Segunda-feira, 30 de Outubro de 2006
Chuva em excesso pode desencadear tremores de terra
" Grandes ocorrências de chuva podem desencadear terramotos, alertam geólogos alemães. Resultados de monitorização de tremores de terra indicam que aumento de pressão de água nas rochas porosas pode activar falhas sísmicas.


Investigadores do Institute of Geosciences, da University of Potsdam e do Ludwig-Maximilians-University, em Munique, na Alemanha, anunciam, na edição de 05 de Outubro, na publicação científica Geophysical Research Letters, os resultados de uma monitorização que demonstram como grandes quedas de chuva podem influenciar ocorrência de tremores de terra.

Desde há vários anos que os cientistas colocavam a hipótese de grandes quantidades de água da chuva que passa entre os poros das rochas poder influenciar a actividade sísmica e a ocorrência de tremores de terra. No entanto, e apesar das suspeitas, até hoje, nenhuma investigação tinha demonstrado evidência que isso era viável, da mesma forma que o trabalho agora desenvolvido pelos cientistas alemães o faz.

Aliás, a hipotética teoria perdia força há medida que a comunidade científica defendia que para que a água pudesse ter um efeito nas placas tectónicas teria de cair em maior quantidade do que se verifica actualmente.

No entanto, «sabe-se que os fluidos são de grande importância para gerar tremores de terra devido às variações na pressão dos poros que alteram a força das falhas», escrevem os cientistas, no artigo publicado no Geophysical Research Letters e adiantam que, «isso pode desencadear tremores de terra se a crosta estiver perto do seu estado crítico».

Com base em visíveis alterações da actividade sísmica, registadas em 2002, entre a estação seca do Verão e as estações da chuva na Montanha Hochstaufen, na Bavaria, a sul da Alemanha, os cientistas propuseram-se a descobrir se, o facto de durante os períodos de queda da chuva se registarem milhares de tremores de terra anualmente naquela zona, pode ter alguma relação com a completa ausência de actividade sísmica durante o Verão.

Para avaliarem estas alterações, os especialistas desenvolveram um trabalho de monitorização e modelos de previsão. «Com base em observações da sismicidade isolada por baixo da densamente monitorizada Montanha Hochstaufen, Alemanha, somos agora capazes de demonstrar que a crosta pode estar tão perto da ruptura, que até as mais pequenas variações na pressão associadas com a precipitação podem desencadear tremores de terra a poucos quilómetros de profundidade», escrevem os especialistas no artigo.

Através dos modelos de monitorização, os investigadores calcularam a pressão que a água exercia nas rochas diariamente durante a queda da chuva e através das mudanças entre esses dados estimaram o índice de tremores de terra. No final, os resultados permitiram identificar a coincidência existente entre a quantidade e dimensão dos tremores de acordo com os dias chuvosos.

Os especialistas anunciam que, naquela zona, a queda de chuva era maior nos meses de Março e Agosto, sendo que nessa altura se registou uma sismicidade de 1 a 2 que aumentou após esses meses para 40 por dia. «Nós descobrimos que a sismicidade registada está altamente relacionada com as mudanças de pressão espacio-temporais do poro, devido à difusão da água da chuva e em concordância com a resposta das falhas descritas pelo índice do estado de fricção da camada».

Os especialistas acreditam que, em grande quantidade, a água da chuva que é absorvida pela terra em locais onde as placas estão perto da ruptura pode funcionar como ‘gatilho’ para a ocorrência de tremores de terra em todo o mundo."
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Estou: se n xove é pk n xove...
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gatafunhado por gringa às 14:59
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Telemóveis podem ter impacto na fertilidade masculina"
" Mais de quatro horas ao telemóvel por dia pode diminuir a boa qualidade de espermatozóides e influenciar a fertilidade nos homens. Cientistas da Cleveland Clinic, nos EUA, apresentam resultados de um teste clínico e alertam para possíveis riscos.


Usar o telemóvel indiscriminadamente muitas horas por dia pode ter um grande impacto na qualidade, mobilidade e estados dos espermatozóides, contribuindo para uma subida nos níveis de infertilidade nos homens. O alerta é feito à American Society for Reproductive Medicine, por cientistas da Cleveland Clinic Ohio, após um estudo de observação em 364 homens.

Os especialistas dividiram a amostra de homens em 3 grupos diferentes, de acordo com a utilização diária de telemóvel, e indicam que os indivíduos que passam mais de 4 horas diárias em conversas telefónicas móveis apresentaram uma menor quantidade de espermatozóides, com menos mobilidade e alteração na forma, comparativamente com os homens que recorrem menos ao telemóvel.

Os dados indicam que o grupo dos homens que apresentou quantidades normais de espermatozóides se situou, em média, nos 86 milhões/milímetro, com 68% de mobilidade e 40% de estado normal, sendo que os que passam mais de 4 horas ao telemóvel apresentaram uma média de quantidade de espermatozóides de 66 milhões/milímetro, 48% de mobilidade e 21% de estado normal.

No artigo apresentado à American Society for Reproductive Medicine, e que está actualmente em submissão para publicação, os cientistas escrevem que, «a utilização do telemóvel pelos homens na avaliação da infertilidade está fortemente associada com a diminuição na qualidade do esperma».

Os especialistas acrescentam que verificaram que «os efeitos não dependem da qualidade inicial do sémen dos sujeitos», no entanto, «estudos de larga escala são necessários para identificar o mecanismo envolvido na redução da qualidade do sémen».

A confirmar-se os efeitos da utilização excessiva de telemóveis pelos homens na qualidade dos espermatozóides, os cientistas indicam que poderá haver duas explicações possíveis que o justifique. Por um lado, um possível efeito prejudicial dos campos electromagnéticos e, por outro, possíveis efeitos de aquecimento dos tecidos.

Os cientistas estão conscientes que os resultados do estudo não comprovam que os telemóveis podem estar na origem da infertilidade em muitos homens, no entanto, Ashok Agarwal, investigador principal do estudo afirma, citado pela BBC News on-line que, «verificou-se uma diminuição significativa nas medições mais importantes da saúde do esperma e isso deve definitivamente ser reflectido na diminuição da fertilidade, que é verificada em todo o mundo».

O especialista acrescenta ainda que, hoje em dia, a utilização do telemóvel já está muito generalizada entre as pessoas, sendo que normalmente nem se pensa nos possíveis efeitos nefastos que poderá ter, como na fertilidade. Citado pela BBC News on-line, Ashok Agarwal afirma mesmo que, isto «ainda tem de ser provado, mas poderá ter um grande impacto porque os telemóveis são uma grande parte da nossa vida»."
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Estou: Atender/não atender?É a kestão
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gatafunhado por gringa às 14:56
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Matemática interactiva pela web atrai alunos e professores
" Sistema inovador web para aprendizagem de matemática adapta-se ao nível de competência de cada utilizador e disponibiliza ferramentas interactivas atractivas. Cientistas desenvolvem plataforma para facilitar ensino da matemática na Europa. 


