do espaço, os especialistas comparam-nas para detectar variações do percurso da onda que viaja entre a Terra e o Espaço. Caso essas variações se confirmem, os cientistas são capazes de identificar a existência de movimentos geológicos e deformações da superfície terrestre.

«Em rigor, o que se detecta são as variações da fase (fracção do período de oscilação) da radiação devolvida ao satélite, usando técnicas interferométricas», explica o cientista e adianta que «conseguem-se detectar variações que sejam uma parte significativa do comprimento de onda, ou seja, da ordem de um centímetro. Variações da cobertura vegetal causam ‘descorrelação’ entre imagens obtidas em épocas diferentes, e por isso são um dos principais obstáculos à aplicação desta técnica».

As técnicas interferométricas são hoje possíveis através do desenvolvimento de uma nova tecnologia, a Interferometria de Difusores Persistentes (PSI). A grande mais valia desta nova técnica é a precisão com que detecta as deformações da superfície, principalmente nas grandes cidades e com «cobertura de grandes áreas, tipicamente 1000 km2 por imagem, associada à grande resolução espacial (o pixel tem 4m na direcção da órbita do satélite e 20m na direcção perpendicular)», explica João Fonseca.

«Partindo de uma colecção numerosa de imagens, seleccionam-se previamente os pontos da superfície que são difusores persistentes, ou seja, que em todas as imagens enviam de volta para o satélite um eco forte», refere o investigador e adianta que «em seguida, aplica-se o processamento apenas a esses pontos. Se o intervalo de tempo em estudo for suficientemente longo para se dispor de algumas dezenas de imagens da mesma região, é possível estimar a velocidade de um difusor persistente com margem de erro inferior a um milímetro por ano».

Em Portugal, especialmente na região de Lisboa e Vale do Tejo a PSI já possibilitou a obtenção de informação relevante como, «uma subsidência (afundamento) da ordem de 1 milímetro por ano na região junto ao Tejo que se estende de Vialonga a Vila Franca de Xira, e também uma subsidência da mesma ordem em Lisboa, na zona entre o Estádio da Luz e o Estádio de Alvalade. Este afundamento pode ter várias causas, sendo a mais comum a redução da quantidade de água subterrânea, quer por impermeabilização da superfície quer por excesso de exploração».

O especialista indica ainda observar-se uma subida do Maciço Calcário da Estremadura entre a Arruda dos Vinhos, Malveira e Bucelas o que vem confirmar o que os cientistas suspeitavam no que se refere aos movimentos verticais. Por outro lado, João Fonseca afirma que «a elevação da costa na zona de Cascais é confirmada pela evolução do nível do mar nos últimos 50 anos: enquanto que à escala global o nível do mar subiu à taxa média de 1.75 mm/ano, em Cascais subiu apenas à taxa de 0.20 mm/ano, ou seja, a crosta terrestre elevou-se cerca de 1.5 mm/ano. Observações de GPS contínuo em Cascais são compatíveis com este resultado».

O projecto Terrafirma está também a analisar e monitorizar fenómenos naturais noutras cidades europeias, sendo que actualmente numa primeira fase processou dados de 14 cidades e actualmente, na segunda fase, monitoriza 26 países europeus. Exemplos são os estudos dos riscos de deslizamentos na Vila Cutigliano, em Itália, da actividade sísmica da cidade de Istambul, na Turquia, devido à Falha de Anatólia ou a detecção de deformações na superfície de Londres à data da construção do metro."

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Vacinação contra a gripe aviária autorizada na União Europeia
" A decisão da Comissão Europeia (CE) em autorizar duas vacinas contra a gripe aviária justifica-se, «tendo em conta o risco actual de reaparição da gripe nas aves quando começar a próxima estação migratória», declara Günter Verheugen, Vice-presidente da Comissão Europeia e responsável pela área do Comércio e Indústria, citado em comunicado da CE.

As duas vacinais, agora autorizadas, designadas por Nobilis Influenza H5N2 e por Poulvac FluFend H5N3 RG reduzem a mortalidade e os vírus nos excrementos dos frangos vacinados. Trata-se de vacinas inactivas adjuvantes contra a gripe das aves, que são administradas por injecção.

A vacina Nobilis Influenza H5N2 é destinada às galinhas e a vacina Poulvac FluFend H5N3 RG está direccionada tanto para as galinhas como para os patos. A administração das vacinas vai apenas ser efectuada pelas autoridades veterinárias nacionais competentes no âmbito de campanhas de controlo da gripe aviária e em conformidade com a legislação da UE. Para o lançamento de campanhas de vacinação a CE já autorizou alguns Estados-Membros, como sejam, a Itália, a França, a Holanda e mais recentemente a Alemanha.

Para Günter Verheugen, a indústria farmacêutica europeia mostrou grande capacidade ao responder prontamente ao problema da gripe aviária, dada a importância de um controlo eficaz da gripe nas aves é reconhecida não somente pelo interesse na saúde animal, mas igualmente para reduzir a probabilidade de aparecimento de uma estirpe pandémica do vírus nos humanos."     in_tvciencia
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gatafunhado por gringa às 12:26
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Televisão de Ultra definição que destrona HDTV apresentada na Europa
" Para os aficionados da imagem e da televisão, que agora começam a ter contacto com o maravilhoso mundo da imagem de alta definição ou High Definition Television (HDTV), as notícias não podiam ser mais aliciantes. Investigadores da estação de televisão japonesa NHK estão a desenvolver sistemas que conseguem suportar imagens de ultra resolução, fornecidas através daquele que é já considerado como o futuro sucessor dos sistemas de HDTV, o de Ultra High Definition Television (U-HDTV).

O sistema U-HDTV tem uma resolução 16 vezes superior ao ‘ainda’ recente sistema HDTV, com 7680 x 4320 pixéis, um varrimento de 4 mil linhas o que significa um varrimento 4 vezes superior ao do HDTV e mais do que 6 vezes do comum TV PAL. O sistema na sua versão standard está ainda equipado com uma versão avançada de ultra-som com 24 alto-falantes.

A U-HDTV foi apresentada no ano passado no Japão, mas os europeus puderam agora no mês de Setembro, na International Broadcasting Convencion (IBC), realizada em Amesterdão, na Holanda, confirmar a qualidade do sistema, que está preparado para transmitir ao espectador a sensação de que este faz parte da cena a decorrer na tela.

«Quando projectámos a HDTV há 40 anos o nosso alvo era fazer as pessoas sentirem como se estivessem a ver o objecto real», afirma Masaru Kanazawa, um dos investigadores seniores da NHK que contribuiu para o desenvolvimento da tecnologia, citado pela BBC on-line e adianta que, «o nosso alvo agora é fazer as pessoas sentirem que estão na cena».

Apesar dos bons resultados que a tecnologia standard (Super Hi-Vision) proporcionou, existem dois senãos: provavelmente só será lançado para o mercado daqui a 25 anos, porque actualmente não existem sistemas de transmissão de imagem ‘domésticos’ capazes de suportar imagens com tão alta resolução.

Para além de não haver modelos de plasma ou de LCD capazes de assegurar a transmissão de imagens com tanta definição, também as próprias companhias de broadcasting não estão preparadas para suportar um tal alto volume de dados.

Para que a imagem de Ultra resolução chegasse há Europa, os cientistas japoneses fizeram o envio do sinal utilizando uma rede de fibra óptica própria. O sinal total de 24 gigabits por segundo, do filme pré preparado, foi dividido por sinais HD161.5 Gbps, que foram enviados através do método DWDM (dense wavelength division multiplex) utilizando várias companhias de redes.

«O Super Hi-Vision tem muita informação e foi difícil de transmitir», afirma Mikio Maeda, investigador sénior da NHK, citado pelo EETimes on-line e adianta que «utilizando 16 ondas em fibra óptica, nós fomos bem sucedidos na transmissão ao vivo de longa distância. Isto significa que a Super Hi-Vision demonstrou a possibilidade de ser a futura tecnologia de transmissão de TV». "
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gatafunhado por gringa às 12:24
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Neandertais de Gibraltar podem ter coexistido como Homem moderno
"A presença do Homem Neandertal é mais evidente na Europa, apesar de haver indícios da sua passagem pela Ásia. Pensa-se que esta espécie, ‘prima’ do Homem moderno, terá sido extinta há 30 mil anos atrás, mas uma investigação arqueológica desenvolvida por cientistas do Gibraltar Museum, na Gruta de Gorham em Gibraltar, no Sul de Espanha, indica a presença dos Neandertais na Europa há 28 mil a 24 mil anos, altura em que o Homo Sapiens já vagueava no mesmo continente.

Os resultados do estudo, publicados na actual edição 15 de Setembro da revista científica Nature, indicam que devido às condições ambientais alguns Neandertais terão procurado as regiões do Sul da Europa e lá sobreviveram durante milhares de anos. Evidências demonstradas por métodos de datação de rádio-carbono que datam artefactos desenterrados nas escavações da Gruta de Gorham em 28 mil a 24 mil anos.

Outros estudos tinham já indicado a presença do Homem moderno na Europa desde há 32 mil anos, o que indicia que as duas espécies podem ter coexistido no mesmo continente durante milhares de anos. «A nova evidência de Gibraltar apoia a ideia de que a extinção foi longa e um processo complexo, com os Neandertais a sobreviver após 30 mil anos em algumas localizações», refere Chris Stringer, especialista do Natural History Museum, citado em comunicado da instituição.

«É provável que não tenha havido qualquer factor por detrás da extinção dos Neandertais», acrescenta o especialista, que esclarece que «as razões porque desapareceram do Meio Oriente podem ser diferentes daquelas da Ucrânia e diferentes dos factores envolvidos na Grã-Bretanha, Alemanha ou Gibraltar».

Apesar de alguns especialistas porem em causa os dados do estudo agora apresentado, o facto é que a datação rádio-carbono é uma técnica muito utilizada na arqueologia que assenta num método radiométrico que utiliza o isótopo 14 que ocorre naturalmente no carbono para determinar a idade dos materiais carbonáceos até 60 mil anos. No estudo agora apresentado, de entre 103 items desenterrados na Gruta de Gorham como pontas de lanças, facas e artefactos de raspagem, a datação rádio-carbono situam a maioria dos materiais nos 28 mil anos e o mais recente nos 24 mil anos de existência.

Apesar das escavações em Gibraltar estar em curso há sete anos, ainda não foi encontrada qualquer ossada dos Neandertais. Mesmo assim, os através dos artefactos e do movimento dos Neandertais para o Sul da Europa, os cientistas avançam que terá sido as temperaturas amenas e o mar a atrair esta espécie para aqueles locais.

Em Gibraltar, os Neandertais «tinham uma grande quantidade de recursos», refere Clive Finlayson, investigador do Gibraltar Museum envolvido no estudo, citado pela Nature@news e acrescenta que estes, «em vez de congelarem como noutras zonas da Europa, (em Gibraltar) haviam típicas plantas mediterrânicas – oliveiras selvagens, entre outras. Eles também comiam claramente muito material marinho como mexilhão. E temos muitas boas indicações que eles descarnavam mamíferos marinhos como baleias».

Gibraltar e a Gruta de Gorham podem na realidade ter sido o último refúgio dos Neandertais, no entanto fica em aberta a questão do que terá levado à sua extinção. Será que na realidade não resistiram o avanço do Homem moderno ou terão, perante a presente deste, sido absorvidos por miscigenação."

                                in_tvciencia
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gatafunhado por gringa às 12:11
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Quarta-feira, 13 de Setembro de 2006
Associação Portuguesa de Bioética propõe "testamento vital" ao Parlamento

"Os portugueses poderão recusar legalmente submeter-se a tratamentos médicos com vista ao prolongamento da fase terminal de doença ou a manobras de reanimação se o Parlamento aceitar uma proposta a apresentar pela Associação Portuguesa de Bioética (APB).

A APB vai entregar aos deputados da Assembleia da República uma proposta de projecto de lei que define como "uma ajuda para o legislador" nesta matéria , segundo disse à Lusa o presidente da associação.

De acordo com Rui Nunes, o que se pretende é "dar a hipótese de cidadãos conscientes fazerem as suas escolhas para o caso de virem a estar inconscientes e, desta forma, verem respeitada a sua vontade".

"Os cidadãos têm o direito de fazer escolhas livres, também na área da medicina", disse.

Se a proposta der origem a legislação, o cidadão que se faça acompanhar de um "testamento vital" deverá ver respeitada a sua recusa em receber determinados tratamentos, como manobras de reanimação, ligação ao ventilador durante o coma irreversível, tratamentos de quimioterapia e radioterapia ou transfusões de sangue.

"Propomos que Portugal dê um salto para a modernidade e permita que pessoas lúcidas tomem hoje decisões que possam ser interpretadas pelos profissionais de saúde, nomeadamente nas urgências, quando já não estiverem conscientes", adiantou Rui Nunes.

No fundo, prosseguiu, "propomos que as pessoas optem por morrer com dignidade e tenham uma morte digna e serena".

Esta decisão não deve, contudo, ser interpretada como um acto de eutanásia, esclareceu o presidente da APB.

Como justificação para a proposta de lei, a APB elaborou um parecer sobre "directivas antecipadas de vontade".

As directivas antecipadas de vontade podem apresentar-se de duas formas: como o testamento de um doente ou através da nomeação de um procurador de cuidados de saúde.

O testamento de paciente é "um documento escrito no qual uma pessoa consigna as suas vontades quanto aos cuidados médicos que pretende ou não receber se perder a capacidade de se exprimir ou se se encontrar em estado de já não ser capaz de tomar ela própria uma decisão", de acordo com a explicação que consta do parecer da APB.

O cidadão pode ainda nomear um "procurador de saúde, através de um docu mento que atribui poderes a um procurador para tomar decisões em matéria de saúde em nome da pessoa que o nomeia quando esta deixe de estar em condições de expressar a sua vontade"." in_público
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gatafunhado por gringa às 11:23
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Prémio de mérito e melhores salários
" O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou na terça-feira, em Conceição de Faro, a criação este ano lectivo de um prémio nacional para os professores, que valorize o seu papel na sociedade e que distinga «o mérito dos bons professores». O chefe de Governo apresentou o prémio como «uma homenagem à condição de professor».

Num discurso centrado na valorização do papel dos profissionais do ensino e das gestões escolares, José Sócrates afirmou que a instituição do prémio - cujos termos em concreto não referiu - é «um sinal claro de que o Governo deseja fazer um apelo a toda a comunidade educativa para que melhore e evolua, para servir melhor os alunos».

José Sócrates evidenciou as novidades para este ano, nomeadamente a colocação dos professores por um período de três anos, que considerou ser «uma reclamação de há muito das escolas, das famílias e dos professores». Defendeu o conceito de «escola a tempo inteiro», recordando que, «há um ano atrás, as escolas do 1º ciclo não tinham refeições, nem aulas de inglês e novas tecnologias, nem formação em matemática dos seus professores».

O optimismo do primeiro-ministro contrasta com o descontentamento dos 13 sindicatos de professores que estão a discutir com o Ministério da Educação a revisão do Estatuto da Carreira Docente e que na terça-feira admitiram uma «rotura negocial», caso a tutela mantenha uma postura de intransigência e inflexibilidade.

Para os sindicatos, o novo Estatuto da Carreira Docente implica que os professores ganhem até menos 50% de ordenados ao longo da carreira. Em entrevista ao Diário de Notícias, a ministra da Educação admite esta quarta-feira que com a proposta em cima da mesa o Governo não vai gastar mais do que está a gastar actualmente, mas garante que a tutela está a «tentar fazer com que o salário dos professores à entrada seja significativamente superior ao que é actualmente».

«Para mim, um dos maiores problemas do actual estatuto é que organiza a carreira num pressuposto que me parece errado. Quando se entra, ganha-se menos de mil euros e trabalha-se muito», critica Maria de Lurdes Rodrigues, ao diário.



Começam mal pagos, recebem mais no topo

Os professores portugueses são dos que menos recebem no início da profissão, entre os docentes dos 30 países da OCDE, mas integram os mais bem pagos quando atingem o topo da carreira.

De acordo com o relatório «Panorama da Educação 2006», da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os docentes portugueses do Ensino Básico e Ensino Secundário ganham pouco mais de 15 mil euros anuais nos primeiros anos de trabalho, menos cerca de 5.500 euros do que na média dos países analisados. Com ordenado inferior estão apenas os professores da República Checa, Hungria, México, Nova Zelândia, Turquia e Polónia, estes últimos com o salário mais baixo (cerca de 5 mil euros por ano), numa tabela de vencimentos liderada pelo Luxemburgo, Alemanha, Dinamarca e Estados Unidos, os países que mais pagam .

A meio da carreira, com 15 anos de experiência, os docentes portugueses
continuam a receber menos do que a média da OCDE, ainda que a diferença seja já menos significativa, uma situação que se altera apenas quando atingem o topo da carreira. Nos escalões mais elevados, onde se encontram cerca de metade dos 180 mil professores em Portugal, o cenário muda radicalmente, uma vez que os docentes passam a ser dos que mais recebem, auferindo anualmente cerca de 39 mil euros, em média mais 3 mil do que o geral.