Para alunos e professores, a nova plataforma interactiva de aprendizagem da matemática, a LeActiveMath, está a ser desenvolvida e testada por cientistas europeus, no âmbito do programa da Information Society Technologies (IST), com o apoio da Comissão Europeia.

Porque os níveis de sucesso na aprendizagem da matemática estão a decrescer um pouco por toda a Europa, os cientistas propõem-se a disponibilizar um novo sistema com base na web para ensinar matemática e melhorar competências de acordo com os objectivos de cada aluno e professor.

O LeActiveMath já está a ser testado na Alemanha, Holanda, Espanha, Áustria e Reino Unido em escolas de ensino secundário e Universidades e os resultados são aliciantes para professores e alunos. Os especialistas envolvidos no projecto explicam que a nova plataforma disponibiliza, com base num sistema web, materiais de estudo de matemática num ambiente interactivo.

«No geral, o sistema LeActiveMath tem como objectivo combater a aprendizagem superficial ao envolver os estudantes mais explicitamente no conhecimento do processo de construção», refere Erica Melis, investigadora do German Research Centre for Artificial Intelligence e coordenadora do projecto, citada em comunicado do IST.

Entre as várias ferramentas de aprendizagem e estudo da matemática, o utilizador pode aceder, através de um software de arquitectura aberta, a motores de pesquisa, mapeamento da mente, ferramentas de simulação, modelos e sistemas de álgebra em computador (CAS), funções de gráficos e imagens, entre outras.

A grande novidade do LeActiveMath é que se adapta as especificidades de cada utilizador, reconhecendo os seus níveis de competência e motivação, assim como, as experiências e conhecimentos adquiridos.

«Durante o processo de aprendizagem os estudantes trabalham em vários tipos de exemplos interactivos, com a possibilidade de aceder a conhecimento e explicações dinamicamente ligados», explicam os cientistas, de acordo com comunicado do IST e adiantam que, «durante o processo de resolução de problemas, o aluno pode escolher receber resposta ou envolver-se num diálogo tutorial multimodal, através do qual o sistema faz perguntas, aponta para problemas e fornece pistas».

Os especialistas indicam ainda que, «por exemplo, os estudantes podem recolher material, consultar o léxico semântico, pedir materiais impressos ou envolver-se num processo interactivo com o modelo personalizado pelo estudante. Outras opções incluem utilizar o CAS ou outra ferramenta para resolver problemas gerados pelo utilizador».

O projecto será finalizado em Junho de 2007 e os cientistas indicam a plataforma está já preparada para oferecer cursos de matemática a alunos do ensino alemão, inglês e espanhol e que alguns conteúdos estão a ser adaptados às necessidades dos programas curriculares escolares destes países, sendo que, «estamos a experimentar em outras áreas fora da matemática como a geografia e a química», afirma a especialista.

Os parceiros do projecto submeteram agora uma proposta à unidade de e-Learning, da Comissão Europeia, para a adaptação do LeActiveMath para a formação de professores, mas a especialista indica que, «estamos também interessados em fazer parceria com grupos e companhias que estejam interessadas na aprendizagem global e definição de comunidades de ensino, como as universidades Wiki, a iniciativa Sun Microsystems’ GELC (Global Education and Learning Community) e a Intel». "
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Estou: em pi...
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gatafunhado por gringa às 14:55
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Possibilidade de existência de vida em Marte continua em aberto
" Hipótese da existência de vida em Marte aumenta com a identificação de microrganismos que conseguem sobreviver e reproduzir-se em temperaturas extremas. Dois estudos indicam que análises de amostras retiradas de Marte podem não ser fiáveis.


Para a comunidade científica o factor mais importante para a possível existência de vida em Marte continua por confirmar, ou seja, a existência de água líquida. No entanto, dois estudos científicos apresentados recentemente, um no website do International of Astronomy e outro na publicação científica Proceedings of The National Academy (PNAS), aumentam a esperança da existência de formas de vida activas no Planeta Vermelho.

O estudo publicado no PNAS e desenvolvido por uma equipa de investigadores da Universidade Autónoma Nacional do México, da Cidade do México, liderada por Rafael Navarro-González, decidiu voltar a analisar amostras de solos agrestes terrestres semelhantes aos de Marte, que terão servido para análise de teste dos veículos enviados pelas missões Viking da NASA, em 1976, para Marte.

Na altura, os veículos das missões Viking não detectaram a presença de qualquer forma de vida em Marte, tal como foram incapazes de o fazer nos solos secos da Antárctica e do Deserto de Atacama, no Chile, apesar de se saber à partida que nestes solos existiam bactérias.

Os cientistas da Cidade do México defendem agora que a falha se deu ao nível da sensibilidade dos instrumentos utilizados. Isto porque, na nova análise, agora realizada às mesmas amostras, os cientistas utilizaram um método de análise mais sensível denominado de TV-GC-MS e detectaram traços de matéria orgânica.

No estudo apresentado no website do International of Astronomy, cientistas do Space Telescope Science Institute (STScI), em Baltimore, nos EUA, defendem ter descoberto micróbios na Terra capazes de sobreviver a temperaturas extremas geladas e reproduzir-se. Uma esperança para a existência de vida em Marte, já que os especialistas indicam que, ambientes semelhantes podem ser encontrados nesse planeta.

A experiência dos especialistas consistiu em submeter organismos unicelulares – os halófilos e metanógenes – recolhidos em lagos do Antárctico a temperaturas muito baixas e que são conhecidos como extremófilos, pela capacidade de sobreviver em condições extremas. No estudo, os cientistas demonstram que tentaram fazer crescer estes organismos em laboratório, utilizando água e sal a 28 graus Celsius negativos e verificaram que estes se reproduziram normalmente.

Tal como estes organismos foram capazes de sobreviver e reproduzir-se a estas temperaturas, os cientistas acreditam que o mesmo pode acontecer em Marte, onde se verificam as mesmas condições ambientais. Para explicar esta capacidade de sobrevivência, os cientistas indicam que, provavelmente, isso só foi possível através do recurso a estratégias de adaptação ao ambiente por parte dos organismos, ao formarem agregados de células para partilharem os mesmos nutrientes."
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Estou: não tamos sós no universo!
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gatafunhado por gringa às 14:49
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Segunda-feira, 23 de Outubro de 2006
Identificado novo gene que influencia definição dos papéis sexuais
" Desde há muito anos que existe uma regra, em termos genéticos, que nos humanos distingue o homem e a mulher e que os cientistas pesavam ser caracterizadora da identidade sexual. A teoria é simples: existem dois cromossomas sexuais, o X e o Y, e é a sua conjugação que pode indicar se um determinado ser humano é mulher (XX) ou homem (XY). Mas apesar de esta ser uma regra generalizada, existem excepções, já que há exemplos de homens portadores do cromossoma XX.