A diferença é ainda mais significativa nos professores do 1º e 2º ciclos, cujo ordenado é superior à média verificada nos países da OCDE em mais de 5.500 euros. Nesta fase da carreira, os professores portugueses são apenas ultrapassados em termos de vencimento pelos colegas de países como a Áustria, Alemanha, Irlanda, Japão, Coreia, Espanha e Suiça, numa lista liderada pelo Luxemburgo, que paga aos docentes com mais experiência um vencimento superior a 91 mil euros anuais." in_Visão
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gatafunhado por gringa às 11:18
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Segunda-feira, 11 de Setembro de 2006
Educação: semana de arranque
" Cerca de 1,6 milhões de alunos, 180 mil professores e quase 88 mil funcionários não docentes – estes são os números que assinalam o início do ano lectivo 2006/07, em 13 mil estabelecimentos de ensino, do sector público e privado. De acordo com a legislação, o ano lectivo deve iniciar-se durante a primeira quinzena de Setembro. Como as aulas, após o início, não podem ser interrompidas, o Ministério da Educação dá uma semana para que as escolas ultimem os preparativos e avancem com as apresentações dos alunos. “Normalmente, nos primeiros dois dias, só dez por cento das escolas é que abrem. A maioria deve abrir a partir de quarta-feira. Não teria lógica o ano iniciar-se numa sexta-feira”, explica fonte ministerial.


O 1.º Ciclo, antiga primária, é onde há mais novidades: o prolongamento de horário até às 17h30 vai generalizar-se, de modo a incluir duas horas diárias de actividades extracurriculares. O Apoio ao Estudo e o Inglês nos 3.º e 4.º anos serão obrigatórios. Além de poderem realizar os trabalhos de casa na escola, as crianças poderão ter Música ou Actividade Física e Desportiva. Pela primeira vez foi definida a carga horária nos currículos do 1.º Ciclo: sete horas de Matemática, oito de Português e cinco de Estudo do Meio, metade das quais dedicadas ao Ensino Experimental das Ciências.

No Secundário, as aulas de substituição são obrigatórias e foram abertos 450 cursos profissionais, de equivalência ao 12.º ano, em 180 escolas públicas. Os exames do 12.º serão obrigatórios a quatro disciplinas, uma das quais Português.

Outra medida que entra em vigor este ano é o Plano de Acção para a Matemática, cujo balanço será apresentado hoje pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues. O projecto permitirá financiar as escolas para projectos que melhorem os resultados à disciplina, contratação de docentes ou criação de laboratórios.

A abertura do ano lectivo também poderá ser marcada por duas decisões relativas a providências cautelares: uma interposta por pais, que pede a nulidade do despacho que permitiu a repetição dos exames de Química e Física; e outra que pretende evitar o encerramento da Secundária D. João de Castro, em Lisboa. Durante as férias, alguns equipamentos foram retirados e os alunos transferidos. “Ainda não há nenhuma portaria publicada que indique o encerramento da escola”, diz Carlos Filipe, da Associação de Pais.

UM QUINTO DAS PRIMÁRIAS FECHA

O número das escolas do 1.º Ciclo a encerrar será divulgado esta semana, mas os protestos pelo encerramento prometem fazer-se ouvir. Em Gemieira (Ponte de Lima), pais e alunos garantem que hoje vão apresentar-se na escola, mesmo sabendo que estará fechada. No ano passado, frequentaram aquela escola 23 alunos e este ano havia 30 crianças que se podiam matricular, número que se revelou insuficiente para manter as portas abertas. “A escola foi restaurada há dois anos, tem uma cantina nova a funcionar, há um moderno sistema de aquecimento nas duas salas de aulas, tem Inglês e internet”, diz o presidente da Junta de Freguesia, António Sá Matos.

No total, deverão fechar 1460 escolas em todo o País, um quinto do total de estabelecimentos do 1.º Ciclo. Os dez mil alunos envolvidos são transferidos para 800 escolas de acolhimento, num processo que custou aos cofres do Estado mais de 12 milhões de euros, destinados à realização de obras nas escolas de acolhimento e ao transporte das crianças das localidades onde residem até aos novos estabelecimentos de ensino.

DEFICIENTE DESTACAMENTO

O despacho do Ministério da Educação que estabelece as regras para o destacamento de professores com deficiência tem suscitado troca de acusações entre a tutela e alguns sindicatos.

O despacho determina que os professores têm de provar que a escola para a qual se querem mudar tem condições de acessibilidade. A Associação Portuguesa de Deficientes já criticou o despacho, por impor “condições absurdas”.

NOVO ESTATUTO PODE LEVAR A MAIS GREVES

O novo Estatuto da Carreira Docente, que o Governo quer aprovar até Novembro, para entrar em vigor em Janeiro, promete marcar as primeiras semanas do ano lectivo que hoje arranca oficialmente. A divisão da carreira em duas categorias, com quotas impostas administrativamente para aceder à categoria superior (professor titular), a avaliação de desempenho com critérios como a apreciação dos pais ou os resultados escolares e a introdução de uma prova nacional de acesso à profissão são algumas das novidades propostas pelo Ministério da Educação e contestadas pelos sindicatos.

Hoje à tarde, os 13 sindicatos unem-se para avaliar o início do ano e para sexta-feira está convocado um dia nacional de luto. A 5 de Outubro, Dia Mundial do Professor, realiza-se uma marcha de protesto.

CRIANÇAS SEM TRANSPORTE

O ano lectivo arranca com uma elevada procura no transporte de crianças, situação que leva a que os operadores estejam sem capacidade de resposta. O presidente da Associação Nacional dos Transportadores Pesados de Passageiros (ANTROP), Cabaço Martins, reconheceu ao CM que este ano “verifica-se uma procura acrescida”, em resultado da nova legislação aplicada a partir de Novembro próximo e que, entre outras medidas, obriga ao uso de cintos de segurança e a formação específica por parte dos motoristas.

Incapazes de cumprir as novas exigências legais, colégios privados optaram por abandonar o serviço de transporte escolar, no que resultou em “mais algumas centenas de crianças com necessidade imediata de serem transportadas por empresas certificadas, pelo que notámos alguma preocupação dos pais”, disse Cabaço Martins.

Só no operador Easybus, que transporta cerca de 1200 menores, este ano verificou-se um acréscimo de 200 inscrições. Leonor Gomes, gerente da empresa, disse, ao CM “haver alguma dificuldade em resolver todos os casos”.

MAIS EDUCAÇÃO

80 MILHÕES

A realização de actividades extracurriculares nas escolas do 1.º Ciclo vai custar entre 80 a 100 milhões de euros. A oferta nas escolas será obrigatória, mas a frequência é facultativa, dependendo da escolha dos pais.

EM VIAGEM

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, visita amanhã algumas escolas da região Norte, viajando ao fim do dia para o Algarve, onde vai visitar outros estabelecimentos de ensino. A governante vai destacar o Desporto Escolar.

SUPERIOR

O início do ano lectivo no Básico e Secundário coincide com o momento mais importante para os candidatos ao Superior: na próxima segunda-feira são divulgadas as listas da 1.ª fase de colocações nas universidades e politécnicos.

EDUCAÇÃO EM NÚMEROS

1,6 millhões de alunos, do Pré-escolar ao Secundário, do ensino público e privado, iniciam esta semana o ano lectivo.

178 mil professores e educadores de infância e quase 88 mil funcionários não docentes trabalham nas escolas e jardins-de-infância.

13 mil escolas e jardins-de-infância, públicos e privados, devem abrir as portas até sexta-feira.

1460 escolas do 1.º Ciclo que tiveram poucos alunos não devem abrir, segundo as previsões do Ministério da Educação.

356 mil alunos no distrito de Lisboa frequentam mais de 1850 escolas de todos os ciclos de ensino e jardins-de-infância.

20 mil alunos estudam no distrito de Bragança, tantos como no concelho de Vila Franca de Xira, em Lisboa.

660 mil alunos estavam matriculados no ano passado nas escolas dos 2.º e 3.º Ciclos e nas escolas secundárias.

NOTAS

AULAS DE SUBSTITUIÇÃO

Quando um professor falta, a escola deve colocar outro docente a substituí-lo. Este ano, a medida, obrigatória, chega ao Secundário.

FORMAÇÃO PARA DEZ MIL DOCENTES

Sete mil professores do 1.º Ciclo vão ter formação contínua em Matemática e outros três mil vão ter formação em Língua Portuguesa.

450 CURSOS PROFISSIONAIS

Foram criados 450 novos cursos profissionais, de equivalência ao 12.º ano, em 180 escolas públicas. O investimento é de 11,8 milhões de euros."
                                                                                                 Edgar Nascimento
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gatafunhado por gringa às 11:39
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Banca prepara novos cartões multibanco
"
Lisboa - Os bancos portugueses estão a preparar a emissão de novos cartões de débito e de crédito, com mais condições de segurança para evitar fraudes, noticia esta segunda-feira o «Diário Económico» (DE).
As bandas magnéticas que actualmente armazenam os dados dos cartões multibanco serão substituídas por «chips», que deverão permitir, por exemplo, a realização de pagamentos sem a entrega do cartão, escreve o jornal.

Os novos cartões deverão ser entregues aos clientes à medida que a validade dos que se encontram em circulação vá expirando, estando previsto para 2010 o desaparecimento total do actual formato na Zona Euro.

A data limite foi estabelecida pela Comissão Europeia, mas os recentes casos de clonagem de cartões em Portugal levaram as instituições bancárias portuguesas a acelerar o processo.
(c) PNN Portuguese News Network"
                                       http://jornaldigital.com
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gatafunhado por gringa às 11:36
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Brasil bate recorde em desmatamento
"

AGÊNCIA AMAZÔNIA

BRASÍLIA – O Guinness Book 2007 coloca o Brasil em destaque. A edição credita ao país dois recordes: o país com a maior extensão de floresta do mundo e também com a maior taxa de desmatamento do planeta. De acordo com o Guinness, entre 1990 e 2000 as florestas brasileiras foram desmatadas a uma média anual de 22.264 quilômetros quadrados, área equivalente à de El Salvador.  

  Ainda segundo a publicação, o pior período foi entre 1994 e 1995, quando os índices de desmatamentos subiram para cerca de 30 mil quilômetros quadrados – o maior aumento já registrado em taxa de desmatamento em todo o planeta. Na semana passada o Ministério do Meio Ambiente anunciou que este ano haverá redução de 11% nos desmates na região.

  O Guinness 2007, que no próximo mês chega às livrarias, pela Ediouro, também mostra que em apenas um minuto, 60 hectares de florestas tropicais - área maior do que a cidade do Vaticano - são derrubados no planeta. E uma das piores conseqüências da ação do homem sobre o meio ambiente é a desertificação.

 

  Exploração agrícola excessiva, desmatamento e até mesmo a migração de refugiados em tempos de guerra podem potencializar as condições que desencadeiam o fenômeno. Essa situação é pior na África, onde dois terços do continente foram reduzidos a desertos ou terras secas.

 

   Exemplo chinês

 

  E vem da China o melhor exemplo de consciência ambiental. Naquele país, está em execução o maior projeto de reflorestamento do planeta. Conhecido como a Grande Muralha Verde, um cinturão de florestas com 4.480 quilômetros de extensão está sendo criado no noroeste chinês para combater as ameaças crescentes de desertificação e cultivo excessivo. O programa de reflorestamento do país começou em 1978 e deve prosseguir até 2050, quando 356 mil quilômetros quadrados de terra deverão estar reflorestados.

 

  A edição do Livro dos Recordes também destaca as catástrofes ambientais que atingiram o mundo no ano passado. O furacão Katrina, que atingiu a costa da Louisiana (EUA), em 29 de agosto, causou um prejuízo financeiro de US$ 45 bilhões. Foi o primeiro furacão com intensidade 5 da temporada de 2005, que devastou a cidade de New Orleans. Mas o furacão mais violento foi o Wilma, também de categoria 5, que ocorreu em outubro.  Foi o mais forte desde 1851, ano em que os furacões passaram a ser monitorados. Os ventos na parede do olho do Wilma alcançaram impressionantes 270 km/h.

 

  Por tudo isso, os piores prejuízos materiais e financeiros causados por desastres naturais aconteceram em 2005. Se combinados, os danos infligidos pelo tsunami de 26 de dezembro de 2004 na Ásia e a temporada de furacões atípica, além de outros desastres como enchentes, o montante dos prejuízos no ano passado chegou a US$ 128 bilhões, de acordo com a companhia de resseguros Swiss Re."

                                             SÉRGIO VALE

Estou: triste :'(
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gatafunhado por gringa às 11:34
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Windows Vista sairá à venda em janeiro de 2007
" Segundo informou a agência agência de notícias EFE, a Microsoft anunciou que a nova versão de seu sistema operacional, o Windows Vista, sairá à venda nos Estados Unidos em janeiro de 2007, e custará entre US$ 199 e US$ 399, segundo o modelo.

A mais recente versão do Windows, que é o sistema operacional utilizado por 90% dos computadores no mundo, custará entre US$ 100 e US$ 259 para quem já tiver Windows XP, a versão anterior.

Antes de chegar aos consumidores, o Windows Vista estará à disposição das grandes corporações a partir de novembro.

A apresentação do Windows Vista teve que superar vários obstáculos e adiamentos durante os cinco anos que durou seu desenvolvimento.

Em julho passado, a Comissão Européia decidiu impor uma multa de 280,5 milhões de euros à Microsoft por esta não ter dado a seus concorrentes as informações necessárias para desenvolver programas compatíveis com o Windows.

A companhia anunciou imediatamente um recurso no Tribunal de Justiça da União Européia contra a sanção.

A Microsoft anunciou no final de fevereiro que fabricará seis versões do Windows Vista.

As novas versões se centrarão no uso que os consumidores dão ao sistema, em vez das especificações do computador pessoal, como ocorria até o momento.

Trata-se de três versões destinadas ao consumidor (Vista Home Basic, Vista Home Premium e Ultimate Edition), duas para as empresas (Vista Business e Vista Enterprise), além do Vista Starter, para os mercados emergentes.

A companhia afirmou antes que o diferencial do Windows Vista será a segurança reforçada, a possibilidade de simplificar as buscas dentro e fora do disco rígido do computador e uma interface mais clara e simples de utilizar. "

Fonte: effe
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gatafunhado por gringa às 11:33
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Cultivo livre de alimentos transgénicos - Portugal é o primeiro país da UE com legislação específica
" Os agricultores já se renderam ao cultivo dos alimentos geneticamente modificados. A legislação portuguesa não ficou atrás.

Portugal é o primeiro país da UE a dispor de legislação específica para estabelecer «zonas livres de cultivo de variedades geneticamente modificadas», de acordo com uma portaria publicada hoje pelo Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas.
Ainda de acordo com o documento, a regulamentação do cultivo de alimentos vulgarmente designados transgénicos «assegura a coexistência com culturas convencionais e com o modo de produção biológico».
Caberá aos agricultores e aos municípios requerer o estabelecimento das zonas livres e competirá às Direcções Regionais de Agricultura do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas a análise dos pedidos e a sua publicitação.
O ministério informa ainda que este ano foram já «cultivados 1245,4 ha de milho geneticamente modificado e realizaram-se 23 acções de formação para os agricultores».
No final do ano, a publicação do Relatório do Plano de Acompanhamento vai permitir «avaliar a execução e o cumprimento desta legislação», abrangendo «ensaios laboratoriais de amostras de materiais vegetais, dificuldades manifestadas pelos agricultores e a constituição de zonas livres ou de produção de variedades geneticamente modificadas». "
                                                                Cristina Pombo
 
Estou: a alucinar
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gatafunhado por gringa às 11:26
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Formação Contínua e não Especializada nos Ensinos Básico e Secundário com candidaturas abertas para
" O prazo para apresentação do plano de formação e pedido de financiamento no âmbito do programa PRODEP III - Medida 5 - Acção 5.1 - Formação Contínua e não Especializada nos Ensino Básico e Secundário decorre no mês de Setembro, de acordo com anúncio público veiculado dia 06/09/2006 no site do PRODEP III – Ministério da Educação (http://www.prodep.min-edu.pt/menu/6.htm).

Poderão integrar-se na candidatura ao financiamento para 2007 as acções de formação que se integrem na Medida acima referida e que cumpram os seguintes requisitos:

a)     Acções já acreditadas pelo Conselho Científico - Pedagógico da Formação Contínua e que se mantenham no prazo de validade até ao final do ano 2007;

b)     Acções de formação inseridas em áreas identificadas como exclusivas para o co-financiamento da Formação Contínua não Especializada Anual destinada a Pessoal Docente:

-         Programa Nacional de Ensino do Português;

-         Bibliotecas Escolares (de acordo com temáticas/acções definidas pelas Redes de Bibliotecas Escolares;

-         Programa de Formação Contínua para o desenvolvimento das Novas Áreas Curriculares;

-         TIC (referenciais CRIE/DGIDC)

Para um maior conhecimento das normas que regem a Medida5 / Acção 5.1 por parte dos professores interessados, poderá ser consultado o Despacho Conjunto nº 984/2001, de 29 de Outubro, que regulamenta esta acção, no seguinte site: http://www.adm.ua.pt/sfp/avisos.asp

Face ao exposto, deverão contactar a secretaria do CIFOP de forma a obter os cadernos de apoio à candidatura da Universidade de Aveiro ao PRODEP III – Formação Contínua, ou consultar o seguinte link: http://www.adm.ua.pt/sfp/Docs/Caderno_Apoio_2007.pdf

Tendo por objectivo a organização atempada da candidatura, a data limite para entrega dos processos nos Serviços Financeiros e Património – GAP PRODEP, por parte de todos os Departamentos /Secções Autónomas / Escolas Superiores, é 22-09-2006.