Uma situação que em 1991, cientistas do Reino Unido tentaram explicar através de um gene que normalmente se encontra no cromossoma Y e que acidentalmente pode acabar por ficar no cromossoma X, herdado pelo pai, o denominado SRY. O SRY já recebeu o título de gene da masculinidade, já que influencia o desenvolvimento testicular e se um macho pode ser ou não fértil.

Em 1991, os cientistas ingleses desenvolveram um estudo em ratos de laboratório e anunciaram na edição de 09 de Maio, da revista científica Nature que, «um gene recentemente isolado, com a terminologia de SRY nos humanos e Sry nos ratos, tem muitas das propriedades genéticas e biológicas esperadas no gene que determina os testículos localizado no Y. Mostra-se agora que o Sry, no 14º quilobase fragmento genómico do ADN, é suficiente para induzir a diferenciação testicular e o consequente desenvolvimento da masculinidade quando introduzido em embriões fêmeas cromossomais de ratos de laboratório».

Dez anos mais tarde, em 2001, um consórcio de cientistas alemães, ingleses e holandeses contribuem para o entendimento da definição da identidade sexual nos humanos e nos mamíferos, ao associarem o gene Sox9 ao desenvolvimento testicular em ratos de laboratório portadores do cromossoma sexual XX.

Na Nature Genetics, os cientistas escreveram à data que: «mutações no SOX9 estão associadas com a inversão do sexo de macho para fêmea nos humanos. Para analisar a função do Sox9 durante a determinação do sexo, nós ectopicamente expressámos este gene nas gónadas XX. Aqui, demonstramos que o Sox9 é suficiente para induzir a formação de testículos em ratos, indicando que pode substituir o gene Sry na determinação do sexo».

Com o tempo, descobriu-se que na realidade o Sox9 depende do Sry, já que o segundo activa o primeiro para que se verifique o desenvolvimento de testículos nos machos. Mas ao que parece, a definição sexual está dependente da acção de uma série de outros genes e na actual edição, 15 de Outubro, da Nature Genetics, uma equipa de cientistas italianos e franceses apresentam o gene RSPO1.

A equipa de cientistas liderada por Giovanna Camerino, investigadora da Universidade de Paiva, em Itália, desenvolveu um estudo numa família de quatro irmãos com cromossoma XX e ausência do gene SRY. Ao analisarem uma série de genes nestes indivíduos, os especialistas identificaram uma mutação no gene RSPO1, que tem influência na acção do Sox9.

De acordo com os especialistas, nas fêmeas o RSPO1 é essencial para o desenvolvimento dos ovários ao, juntamente com uma série de outros genes, desactivar o Sox9. No estudo agora desenvolvido, porque os irmãos são portadores de uma mutação do RSPO1, este pode não cumprir o seu papel ao desactivar o Sox9, permitindo que este continuo ‘ligado’ e consequentemente contribua para o desenvolvimento de testículos.

Uma explicação possível para o facto de existirem certos homens, com testículos, portadores do cromossoma sexual XX (definidor da feminilidade). Resultados que vêm corroborar a hipótese adiantada em 2001 na Nature Genetics de que é possível inverter os sexos através de mutações do Sox9.

«O que é realmente importante é que a supressão da masculinidade e a indução do desenvolvimento da feminilidade é um processo activo», refere Andreas Schedl, investigador do Instituto Nacional de Saúde e Investigação Médica (INSERM), em França e co-autor do estudo, citado pela nature@news e adianta que «o RSPO1 claramente tem um papel neste processo» de definição da sexualidade."

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gatafunhado por gringa às 20:24
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Proteína hereditária que controla serotonina pode evitar depressão
" Previsões da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que a depressão será a doença mais comum em 2020, mas actualmente, nos países ocidentais é já uma das doenças com maior incidência na população. Apesar dos avanços da ciência, as causas que estão na origem destas desordens psiquiátricas continuam um mistério, principalmente, porque certos indivíduos apresentam quadros depressivos enquanto outros não.

Os cientistas, cada vez mais, defendem que depressão encontra a sua origem em factores genéticos e ambientais, como o caso do stress, e neste sentido, cientistas da Universidade de Umëa, na Suécia, e da Universidade da Antuérpia, na Bélgica, apresentam os resultados de um estudo genético onde demonstram que existem várias formas de uma proteína que interfere com os níveis de serotonia no cérebro – a TPH2 – e que esta é diferente nos indivíduos afectados pela depressão e nas pessoas saudáveis.

O estudo intitulado Brain-specific tryptophan hydroxylase, TPH2, is associated with unipolar and bipolar disorder in a northern Swedish isolated population, é apresentado na actual edição, 10 de Outubro, da publicação científica Archives of General Psychiatry e os cientistas acreditam que poderá ser um novo avanço para o tratamento e controlo dos estados depressivos.

O estudo envolveu 135 pacientes com disfunção bipolar, 182 indivíduos sem qualquer ligação à doença e 364 sem a doença e que constituíram o grupo de controlo, todos oriundos do norte da Suécia. Com base na análise da TPH2 dos indivíduos em estudo, os especialistas chegaram à conclusão que a TPH2 difere de pessoa para pessoa, originando diferentes níveis de serotonina no cérebro, razão que a torna um factor de protecção hereditário da depressão em determinados indivíduos.

A serotonina é uma substância hormonal existente no organismo e tem uma grande influência na regulação dos estados de humor e da depressão sendo que, hoje em dia, uma das principais terapêuticas para fazer face à doença assenta em moléculas que vão actuar no aumento dos níveis de serotonina – os SSRI (inibidores selectivos de recaptação da serotonina).

Relativamente à TPH2, uma triptofano hidroxilase específica do cérebro, os cientistas já há muito tempo que suspeitavam que seria essencial para o combate à depressão, já que influência os níveis de serotonina. No entanto, a grande novidade do estudo agora apresentado é que vem ajudar a compreender um pouco por que certas pessoas têm mais tendência para sofrer de depressão do que outras.

De acordo com os especialistas, a tendência para que certos indivíduos possam vir a ter depressão é o facto de poderem, ou não, herdar uma TPH2 protectora da depressão, em vez da forma que os torna mais susceptíveis à doença.

«A descoberta deste factor hereditário protector, que é um de muitos, é uma peça essencial no puzzle do nosso conhecimento sobre a génese e tratamento destas doenças», referem os especialistas, de acordo com comunicado da Universidade de Umëa e adiantam que, «mais investigação e recursos económicos são necessários para que a descoberta leve a uma melhoria no tratamento e ajuda para as pessoas afectadas»."
 