Para qualquer esclarecimento adicional deverão ser contactados os Serviços Financeiros – GAP/PRODEP (ext.52161 – Miguel Morais / ext. – 52306 - Dora Zita Morgado)."

                                                              in_ www.ua.pt


Estou: culta
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gatafunhado por gringa às 11:22
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Cursos de Especialização Tecnológica com candidaturas abertas
" A primeira fase das candidaturas aos Cursos de Especialização Tecnológica (CETs) oferecidos pela UA arrancou a 16 de Agosto e prolonga-se até 15 de Setembro. Ao todo são 29 os cursos que vão funcionar no Instituto Superior de Contabilidade e Administração da UA (ISCA-UA), Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA) e em várias localidades do Norte do distrito (Escola Superior Aveiro-Norte - ESAN).

Haverá vagas disponíveis nos seguintes cursos e escolas associadas da UA:

(ESAN - Escola Superior Aveiro-Norte, Edifício Rainha, 5º Andar, 3720-232 O. Azeméis - Tel. 234 370 606 / 256 666 960 - aveiro-norte@adm.ua.pt)

Albergaria-a-Velha


Tecnologia Mecatrónica - Pós-Laboral 

Arouca


Construção Civil e Obras Públicas - Diurno


Instalação e Manutenção de Redes e Sistemas Informáticos - Diurno

Espinho 


Desenvolvimento de Produtos Multimédia - Diurno 

Estarreja


Instalações Eléctricas e Automação Industrial - Diurno

Oliveira de Azeméis 


Desenho e Projecto de Moldes - Pós-Laboral


Instalação e Manutenção de Redes e Sistemas Informáticos - Pós-Laboral


Organização e Planificação do Trabalho - Diurno


Tecnologia Mecatrónica - Pós-Laboral


Tecnologias e Programação de Sistemas de Informação - Pós-Laboral


Desenvolvimento de Software e Administração de Sistemas - Diurno

Ovar 


Tecnologias e Programação de Sistemas de Informação - Pós-Laboral

Santa Maria da Feira 


Organização e Planificação do Trabalho - Diurno

São João da Madeira 


Desenvolvimento de Produtos Multimédia - Pós-Laboral


Design de Calçado e Marroquinaria - Diurno


Automação, Robótica e Controlo Industrial - Pós-Laboral

Sever do Vouga 


Instalação e Manutenção de Redes e Sistemas Informáticos - Pós-Laboral

(ESTGA - Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda, Zona Industrial da Alagoa, Apartado 473 3754-909, Águeda- Tel. 234 603 839/40/15 - estga@estga.ua.pt )



Águeda


Instalação e Manutenção de Redes e Sistemas Informáticos - Pós-Laboral


Desenvolvimento de Software e Administração de Sistemas - Pós-Laboral


Gestão da Qualidade - Pós-Laboral


Documentação e Informação - Pós-Laboral


Práticas Administrativas e Tradução - Diurno


Instalações Eléctricas e Automação Industrial - Pós-Laboral


Topografia e Desenho Assistido por Computador - Pós-Laboral


Tecnologia Mecatrónica - Pós-Laboral

(ISCA-UA - Instituto Superior de Contabilidade e Administração da Universidade de Aveiro, Rua Associação Humanitária dos Bombeiros de Aveiro, Apartado 58, 3811-902 Aveiro - Tel. 234 380 110 - isca-geral@isca.ua.pt)

Aveiro


Organização e Planificação do Trabalho - Pós-Laboral


Técnicas e Gestão de Turismo - Pós-Laboral


Contabilidade Pública - Pós-Laboral


Banca e Seguros - Pós-Laboral

Os interessados em candidatar-se deverão deslocar-se aos Serviços Académicos da UA, acompanhados da ficha de candidatura preenchida; Curriculum Vitae detalhado, datado e assinado, acompanhado de comprovativos de cursos/acções realizados, se for esse o caso; Fotocópias do BI e do NIFiscal e certificado de vacinação anti-tetânica actualizado.

Devem ainda fazer-se acompanhar de pelo menos uma das seguintes certidões de habilitações: certidão de habilitações referindo a titularidade de um curso do ensino secundário, ou habilitação legalmente equivalente, conferente de uma qualificação profissional do nível 3 na área do CET a que se candidata, ou certidão de habilitações comprovativa da posse do 10º e 11º anos completos e comprovativo de matrícula no 12º ano (consoante o caso); ou Certidão de habilitações referindo a titularidade de um curso do ensino secundário de carácter geral ou certidão de habilitações comprovativa da posse do 10º e 11º anos completos com matrícula no 12º ano de carácter geral (consoante o caso); ou Certidão de habilitações referindo a titularidade de uma qualificação profissional de nível 3 (sem equivalência ao ensino secundário); ou Certidão de habilitações referindo o curso do ensino superior em que obteve aproveitamento ou de algumas disciplinas, (consoante o caso); ou Certidão de habilitações de um curso de especialização tecnológica, se for esse o caso.

De acordo com o Decreto Lei nº 88/2006 de 23 de Maio, aos Cursos de Especialização Tecnológica que integram o Programa de Formação Pós-secundária da Universidade de Aveiro podem candidatar-se: a) os titulares de um curso de ensino secundário ou habilitação legalmente equivalente; b) os que tendo obtido aprovação em todas as disciplinas dos 10º e 11º anos e tendo estado inscritos no 12º ano de um curso de ensino secundário ou habilitação legalmente equivalente não o tenham concluído; c) os titulares de uma qualificação profissional de nível 3; d) os titulares de um diploma de Especialização Tecnológica ou de um grau ou diploma de ensino superior que pretendam a sua requalificação profissional; e) ou indivíduos com idade igual ou superior a 23 anos, aos quais, com base na experiência, a Universidade de Aveiro reconheça capacidades e competências que os qualifiquem para o ingresso no CET em causa.

Para os titulares das habilitações a que se referem as alíneas a), b) e c), o ingresso em cada CET pode ser condicionado, se tal revelar necessário, à aprovação em unidades curriculares das habilitações em causa que integrem as áreas disciplinares consideradas indispensáveis à frequência do CET fixadas como referencial de competências de ingresso.

Os formandos que vierem a ingressar nos CETs ao abrigo das alíneas b) e c) serão sujeitos a um plano de formação adicional a estabelecer pela Universidade de Aveiro (artigo nº 16 de Decreto Lei nº 88/2006 de 23 de Maio).

Informações mais pormenorizadas podem ser consultadas em http://www.aveiro-norte.ua.pt/

Cursos de Especialização Tecnológica

A intervenção da Universidade de Aveiro no desenvolvimento de formação pós-secundário incide especialmente na promoção da criação, creditação e funcionamento de Cursos de Especialização Tecnológica (CETs), fruto de um exercício de identificação de necessidades formativas que envolveram um leque variado de empresas e suas associações, Câmaras Municipais e demais parceiros locais do sistema de ensino e formação.

Os CETs são percursos de formação com uma duração média de 1500 horas, que incluem formação em sala de aula durante um ano (abarcando componentes de formação geral-científica e tecnológica) complementada por formação em contexto de trabalho. Esta última componente, que pode ter uma duração entre 360 a 720 horas, irá decorrer em diversas empresas da região.

Sem prejuízo do objectivo primordial de inserção profissional imediata no mercado de trabalho, possibilita-se ainda o prosseguimento de estudos de nível superior em cursos do programa de formação inicial da Universidade de Aveiro e das suas Escolas Politécnicas.


Os CETs passaram a ser regulamentados pelo Decreto Lei nº 88/2006 de 23 de Maio que veio revogar a Portaria nº 989/99 de 3 de Novembro. No entanto, os CETs que neste momento têm Autorização de Funcionamento válidas continuam, até à sua conclusão, a ser regulamentados por aquela Portaria.