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gatafunhado por gringa às 20:23
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NASA em busca de vida extra solar na próxima década
" São 120 as estrelas em torno das quais, cientistas do Jet Propulsion Laboratory da NASA, se propõem a procurar planetas com ambientes habitáveis semelhantes aos da Terra, na esperança de encontrar alguma assinatura de vida extra solar. A ambiciosa missão recebe o nome de SIM Planet Quest (SIM – ) e vai ser lançada na próxima década.

Porque a ciência evolui a um ritmo abismal, sendo que o primeiro planeta extra solar (fora do Sistema Solar Terrestre) foi descoberto há mais de dez anos e hoje já se conhecem cerca de 200 planetas extras solar, os especialistas definem agora alvos para encontrar entres esses planetas, aqueles que oferecem condições para o surgimento da vida.

Os cientistas vão em busca de traços específicos semelhantes aos da Terra, como a presença de água líquida na superfície e na atmosfera, já que partem do princípio que são essenciais para a existência de vida. Por outro lado, os especialistas da NASA indicam que vão investigar os planetas que têm uma massa semelhante ao Planeta Azul e que esteja numa zona habitável em órbita de uma estrela, ou seja, nem muito perto nem muito longe.

Os cientistas definiram os alvos e já desenharam as projecções da missão que terá início na próxima década e anunciam-nos nas publicações de Setembro da Astronomical Society of the Pacific. De entre as estrelas fora do Sistema Solar Terrestre, os cientistas escolheram 120, onde o SIM PlanetQuest irá procurar planetas mais pequenos do que a massa da Terra em redor de 6 estrelas, planetas duas vezes mais pequenos e em redor de 24 estrelas e planetas que tenham um terço da massa da Terra em torno das 120 estrelas.

Os especialistas indicam que no grupo de estrelas candidatas para estes planetas estão algumas conhecidas e visíveis a olho nú a partir da Terra, como Sirius na constelação Cão Maior, Altair que forma o canto do ‘Triangulo do Verão’ ou Alpha Centuri a estrela brilhante que se encontra mais perto da Terra."
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gatafunhado por gringa às 20:20
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Terça-feira, 17 de Outubro de 2006
Insectos aumentam de tamanho segundo concentrações de oxigénio no ar
" Concentrações de oxigénio no ar limitam tamanho de baratas e de outros insectos. Cientistas norte-americanos corroboram teoria da existência de insectos gigantes, no período Paleozóico, com resultado de um novo estudo.


Ao longo dos anos são vários os cientistas que têm defendido que há 300 milhões de anos, no período do Paleozóico, terão existido insectos de grandes dimensões comparados com os actualmente existentes, devido à maior concentração de oxigénio no ar, cerca de 35% comparativamente com os 21% presentes hoje em dia na atmosfera.

Os especialistas explicam que isto acontece porque o sistema através do qual os insectos transportam o oxigénio até aos tecidos é completamente diferente do utilizado pelos humanos, sendo que quando mais oxigénio é absorvido mais os insectos se desenvolvem.

«Eles absorvem o oxigénio e expelem dióxido de carbono através das paredes nos seus corpos denominadas de espiráculos. Estes buracos ligam ramificações e tubos interligados, chamados de traqueias», explica Alexander Kaiser, investigador da Midwestern University, nos EUA, envolvido no estudo agora apresentado, citado em comunicado da The American Physiological Society.

O especialista acrescenta que, «enquanto os humanos têm uma traqueia, os insectos têm um completo sistema traqueal que transporta o oxigénio para todas as áreas dos seus corpos e remove o dióxido de carbono. À medida que o insecto cresce, os tubos da traqueia ficam maiores para alcançarem os tecidos centrais e ficam mais extensos ou mais numerosos para conseguirem responder à necessidade de mais oxigénio por parte de um corpo de grandes dimensões».

No estudo agora apresentado, os especialistas propuseram-se a compreender três pontos essenciais relativamente ao sistema traqueal em baratas: o espaço que o sistema ocupa em baratas com dimensões diferentes; se a traqueia aumenta à medida que o corpo cresce; se existe um limite de dimensão que uma barata pode atingir na actual atmosfera.

Com base em imagens por raio-X, os cientistas compararam as dimensões de três espécies de baratas diferentes e descobriram que «a traqueia das baratas maiores ocuparam uma grande proporção dos seus corpos, cerca de 20% mais, do que o aumento do seu corpo teria previsto», afirma o especialista e acrescenta que, «isto acontece porque o sistema traqueal não só fica maior para alcançar grandes membros, mas os tubos aumentam em diâmetro ou número para transportarem mais ar para lidar com a necessidade de oxigénio adicional».

Os cientistas verificaram ainda que, na realidade, existe uma dimensão limite para as baratas, 15 centímetros, o tamanho máximo conhecido de uma barata hoje existente, a Titanus giganteus, que vive na América do Sul. O cientista explica que o limite é imposto pelo «aumento desproporcional no tamanho da traqueia que alcançou um ponto crítico na abertura onde a perna e o corpo se encontram».

«Esta abertura consegue ficar apenas de um determinado tamanho e limita o tamanho da traqueia que corre através dela. Quando o tamanho da traqueia fica limitado, também fica o suplemento de oxigénio e, por isso, o seu desenvolvimento», afirma o especialista, de acordo com comunicado da The American Physiological Society.

Apesar dos cientistas terem utilizado as baratas na experiência, estes adiantam que elas não existiam na era Paleozóica, no entanto, são muito mais fáceis de controlar do que as libelinhas, que os cientistas indicam que há 300 milhões de anos, as suas asas podiam atingir até 66 centímetros."


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gatafunhado por gringa às 11:01
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Gel nanométrico controla hemorragias e fecha feridas em 15 segundos
" Gel ‘milagroso’ que estanca hemorragias em 15 segundos, pode revolucionar métodos de cirurgia na medicina. Cientistas do MIT e da Universidade de Hong Kong, desenvolvem líquido com peptidas nanométricas que fecham feridas em sangue.


Há quem diga que as grandes descobertas dos cientistas surgem quando menos se espera e no avanço agora apresentado, por investigadores do Departamento de Cérebro e Ciências Cognitivas, do Massachusettes Institute of Technology (MIT) em colaboração com colegas da Universidade de Hong Kong, no Japão, foi exactamente isso que aconteceu.

Em Março de 2006, a mesma equipa de cientistas apresentou na publicação científica National Academy of Sciences (PNAS) uma plataforma biodegradável inovadora que permitiu restaurar a visão em ratos de laboratório em poucas semanas. A técnica consiste na inserção de uma rede interna (em líquido), na qual células do cérebro podem assentar e voltarem a desenvolver-se.

Um inovador avanço, que os cientistas acreditam que poderá abrir as portas, no futuro, para pacientes que tenham sofrido traumatismos no cérebro, na espinha dorsal ou para recuperar de um acidente vascular cerebral (AVC).

Entretanto, mais recentemente, os cientistas estavam a aplicar, a título experimental, a nova técnica no cérebro de ratos de laboratório e verificaram que o líquido composto de fragmentos de proteína (peptidas) apresentou uma acção rápida no estancamento de hemorragias durante a cirurgia.

Os especialistas anunciam que, o líquido quando aplicado numa ferida aberta é capaz de parar a hemorragia em apenas 15 segundos, sendo que, as peptidas se auto agrupam transformando-se num gel que fecha a ferida e que de seguida se desintegra em aminoácidos, os quais funcionam como blocos de construção das proteínas que podem ser usadas pelas células em redor da ferida.

«Nós encontrámos uma forma de parar o sangramento, em menos de 15 segundos, que pode revolucionar o controlo de hemorragias», refere Rutledge Ellis-Behnke, investigador no Departamento de Cérebro e Ciências Cognitivas do MIT, citado em comunicado da instituição.

O estudo vai ser publicado na edição de Outubro do Jornal científico Nanomedicine e pode revolucionar a forma e o tempo de elaboração de uma cirurgia, já que o controlo das hemorragias continua a ser um dos mais graves problemas com que os cirurgiões se deparam. «O tempo para se realizar uma operação poderá potencialmente ser reduzido até 50%», afirma o investigador.

No estudo, que será agora apresentado, os especialistas experimentaram o gel em vários tecidos em hamsters e ratos de laboratório, nomeadamente, do fígado, cérebro, espinha dorsal, intestino e pele e Rutledge Ellis-Behnke refere que, «em quase todos os casos, fomos capazes de forma imediata parar a hemorragia».

Os cientistas referem que não sabem ao certo qual o mecanismo de acção da nova solução, no entanto, especulam que as peptidas consigam interagir com uma rede extracelular que exista nas células que rodeiam a ferida, ajudando a reconstruir os tecidos. Isto porque não verificaram qualquer formação de plaquetas sanguíneas que indiciem que um processo de coagulação está em curso."

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gatafunhado por gringa às 10:56
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Tuberculose resistente a medicamentos nas fronteiras da União Europeia
" Afecta anualmente 450 mil pessoas e mata 70 mil na região europeia e, em poucos anos, uma série de estirpes da tuberculose multi resistentes aos medicamentos existentes, têm surgido no espaço europeu. As agências de saúde internacionais lançam o alarme na União Europeia e apelam que líderes tomem medidas urgentes.

«A resistência aos medicamentos que estamos agora a assistir é sem dúvida a situação de TB mais alarmante no continente desde a II Guerra Mundial, e a nossa mensagem para os líderes da EU é: Acordem, não se atrasem, não deixem este problema sair fora de controlo», afirma Markku Niskala, Secretário-geral da Federação Internacional da Cruz Vermelha, citado em comunicado da organização.

De acordo com os especialistas, os países da antiga União Soviética são os mais afectados pelas estirpes multi resistentes aos medicamentos (MDR-TB2), com uma grande incidência na população, que tem vindo a aumentar com o crescente número de pessoas infectados pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), que está na origem da SIDA. Também o surgimento de estirpes de virulência extrema (XDR-TB3), que praticamente não tem tratamento, tem emergido na mesma zona da Europa (região 1).

«Dos 20 países com o maior índice de MDR-TB, 14 estão na região europeia – um resultado das más práticas e os altos índices de falha nos tratamentos entre os pacientes», indicam os especialistas de acordo com comunicado da Cruz Vermelha, onde se pode ler que, «em alguns países, o abuso de medicamentos de segunda linha – a última linha de defesa contra a doença – está a gerar altos índices de XDR-TB».

Para fazer face a este grave problema a Cruz Vermelha Internacional está a lançar uma parceria para o combate da tuberculose no espaço Europeu juntamente com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os Médicos do Mundo, o Centro de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) e mais 20 agências de saúde líderes a nível internacional. Para isso, apela a que os líderes europeus definam acções para combater a tuberculose o mais rapidamente possível.

«A resistência aos medicamentos é um problema provocado pelo Homem e a solução é a detecção precoce, o bom controlo da infecção e um tratamento apropriado para todos os pacientes com TB», refere Zsuzsanna Jakab, Directora do ECDC e adianta que, «alguns países europeus vão precisar de apoio para alcançar isto, mas se tivermos de defender a saúde pública na União Europeia, então temos de responder a estar emergência à nossa porta».

«As zonas mais problemáticas de resistência aos medicamentos de TB estão todas na periferia da União Europeia e, é por isso, que o Director Regional da OMS descreve esta situação como uma ‘emergência’ no continente», refere Mario Raviglione, Director do Departamento Stop TB, da OMS.

Porque actualmente são os EUA que fornecem apoio aos países mais afectados pela tuberculose para o controlo da doença, a nova parceria tem como um dos principais objectivos exercer pressão junto dos líderes da União Europeia, para um maior apoio em termos de recursos financeiros, técnicos e humanos nas regiões mais susceptíveis à doença.

Neste sentido, Mario Raviglione adianta ainda que, o «investimento no controlo da TB tem de reflectir a real emergência que estamos a enfrentar e ser colocado no topo da agenda Europeia, especialmente nos países doadores. Os europeus devem resolver os problemas europeus, especialmente um tão sério como este»"

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gatafunhado por gringa às 10:54
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Europa gasta anualmente 250 euros por pessoa no tratamento da depressão
" Os custos da depressão na economia europeia são avultados, com uma estimativa de 250 euros por habitante a serem gastos todos os anos devido a esta doença. Os números são o resultado de uma tese de doutoramento realizada no Karolinska Institutet, na Suécia, por Patrik Sobocki, que adianta que a depressão tem maior incidência nos países com maiores rendimentos como a Noruega, Áustria, Alemanha e Irlanda e é menos comum em Itália e Espanha.

Na tese intitulada Health economics of depression, Patrik Sobocki desenvolveu um modelo de simulação em computador dos custos e do impacto na qualidade de vida das pessoas decorrente da incidência da depressão na Europa. De entre os custos em cuidados primários, medicamentos, absentismo com impacto no rendimento laboral, morbilidade e muitos outros, o especialista adianta uma lista de custos que a depressão implica em termos económicos.

No total das 21 milhões de pessoas que sofre de depressão, são gastos anualmente 180 biliões de euros, estimados, o que se traduz numa média de 250 euros per capita na Europa, 40.838 biliões em custos directos e 74.691 biliões de euros em custos indirectos. Em termos económicos só em medicamentos para a depressão gastam-se 8.812 biliões de euros e 10.209 biliões de euros em hospitalização.

«A maioria dos custos na depressão são decorrentes da perda de dias de trabalho e perda de produção provocada por morte prematura», escreve o cientista na tese de doutoramento e adianta que, «no entanto, a maioria absoluta dos custos indirectos foram provocados pela morbilidade (devido a licença médica e reforma antecipada), como por exemplo, 70.822 biliões de euros (61% do custo total). O custo por perda de produtividade devido à mortalidade conta com 3.868 biliões de euros».