A conclusão de um CET com aproveitamento confere um Diploma de Especialização Tecnológica, pode dar acesso a um Certificado de Aptidão Profissional de nível IV, reconhecido a nível europeu  e confere creditação para prosseguimento de Estudos Superiores (conferir Tabela de Creditações)

As equipas de formadores dos CETs são seleccionados em função das especificidades do plano curricular de cada curso. Assim, os CETs terão docentes da UA e outros formadores, nomeadamente de Centros Tecnológicos, de Centros de Formação Profissional, de Escolas Secundárias e de Empresas."

                    in_ www.ua.pt

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gatafunhado por gringa às 11:18
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Especialistas internacionais reúnem-se na UA para debater as últimas novidades da astronomia
"Conferência internacional «Precision Spectroscopy in Astrophysics»

Com a presença de mais de uma centena de investigadores de renome internacional, entre os quais, a do professor da Universidade de Genebra, Michael Mayor - responsável pela equipa que descobriu os primeiros planetas fora do Sistema Solar -, a conferência «Precision Spectroscopy in Astrophysics» vai abordar, entre outras questões, a detecção de planetas em torno de outras estrelas. Decorre a partir desta segunda-feira, 11 de Setembro, até ao próximo dia 15, no Auditório do Departamento de Engenharia Mecânica e é organizada pelo Departamento de Física da UA, em colaboração com a Universidade de Lisboa e o Observatório Europeu do Sul (ESO).

Abundâncias de isótopos nas estrelas e meio inter-galáctico; Determinação de constantes fundamentais em astronomia; Oscilações de estrelas; Análise do ruído dos fotões; e Planetas Extra-solares, são alguns dos temas que os especialistas de todo o mundo, reunidos na Universidade de Aveiro, vão debater ao longo dos cinco dias em que decorre a conferência.

Destinada essencialmente a especialistas de astronomia, esta conferência é uma excelente oportunidade para dar a conhecer a investigação que mundialmente se faz nesta área, potenciar novas colaborações e contribuir para o desenvolvimento da astronomia em Portugal.

A sessão de abertura da conferência está marcada para as 09h00 de Segunda-feira, 11 de Setembro, no Auditório do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro. O restante programa e todos os pormenores sobre esta conferência estão disponíveis em http://www.oal.ul.pt/psa2006/"


 

Estou: culta
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gatafunhado por gringa às 11:15
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Sábado, 9 de Setembro de 2006
QRIO, o robô que dança
" Os robôs de quatro patas começam a dar lugar aos robôs bípedes. A Sony aproveitou o evento Robocup 2004 em Lisboa para apresentar os avanços na tecnologia dos robôs inteligentes. O QRIO, assim se designa o robô, fez sucesso... como se pode ver na peça que apresentamos em seguida.


QRIO é um robô bípede, utiliza apenas dois pés para andar... Este robô está dotado de um sistema que permite o movimento das articulações de modo fluído e dinâmico.

Ao mover-se, o QRIO mantêm o seu centro de gravidade dentro da zona da estabilidade. Quando está sobre um pé, o centro de gravidade cai dentro da base desse pé, e quando está parado cai dentro dos dois pés.

O equilíbrio do QRIO é baseado no ponto onde as forças de gravidade e de inércia se cruzam. Um sistema de controlo de movimento mantém o robô dentro da zona de estabilidade. O sistema detecta a pressão na base dos pés e a altura do corpo para determinar o modo de andar, adaptando-se aos obstáculos que o rodeiam.

O robô é equipado com diversos sensores para detectar mudanças na superfície, e sensores de pressão na base de cada pé para recolher dados da quantidade de força exigida pela superfície para andar. Por exemplo, quando o pé toca numa superfície desigual, os sensores detectam a inclinação da terra; o pé é colocado para baixo de acordo com a inclinação; e a atitude do corpo é ajustada usando dado dos sensores de posição de modo que o robô mantenha uma posição estável enquanto se move.

O QRIO possui um sistema de controlo que detecta (através dos sensores da pressão na base dos pés e de posição) qualquer tipo de força exterior, e actua para manter a estabilidade. Mas, no caso de perda de equilíbrio, o robô reage imediatamente girando para diminuir o efeito da queda. A recuperação após a queda é uma outra capacidade do robô.

Equipado com uma câmara e um sistema de análise de imagens e sons, que ouve através de microfones internos, o robô tem capacidade para compreender palavras, dar respostas orais e reconhecer o interlocutor.

O QRIO canta e dança ao som de músicas e expressa emoções pela entoação que dá á voz e por uma variedade de movimentos e de cores.

A cabeça do QRIO é equipada com duas câmaras. Tal como um humano, com uma visão estereoscópica, determina a distância aos objectos, analisa os dados para determinar se os objectos que vê são parte da superfície ou obstáculos a serem evitados, traçando um mapa mental da área.

Quando o QRIO se move, determina primeiramente os melhores trajectos e faz várias aproximações para evitar todos os obstáculos que possa encontrar no caminho.

O QRIO pode usar marcadores coloridos especiais e criar um mapa de posição. Enquanto se move, usa a imagem do marcador que recolhe através das câmaras para calcular a própria posição e a posição relativa do marcador, repetindo este cálculo para aumentar a precisão. Desta forma, pode detectar se os marcadores estão colocados fora do teste padrão especial, ou distinguir um espaço de outro.

Mas o QRIO é equipado com diversa tecnologia de ponta como seja wireless, para conexão à rede Internet, circuitos integrados com capacidade de transferência de grandes volumes de informação, mecanismos de precisão e absorção de choque e pressões nos dedos das mãos, o que faz deste projecto de robô um instrumento de estudo em diversas disciplinas do conhecimento."  in_ tvciencia
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gatafunhado por gringa às 18:15
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Investigação: Doenças Neurodegenerativas
" As doenças neurodegenerativas estão a aumentar...estima-se que em Portugal cerca de 50 mil pessoas sofram de Alzheimer e 20 mil da doença de Parkinson.


Com a melhoria das condições de vida das sociedades industrializadas a esperança média de vida aumentou consideravelmente. Mas aumentaram também as doenças associadas à idade, como as neurodegenerativas e os acidentes vasculares cerebrais. Estima-se que em Portugal cerca de 50 mil pessoas sofram de Alzheimer e 20 mil da doença de Parkinson.Para os próximos 25 anos o prognóstico não é positivo. Calcula-se que os doentes deste tipo de doenças dupliquem.Há 10 anos que a investigadora Cecília Rodrigues, do Centro de Patogénese Molecular da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, estuda as propriedades de um sal biliar, capaz de ajudar as pessoas que padeçam destas doenças. O sal chamado ácido ursodesoxicólico é produzido na vesícula, sintetizado no fígado e resulta da degradação natural do colesterol. Este ácido, deve o seu nome a uma família de ursos na China, que possui uma percentagem elevada desse sal biliar no organismo, enquanto que nos seres humanos o ácido ursodesoxicólico representa apenas 2 por cento dos sais biliares presentes na bílis.O efeito terapêutico do sal biliar reside na capacidade de retardar a morte celular programada, característica das doenças neurodegenerativas e dos acidentes vasculares cerebrais.

«Descobrimos que este sal biliar tinha efeitos anti-apoptóticos, ou seja um dos efeitos biológicos seria inibir a morte celular programada. Muito bem este sal biliar de facto tem esta potencialidade de inibir a morte celular em hepatócitos, que são as células alvo, as células hepáticas. E a nossa questão era se utilizarmos este medicamento, este fármaco, para tratar outros tipos celulares de algum modo em apoptose será que conseguimos inibir a morte celular nesses outros tipos celulares que não os do fígado. Então foram as primeiras experiências que fizemos e chegámos à conclusão de que facto assim era. Independentemente do estímulo que produzia a apoptose ou do tipo celular, nós tínhamos um efeito protector se tratássemos essas células com sal biliar.»

A investigação, que conta com a colaboração da Universidade do Minesotta, tem sido financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.Até à data os testes têm sido feitos em ratos, no caso das doenças de Huntington, Parkinson e AVC, e os resultados têm sido favoráveis...

«Destas doenças neurodegenerativas apenas não testámos a doença de Alzheimer num modelo in vivo, estamos num modelo in vitro, portanto em culturas celulares. Outros modelos desde a doença de Huntington, passando pela doença de Parkinson, AVC, já testámos nos ratinhos e até agora os resultados têm sido excelentes».

Mas que tipo de testes são executados em laboratório?

«Os testes que fazemos são testes motores, sensoriais, cognitivos, vários tipos de testes. Para lhe dar um exemplo nos AVC, uma das coisas que acontece nos ratinhos que têm AVC tal como nos doentes é grandes dificuldades motoras. Só para lhe dar um exemplo de um teste que nós fazemos com alguma frequência - colocamos os ratinhos na proximidade de uma extremidade de uma mesa e os ratinhos que são perfeitamente normais eles têm tendência a agarrar-se às extremidades... e aquilo que acontece nos que têm AVC é não conseguirem mobilizar o lado que está lesado para se agarrarem. E um dos testes que fazemos é colocar lado a lado para comparativamente sabermos se houve ou não recuperação motora. Isto para lhe falar num teste. O que temos verificado é que mais ou menos 50% das capacidades motoras desses ratinhos são recuperadas, o que é muito bom. Num doente com AVC que entre no hospital pode significar sair a pé ou de cadeira de rodas. 50% é uma diferença significativa».