Na tese de doutoramento, o especialista adianta que os actuais tratamentos utilizados para a depressão têm um impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes e na economia nacional e/ou europeia, no entanto, ainda há muito a fazer para que estes sejam aplicados efectivamente a todas as pessoas que sofrem de depressão.

«É importante tratar pacientes com episódios depressivos rapidamente e até que os sintomas sejam completamente aliviados», explica o investigador e adianta que, «os pacientes que se livram dos sintomas completamente com o tratamento, estão associados a 40% de melhor qualidade de vida comparativamente com os pacientes que respondem parcialmente. Nós demonstrámos que estes pacientes têm custos reduzidos de 2700 euros por paciente, já que os pacientes sem sintomas normalmente conseguem voltar aos seus trabalhos e fazem substancialmente menos visitas ao sistema de saúde».

O investigador defende que muitos dos tratamentos alternativos para a depressão, já disponíveis, podem ter uma grande efectividade quer para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes quer em termos económicos. No entanto, Patrik Sobocki adianta que existe ainda muito desconhecimento em termos de maximização dos recursos e receitas na saúde económica.

Com base em dados recolhidos na Suécia, o especialista fez um modelo de simulação de uma hipotética intervenção durante 5 anos e «os resultados demonstraram que um novo tratamento que aumenta a probabilidade dos pacientes entrarem em remissão, produziram ganhos nos custos entre 2160 euros e um ganho de qualidade de vida de 0.07», escreve o investigador.

«Os resultados destacam que o alcance da remissão clínica é um parâmetro chave para a economia na saúde para reduzir o peso da depressão», adianta Patrik Sobocki e acrescenta que, «esta tese contribui com novos dados de saúde económica nos custos sociais da depressão a um nível internacional», sendo que, «estimar de forma precisa o impacto da doença, em termos de custos e qualidade de vida, é o primeiro grande passo para atingir melhores prioridade da alocação de recursos entre diferentes tipos de tratamentos»"

                      in_tvciencia
Estou: deprimida...
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gatafunhado por gringa às 10:52
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Segunda-feira, 16 de Outubro de 2006
Mutação genética transforma raparigas em rapazes
"A guerra dos sexos continua em pleno, mesmo até ao nível genético: foi descoberto um gene que, quando mutado, transforma raparigas em rapazes. A descoberta avança, mas também complica, o nosso entendimento sobre a forma como o sexo é determinado pelos nossos genes.

No Homem, quase todos os homens transportam dois cromossomas sexuais diferentes (XY), enquanto as mulheres têm cromossomas sexuais iguais (XX). No entanto, há algumas extremamente raras excepções a esta regra, é possível que um homem seja XX, por exemplo.

Esta reversão do sexo de fêmea para macho acontece quase sempre quando o gene SRY, geralmente transportado no cromossoma Y, acaba por estar acidentalmente no cromossoma X herdado do pai.

Já foram descobertos outros genes que confundem a identidade sexual, fazendo com que a criança não seja nem totalmente macho, nem totalmente fêmea. Ainda assim, na maioria dos casos de homens XX anatomicamente completos (com testículos funcionais mas estéreis devido a não terem cromossoma Y), o gene SRY está envolvido, sendo por isso considerado o gene da masculinidade.

Mas agora, Giovanna Camerino, da Universidade de Pavia na Itália, descobriu outro gene que é igualmente importante no processo.

A equipa estudou uma família com quatro irmãos em que todos eram XX. Nenhum transportava o gene SRY da masculinidade mas apresentavam uma mutação num gene chamado RSPO1, relatam eles na última edição da revista Nature Genetics.

Parece que o sexo é determinado, no Homem, por uma cascata de genes. Numa encruzilhada crucial deste processo está um gene chamado SOX9, que nos machos é activado pelo gene SRY, e provoca o desenvolvimento dos testículos.

Nas fêmeas, sugerem agora os investigadores, o SOX9 pode estar tipicamente desligado pelo RSPO1, o que, através de outros genes da cascata, conduz ao desenvolvimento dos ovários.

Nos irmãos italianos, no entanto, parece que o gene RSPO1 mutado não cumpriu a sua obrigação de desligar, deixando o gene SOX9 operacional e levando ao desenvolvimento masculino. Esta teoria encaixa nos estudos animais já realizados: ratos com dois cromossomas X mas com a expressão do SOX9 a funcionar formam testículos.

A ideia contrasta com as teorias anteriores que consideravam que o desenvolvimento feminino era por defeito, acontecendo na ausência de genes que conduzam à masculinidade. "O que é realmente importante é que a supressão do macho e a indução do desenvolvimento feminino é um processo activo", diz Andreas Schedl do INSERM em Nice e co-autor do artigo. "O RSPO1 desempenha claramente um papel crucial neste processo." A identificação deste gene, diz ele, pode ser tão importante para o campo como foi a identificação do gene SRY.

O gene RSPO1 codifica uma proteína com múltiplas funções, pois para além de ser um jogador chave no percurso da determinação do sexo também leva a que todos os machos da família italiana sofram de uma doença que aumenta a espessura da pele e os predispõe para o cancro. Compreender como o faz pode ajudar os investigadores a confirmar o seu papel exacto na determinação do sexo.

O próximo passo, dizem os investigadores, é descobrir o que acontece quando o gene RSOP1 é retirado de ratos. "

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Estou: Ahhhh
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gatafunhado por gringa às 09:56
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Domingo, 15 de Outubro de 2006
Poderão alguns alimentos prevenir a cegueira?
"Espinafres, couves e brócolos podem proteger degeneração macular ao longo da idade, a principal causa de cegueira a nível global. Investigadores da Universidade de Manchester desenvolvem estudo para apurar impacto da alimentação na acuidade visual.


A degeneração macular é uma doença que atinge a mácula do olho e ao longo da idade vai levando a uma perda progressiva da acuidade visual que pode ser limitadora nas actividades diárias como a leitura. Os cientistas chegaram à conclusão que uma substância oleosa amarelada, denominada por pigmento macular, protege a mácula da degradação ao longo dos anos.

«A mácula é uma pequena área da retina responsável pela observação ao detalhe e coloração no campo central da nossa visão», explica Ian Murray, investigador da Faculdade de Ciências da Vida, da Universidade de Manchester, citado em comunicado da instituição.

Os especialistas sabem que o pigmento macular surge através da conjugação de carotenóides, entre os quais a lutaína, um químico que tem origem em alimentos como os espinafres, a couve, os brócolos ou o milho doce e a zeaxantina, presente em vegetais amarelados, alaranjados e esverdeados.

«O nosso trabalho já encontrou forte evidência que sugere que o pigmento macular fornece algumas protecções contra a degeneração macular», refere o investigador e adianta que, agora «queremos descobrir se comer vegetais ricos nestes químicos tem um impacto directo na doença».

O cientista explica ainda que, «já que o pigmento macular deriva totalmente da nossa dieta esperamos que comer alimentos que contêm altos níveis destes compostos aumente o pigmento macular e, por isso, ajude a diminuir o processo degenerativo».

Neste sentido, os cientistas da Universidade de Manchester vão desenvolver um estudo em voluntários, entre os 55 e os 88 anos, que se encontram no início de desenvolvimento da degeneração macular. Os indivíduos vão ser submetidos a uma dieta rica em carotenóides e de seguida vai ser levada a cabo uma medição do pigmento macular de cada paciente.

Para apurar se a alimentação está a ter impacto na acuidade visual ao nível do desenvolvimento do pigmento macular, os especialistas desenvolveram em colaboração com a companhia inglesa Tinsley Ophthalmic Instruments um aparelho luminoso que monitoriza a quantidade de luteína e zeaxantina presente no organismo e apura até que ponto é que um baixo nível de pigmento macular pode estar relacionado com o desenvolvimento da doença.

«Se o instrumento demonstrar que os pacientes têm baixos níveis de pigmento macular então podem ser aconselhados a tomar um suplemento de luteína ou de zeaxantina e encorajados a comer mais vegetais ricos nestes carotenóides», afirma Ian Murray.

O cientista acrescenta que «ter uma medição do pigmento macular e aprender sobre a saúde dos olhos pode ser o primeiro passo para uma mudança no estilo de vida de muitas pessoas». Isto porque, além da idade e da carga hereditária, a degeneração macular está relacionada com uma má dieta, obesidade e consumo de tabaco."
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Estou: Menos vesga!
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gatafunhado por gringa às 20:47
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Aquecimento global do planeta atinge o máximo e obriga migração de espécies
" Nos últimos 30 anos temperatura global do planeta aumenta 0.2 graus Celsius por década, a mais alta temperatura registada nos últimos 12 mil anos. Cientistas da NASA indicam que calor está obrigar migração de espécies vegetais e animais.

Num estudo com base em dados sobre a temperatura global do planeta ao longo do último século, cientistas do Goddard Institute for Space Studies da NASA em colaboração com colegas da Columbia University, do Sigma Space Partners, Inc. e da University of California at Santa Barbara (UCSB), apresentam resultados alarmantes sobre aquecimento global do planeta na edição de 26 de Setembro da publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

«A temperatura global aumentou aproximadamente 0.2ºC por década nos últimos 30 anos», escrevem os cientistas no artigo publicado no PNAS e acrescentam que, «o aquecimento é maior no Pacífico Equatorial Ocidental do que no Pacífico Equatorial Oriental ao longo do último século, e nós sugerimos que o aumento gradual da temperatura Ocidente-Oriente pode ter aumentado a probabilidade de fortes El Niños, como os verificados em 1983 e 1998».

Os especialistas utilizaram instrumentos de medição de temperatura da superfície do mar e dados retirados por satélite. Relativamente a registos de temperaturas das superfícies dos oceanos tropicais, os investigadores obtiveram informação através de magnésio retirado de conchas de animais marinhos existentes em sedimentos oceânicos.

Com base nos dados que indicam um aumento rápido de temperatura na superfície oceânica, James Hansen, investigador do Goddard Institute for Space Studies envolvido no estudo afirma, citado em comunicado da NASA que, «esta evidência implica que nos estamos a aproximar dos níveis perigosos de poluição provocada pelo homem».

Para além de se verificar um aumento rápido da temperatura, os cientistas referem que estes dados sugerem os níveis de aquecimento mais altos verificados no último período inter glaciar, que decorre há 12 mil anos, desde o final do último período de Idade do Gelo.

«Comparações entre medições das superfícies do mar no Pacífico Ocidental e de dados palioclimáticos sugerem que esta é uma região crítica do oceano, e provavelmente o planeta como um todo, está aproximadamente tão quente como o máximo verificado no período Holoceno e com aproximadamente 1ºC da temperatura máxima dos últimos milhões de anos», escrevem os cientistas no PNAS.

«Isso significa que um aquecimento global maior do que 1ºC define um nível crítico. Se o aquecimento se mantiver menos do que isso, os efeitos no aquecimento global podem ser relativamente geridos», afirma o investigador, citado em comunicado da NASA e adianta que, «durante os períodos mais quentes inter glaciais, a Terra estava praticamente igual ao que é hoje. Mas se atingirmos um aquecimento global de 2ºC ou 3ºC, provavelmente veremos alterações que tornarão a Terra um planeta diferente daquele que conhecemos».

Os investigadores verificaram ainda que o nível de aquecimento da superfície do Oceano Pacífico, a Ocidente e a Oriente junto a América do Sul, não é semelhante, um fenómeno que, segundo os mesmos, poderá estar na origem da formação de El Niños mais agressivos.

Mas as consequências vão para além da formação de fenómenos atmosféricos-oceânicos, já que os cientistas sugerem que o aquecimento global do planeta começa a ser notável na natureza com a migração e extinção de espécies vegetais e animais. «Nós concluímos que o aquecimento global de mais do que 1ºC, relativos a 2000, vai constituir ‘perigosas’ alterações climáticas como as julgadas por efeitos prováveis no nível do mar e exterminação das espécies», escrevem os especialistas no PNAS.

«A extinção de espécies de animais e plantas apresenta uma imagem análoga à do nível do mar. As extinções já estão a ocorrer como resultado de vários stresses, a maioria provocados pelo Homem, incluindo as alterações climáticas», explicam os investigadores e acrescentam que «a distribuição das plantas e dos animais são um reflexo dos climas das regiões em que se adaptam. Por isso, as plantas e os animais tentam migrar em resposta às alterações climáticas, mas os seus caminhos podem ser bloqueados por obstáculos construídos pelos humanos ou barreiras naturais como as linhas costeiras»."
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Estou: a ferver ;)
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gatafunhado por gringa às 20:46
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Medicamento único pode combater todos os tipos de alergia
" No último século as sociedades industriais têm visto a incidência das alergias, como a asma ou a renite, aumentarem dramaticamente nas populações. Vários têm sido os estudos que responsabilizam a poluição atmosférica ou possíveis situações que têm enfraquecido o sistema imunitário como o facto de vivermos num ambiente cada vez mais higiénico.

Hoje em dia, a maioria dos cientistas são de opinião consonante que a alergia tem na sua origem questões genéticas e ambientais. Das várias terapias que se tem vindo a desenvolver, até hoje, nenhuma demonstrou ser 100% eficaz no combate dos sintomas ou no tratamento das causas, no entanto, cientistas do companhia Cytos Biotechnology of Zurich, na Suiça, apresentam agora os resultados da segunda fase de um estudo clínico que se apresentam aliciantes.