Mas há outros estudos que desenvolvem...

«Depois da morte dos animais há vários estudos que também fazemos. Analisar o volume da lesão por exemplo; ver o tamanho da lesão, se temos efeitos a nível do motor, etc, também devemos ter efeitos a nível do volume da lesão. Vários estudos bioquímicos que nos permite perceber o mecanismo de como podemos recuperar esses animais».

O próximo passo será a realização de ensaios clínicos, nos Estados Unidos, em doentes com esclerose lateral amiotrófica. O objectivo é a criação e desenvolvimento de novos tratamentos. A esclerose lateral amiotrófica é uma doença degenerativa da espinal medula, que não tem causa conhecida e sem cura. Afecta os membros superiores e em casos mais avançados afecta a espinal medula, podendo conduzir à morte." in_ tvciencia
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gatafunhado por gringa às 18:12
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Investigação em Hipercolesterolemia Familiar
" Deixou Inglaterra para trás e a carreira científica internacional ficou no horizonte. Voltou a Portugal, com o grande objectivo de alertar os portugueses para uma doença, até à altura quase desconhecida, a hipercolesterolemia familiar.

A meta estava traçada, fazer investigação médico científica passível de desenvolver um método de diagnóstico para o despiste da hipercolesterolemia familiar, uma doença genética que se estima afectar 20 mil portugueses, que se caracteriza pela presença dos níveis de colesterol elevado no sangue desde o nascimento e funciona como um factor de risco para as doenças cardiovasculares.

Foi no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, que há 7 anos Mafalda Bourbon encontrou as condições para levar a cabo a investigação constituindo em 2005 a Unidade de Investigação Cardiovascular do Centro de Biopatologia.

«A hipercolesterolemia familiar é uma doença bastante comum que tem uma frequência de 1 em 500 na população portuguesa e em todas as populações europeias e caracteriza-se pelo colesterol elevado desde a nascença. Estes doentes têm uma história familiar de hipercolesterolemia na família e doenças cardiovasculares precoces», explica Mafalda Bourbon, investigadora do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e acrescenta, «não tem grandes sintomas porque a única característica bioquímica é colesterol elevado. O único sintoma que pode aparecer é mais tarde, normalmente, entre os 40 e os 50 anos começa então a desenvolver a doença cardiovascular, chamada prematura».

O segredo está escondido no código genético desde o nascimento, já que os sintomas podem aparecer muito mais tarde na vida. É uma mutação nos genes do receptor das Lipoproteinas de Baixa densidade ou LDL, da APO-B ou do PCSK9 que indica a presença da doença num indivíduo ou família.

«Nós analisámos cerca de 130 famílias, dessas 130 famílias nem todas tinham hipercolesterolemia familiar com uma mutação nos 3 genes que nós estudamos, o receptor das Lipoproteínas de Baixa densidade ou LDL, no APO-B e no PCSK9. Cerca de 70 famílias tinham uma mutação destes 3 gene, os outros doentes ainda estão em estudo. Estamos a pensar fazer um estudo mais alargado para procurar novos genes responsáveis por esta doença porque muitos destes doentes têm claramente uma doença genética, uma doença familiar, só que a sua causa poderá estar noutro gene e não nestes que nós estudámos, por isso, assim os resultados globais são que 70 famílias têm o diagnóstico correcto genético da hipercolesterolemia familiar e por essa razão estão a ser aconselhados e tratados de forma correcta para o seu risco cardiovascular diminuir, para poderem ter uma esperança de vida e qualidade vida como qualquer outra pessoa», refere a especialista.

O estudo levado a cabo pela investigadora consiste no desenvolvimento de um método de diagnóstico genético que possibilita de forma rápida e eficaz identificar os indivíduos portadores de hipercolesterolemia familiar sendo somente necessário o envio de amostras de sangue pelo médico assistente juntamente com um questionário clínico.

Mafalda Bourbon explica que «o médico referencia o doente ao Instituto Ricardo Jorge, preenchendo um questionário clínico que é adaptado aos critérios que se utilizam em Inglaterra, é um formulário perfeitamente clínico onde perguntam valores do colesterol, doenças cardiovasculares, história familiar, peso, uma série de dados clínicos característicos do doente. Depois é-nos enviado esse inquérito com as amostras de sangue. Nós pedimos normalmente cerca de 10 ml de sangue que é suficiente para este estudo, 5 ml para o estudo bioquímico e 5 ml para o estudo genético e depois então começamos o estudo genético».

«O estudo genético passa por uma extracção do DNA e depois uma série de técnicas de laboratório até conseguirmos obter a sequência do gene que causa esta doença. Maioritariamente é o gene receptor das LDL. Existem outros dois genes que são umas causas mais raras que nós também estudamos e pronto é assim que se processa até obtermos realmente a sequência destes genes e sabermos se existe uma mutação ou não», adianta a investigadora.

Mas vamos andar para trás. Para se proceder à extracção do DNA o primeiro passo consiste em separar os glóbulos brancos dos glóbulos vermelhos do sangue. Os glóbulos brancos ou leucócitos têm aqui o papel principal, porque é no núcleo destas células que se encontra o DNA. Para isso, Mafalda Bourbon utiliza uma técnica denominada de Lise Celular em que uma solução é misturada com o sangue de forma a rebentar os glóbulos vermelhos através de centrifugação. Esta solução vai permitir separar todos os componentes do sangue como células e proteínas até se conseguir obter apenas os leucócitos.

Ao fim de uma centrifugação de 10 minutos, os glóbulos brancos são lisados para se conseguir retirar o DNA do núcleo. È agora então possível fazer a precipitação do DNA. Quando se obtém o DNA em solução, este vai ser precipitado através da mistura de uma nova solução, o isopropanol. Em pouco tempo, o DNA, antes dissolvido, vai começando a criar fibrilhas de DNA, semelhantes a fios de algodão.

De seguida procede-se ao PCR, ou seja, à Reacção de Polimerização em Cadeia, que permite amplificar o DNA através da enzima TAQ polimerase. Para obter várias cópias da zona do DNA a estudar, ou seja, dos genes que causam esta patologia, o DNA do doente é adicionado num tubo que contém uma mistura de reagentes incluindo a TAQ polimerase, que de seguida é colocado num termociclador durante cerca de duas horas.

Quando a zona do DNA a estudar está na posse dos cientistas, esta é colocado num gel através de Electroforese em gel, ao qual é adicionado um composto que intercala nas bases do DNA e que permite numa fase posterior visualizar num transiluminador, através de luz ultravioleta, se a zona do DNA em estudo foi amplificada correctamente.

Com todas estas técnicas chega-se à fase final: a sequência do DNA é transposta para um computador, que permite visualizar as mutações genéticas que indicam se um paciente sofre ou não de hipercolesterolemia familiar.

Sem saberem, os doentes portadores da mutação genética que está na origem da hipercolesterolomia familiar tornam-se alvos mais vulneráveis das doenças cardiovasculares. Estas são o grupo de doenças que mais contribuem para o maior número de mortes no país, com o Acidente Vascular Cerebral, vulgarmente designado como trombose, a ocupar o topo na tabela das patologias mais mortais.

«É que uma grande parte dos médicos não tinha conhecimento e no fundo tratava o colesterol, não tratava uma doença familiar e, por isso, não tinham muito conhecimento que existia uma doença familiar do colesterol chamada hipercolesterolemia familiar e quais eram os riscos acrescidos de uma pessoa ter realmente colesterol desde a nascença. Não é igual uma pessoa ter colesterol desde a nascença e uma pessoa ter colesterol há 5 ou 10 anos por razões ambientais ou outras. É preciso tratar de uma maneira muito mais agressiva os doentes com hipercolesterolemia familiar. O colesterol está-se a acumular nas artérias desde que os indivíduos nascem, por isso, o risco é muito superior. O que existia antes deste estudo genético era a análise clínica, quer dizer, era diagnosticado clinicamente mas nunca se tinha a certeza. Há muitas dislipidemias, que são alterações de lípidos, há variadas dislipidemias e umas que são de razão ambiental outras de ordem genética, por isso, este teste o que vem adicionar é que podemos agora fazer o diagnóstico correcto desta doença. Temos a certeza que uma pessoa sofre da doença genética e que por essa razão precisa de uma terapia mais agressiva», afirma Mafalda Bourbon.

Até que seja possível fazer a triagem de todos os indivíduos e famílias com hipercolesterolemia familiar em Portugal, o percurso é ainda longo, mas Mafalda Bourbon aceitou o desafio e acredita estar no bom caminho."   in_ tvciencia
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Ciência Viva 2006 - Estágios de Verão da Agência Ciência Viva
" O que será que tão atentamente observam estes jovens? Uma das grandes virtudes da ciência está na procura do saber…saber mais, chegar mais além. Este podia ser um slogan de comemoração para marcar os 10 anos, em que a Agência Ciência Viva levou estudantes do ensino secundário aos laboratórios de investigação portugueses para realizarem estágios de Verão. Cerca de 4000 jovens passaram já pela experiência de serem investigadores por algumas dias.

Este ano os estágios de Verão Ciência Viva ficam marcados pela presença de três alunos moçambicanos em Portugal. Alcidio Jose Timane, Stella Linda Matshine e Carlos Pedro Guambe vieram da Escola de Namaacha em Moçambique para incorporar a equipa de 10 alunos portugueses, na Unidade de Malária no Instituto de Higiene e Medicina Tropical, em Lisboa.

Está dado o primeiro passo para o Ciência Viva fomentar uma colaboração internacional de intercâmbio de estudantes, no âmbito dos designados Estágios de Verão.

«Esta colaboração surge fruto de uma iniciativa e de um trabalho conjunto de investigação que o Instituto de Higiene e Medicina Tropical já tem com Moçambique, nomeadamente, através do investigador Virgílio do Rosário. E o facto de alargarmos isso a actividades de divulgação e cultura científica com a Ciência Viva é, de facto, aquilo que desejamos fazer e continuamos, não só com Moçambique mas também com outros países. Não só os países de língua portuguesa mas também outros países. Porque não com Espanha, por exemplo?!», refere Rosália Vargas, Directora da Agência Viva. Mariano Gago, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, refere também que: «Esta iniciativa que aqui há hoje de receber pela primeira vez neste programa estudantes do ensino secundário moçambicanos é muito importante e acho que se pode estender para os próximos anos. Estender-se a outros países. Estava-me a dizer o professor Virgílio do Rosário há pouco, que talvez se pudesse estender, nalguns casos, quando está a haver trabalhos de investigação nesses países e colaboração connosco, estender mesmo a estudantes de Portugal que façam algum do seu trabalho de investigação lá nesses países. Acho que é muito importante que isso aconteça».

Nem com a presença do Ministro da Ciência os alunos se distraem. A aula é sobre a mosca de Tze-tzé e a doença do sono. Mas a malária é provavelmente aquela que recebe maior protagonismo. Doenças tropicais que continuam a atingir as populações nos países subdesenvolvidos.

«Gosto de pensar que numa área científica como a biologia e a química, o conhecimento é sempre bom. Novo, de onde vier, é sempre bom e quanto mais tivermos melhor ficamos e neste caso nós estamos a ajudar colegas de Moçambique que têm os casos nos países africanos com tudo o que lá acontece. E nós próprios ganhamos experiências novas, aprendemos coisas que normalmente não trabalhamos. Ontem trabalhámos com a Malária, hoje estamos a tratar a doença do sono e a mosca de Tzé-Tzé. Já vimos o parasita a mexer e são conhecimentos novos, novas aquisições de conhecimentos que é sempre bom», explica Pedro Reis, estudante do Colégio Planalto em Telheiras.

O estágio Ciência Viva no Instituto de Higiene e Medicina Tropical já pode ter cumprido o seu primeiro grande objectivo: atrair jovens para a carreira de investigação. Pelo menos essa parece ser a convicção de Alcidio José Timane e Stella Linda Matshine: «Com esta boa experiência estou mais motivado e pode ser a medicina ainda não decidi. Estou a ganhar uma óptima experiência. Está a ser uma boa aprendizagem», refere Alcidio José Timane e adianta que «estou em Namaacha mas sou natural de Manhiça que tem um centro de investigação da malária. Estando ai perto, posso investigar».

Stella Linda Matshine refere também que: «Foi emocionante, eu sempre quis ser médica portanto para mim tudo o que tem a ver com isto sempre teve interesse. Principalmente a malária que tem sido uma doença de bastante afecto no meu país».

Para Mariano Gago não existem dúvidas. Viver a experiência de conhecer o dia a dia dos investigadores, principalmente fora do país de origem, deixa marcas no futuro: «Acho que eles é que podem dizer e provavelmente só podem dizer daqui a uns anos. Mas acho que todos nós compreendemos que é uma abertura para eles, é uma janela que se abre e que nunca mais vão esquecer na sua vida essa oportunidade que tiveram. Está a ver um jovem que está no Ensino Secundário, que sai do seu país, que vai a outro país e tem a possibilidade de trabalhar numa equipa de investigação durante algum tempo?! É de facto uma experiência extraordinária».

Para o futuro a certeza por parte da Agência Ciência Viva é que os Estágios de Verão continuarão em Portugal e provavelmente no estrangeiro: «É uma colaboração que se quer cada vez mais estreita. É uma oportunidade de pôr em contacto algumas realidades diferentes mas com o mesmo objectivo que é o gosto pela Ciência, que é isso que queremos dar aos jovens do ensino secundário. É uma oportunidade, um trabalho directo com os investigadores em espaço de Laboratório e com uma realidade científica, que investigação é que se faz em Portugal, quem são os investigadores e como é que eles trabalham. E é de facto essa experiência que queremos cada vez dar mais, aos jovens do ensino secundário», afirma Rosália Vargas.

A equipa de estágios de Verão no Instituto de Higiene e Medicina Tropical já está concluída, senão, quem sabe, poderia ganhar um novo aluno. " in_ tvciencia
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gatafunhado por gringa às 17:57
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Profilaxia para combater malária durante a gravidez pode ser possível
" Cientistas estão mais perto de desenvolver uma vacina para combater o protozoário da malária que surge associado à gravidez. Dados moleculares publicados no jornal científico PNAS, mostram como o parasita se agrega às células da placenta, infectando-a.


Existem quatro tipo de protozoários da malária que afectam o corpo humano, no entanto, o Plasmodium falciparium é especialmente agressivo, porque para além de afectar o Homem consegue-se agregar à placenta das mulheres grávidas e provocar graves riscos para a saúde da mãe e do feto ou até a morte.

Numa investigação conjunta entre o Karolinska Institute, na Suécia, e a Universidade de Uganda, os cientistas foram capazes de compreender como o parasita se agrega às células da placenta e consegue proliferar provocando graves sintomas. Os resultados publicados na edição de 31 de Agosto da publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) sugerem o desenvolvimento de uma nova vacina contra o Plasmodium falciparium na gravidez.

«Por alguma razão, as mulheres na primeira gravidez perdem a semi-imunidade que normalmente existe nos adultos», explica Niloofar Rasti, investigador do Karolinska Institute, envolvido no estudo e citado em comunicado da instituição e adianta que «a placenta parece ser um ambiente anatomicamente favorável para uma sub população de parasitas».

Os cientistas explicam que, quando o parasita entre no organismo insere-se nos glóbulos vermelhos do sangue e produz proteínas que são capazes de se agregar a receptores dos vasos sanguíneos. Há medida que os glóbulos vermelhos infectados vão-se acumulando nos vasos, os sintomas da malária começam a surgir.

Normalmente, quando um indivíduo adulto entra várias vezes em contacto com o parasita começa a ganhar imunidade ao mesmo, já que este consegue reconhecer as proteínas por ele produzidas. No entanto, no caso das mulheres grávidas, os cientistas indicam que a placenta funciona como um novo ambiente, que parece ser favorável a diferentes receptores. «Isto significa que um novo nicho de crescimento torna-se disponível para uma sub população de parasitas» levando a que a mulher perca as suas defesas, explicam os cientistas.

Até agora, e de acordo com estudos anteriores, os investigadores acreditavam que cada proteína do parasita se anexava a um único receptor na placenta, no entanto, os resultados da investigação, agora publicada, indicam que os mecanismos são mais complexos. «A maioria dos parasitas que estudámos poderá ligar-se a três diferentes receptores na placenta», refere Niloofar Rasti e adianta que, «isto significa que uma futura vacina não pode ser baseada no princípio de uma proteína com um receptor, como pensávamos anteriormente».

Os cientistas escrevem no artigo publicado no PNAS que: «Estes resultados são de importância para a compreensão da patogénese da malária placental e tem implicações para os esforços em curso para desenvolver uma vacina global para a malária associada à gravidez».

Devido à grande prevalência da malária nos países subdesenvolvidos e dos escassos recursos médicos nestas regiões, os especialistas acreditam que a diminuição da incidência da doença e prevenção dos sintomas graves ou até a morte pode passar pela imunização."  in_ tvciencia
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