A Cytos Biotechnology of Zurich desenvolveu uma imunoterapia, a CYT003-QbG10, que em estudos anteriores demonstrou uma grande eficácia em pacientes com asma e renite alérgica devido a ácaros domésticos, ao combinar a substância activa com o agente alérgeno. No entanto, nos testes clínicos que estão agora a decorrer, os especialistas indicam que a eficácia do medicamento pode ser mediada através de um mecanismo independente da acção do alérgeno.

Os cientistas da Cytos explicam que a CYT003-QbG10 funciona ao iludir o sistema imune, levando-o a acreditar que está na presença de uma tarefa mais importante e a activar um sistema de defesa maior do que as simples reacções alérgicas, como as que desenvolvem contra os ácaros ou pólen.

Para conseguir uma resposta imune mais forte, a imunoterapia é produzida com base numa pequena faixa de ADN de uma micobactéria, a Mycobacterium tuberculosis, que está ausente da nossa sociedade devido aos excessivos hábitos de higiene actuais praticados nas últimas décadas.

Os cientistas sabem que na presença da micobactéria, as células dendríticas do sistema imunitário pedem reforços de defesa às células Th1 para invadirem o organismo, o que leva a suprimir os níveis das células Th2 no corpo, que se pensam ser responsáveis pelas respostas imunitárias exacerbadas na presença de um alérgeno.

«Estes resultados são importantes quer de um ponto de vista médico quer científico. O QbG10 está desenhado para entregar o denominado estímulo Th1 ao sistema imune dos pacientes e as células Th1 são conhecidas por suprimir as denominadas respostas imunes Th2 que promovem as alergias», afirma Gabriela Senti, alergologista do Center for Clinical Research, na University Hospital Zurich e investigadora responsável pelo estudo clínico, que está a decorrer no mesmo unidade hospitalar, citada em comunicado da Cytos.

De acordo com a especialista, «este candidato a produto trata as causas primárias das doenças alérgicas e não apenas os sintomas. O mais interessante é que a eficácia observada parece ser mediada através de um mecanismo independente da acção do alérgeno, portanto, a monoterapia QbG10 poderá ser utilizada para tratar alergias múltiplas».

Os resultados agora apresentados assentam na segunda fase de um estudo clínico realizado em 10 pacientes com febre dos fenos que foram submetidos a injecções durante 6 semanas e demonstraram uma redução da sensibilidade ao pólen em 100%. Para além disso, os sintomas mantiveram-se ausentes durante 8 meses e os especialistas da Cytos dizem, por enquanto, desconhecer se esta ausência é permanente.

A grande novidade do GbG10 como potencial imunoterapia universal para todas as alergias na ausência do alérgeno assenta na «compressão de uma partícula Qb semelhante a um vírus empacotada com uma sequência de ADN imuno-estimulatória denominada de G10. O CYT003-QbG10 está desenhado para induzir uma resposta imune forte do tipo Th1 de forma a suprimir as respostas imunes do tipo Th2», explicam os cientistas, em comunicado da Cytos.

«Estes resultados também podem ajudar a compreender a causa para o aumento dramático das doenças alérgicas nas sociedades industrializadas no último século. A alergia e a asma já foram denominadas como uma ‘epidemia na ausência da infecção’», afirma a especialista e adianta que isto significa que «o estimulo ‘natural’ das células Th1 podem estar ausentes no estilo de vida higiénico moderno».

Um estímulo que é agora induzido pela nova imunoterapia, a qual por enquanto está a ser testada em mais de 100 pessoas que sofrem de febre dos fenos, alergia a ácaros e dermatite atópica. A companhia estima que os resultados finais dos estudos serão conhecidos e apresentados no próximo ano de 2007."
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Estou: À espera..
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gatafunhado por gringa às 20:44
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Injecção de células para reconstrução de tecidos na incontinência urinária
" Incontinência urinária é uma doença muito comum nas mulheres, principalmente após a menopausa com uma incidência de 20% na população feminina com mais de 60 anos. Apesar da incontinência poder ser dividida em vários tipos de acordo com as causas, os cientistas explicam que em geral é o enfraquecimento da massa muscular em redor do esfíncter que leva a perda incontrolável de pequenas quantidades de urina.

A incontinência urinária tem já tratamento, apesar da eficácia do mesmo não atingir os 100%. As terapias passam por medicação, exercícios dos músculos pélvicos (exercícios de Kegel), recurso a tecnologia de electro-estimuladores e, mais recentemente, surgiu uma técnica com recurso a cirurgia, que apresenta uma taxa de sucesso entre os 85% e 90%. Esta técnica consiste na aplicação de uma faixa de rede de apoio à uretra para garantir um melhor controlo de esvaziamento da bexiga.

Cientistas da Clínica Universitária de Navarra, em Espanha, desenvolveram agora uma nova intervenção para o tratamento da incontinência urinária na mulher, com recurso a redes de apoio – que podem ser sintéticas ou biológicas e funcionam como suporte ou andaime – nas quais serão posteriormente injectadas células retiradas dos pacientes através de biópsias, para que miofibroblastos possam crescer em redor da rede.

Os cientistas acreditam que se as células se começarem a desenvolver em redor da rede criando células fibromusculares, esta nova técnica pode possibilitar a criação de um reforço biológico e natural com base em células do próprio paciente. Esta experiência só foi levada a cabo em menos de 200 pacientes em todo o mundo e por isso os especialistas espanhóis estão agora a recrutar mulheres incontinentes para desenvolver um estudo clínico.

Antes disso, os cientistas adiantam que vão desenvolver várias experiências de crescimento celular em redor das redes in vitro que serão posteriormente implantadas em modelos animais para avaliarem até que ponto, a rede de miofibroblastos consegue naturalmente exercer a função de suporte entre o esfíncter e a uretra.

Para desenvolver esta experiência a Clínica Universitária de Navarra vai contar com a colaboração do departamento de Terapia Celular e do departamento de Urologia, assim como de especialistas da companhia norte-americana BARD, que desenvolve redes biológicas de suporte para o tratamento da incontinência urinária."
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Estou: contente
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gatafunhado por gringa às 20:43
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Astrónomos assistem às condições que antecedem nascimento dos planetas
"Pela primeira vez na história da astronomia, cientistas dizem ter observado as condições que antecedem ou acontecem durante a formação de novos planetas em redor de uma estrela massiva. A HD 97048, situada na nuvem negra de Chameleton I, foi a estrela escolhida e apesar de ser ainda jovem é 2,5 vezes mais massiva do que o Sol, 40 vezes mais luminosa e encontra-se a 600 anos de luz da Terra.

Para compreenderem como se formam os planetas, e as condições que antecedem este processo, os cientistas fizeram o mapeamento do disco que gira em redor da estrela HD 97048 e publicam os resultados na actual edição, de 28 de Setembro, da revista científica Science Express.

«Os planetas formam-se em discos massivos com gases e poeiras proto-planetárias que andam em redor de estrelas nascentes. Este processo deve ser muito ubíquo já que mais de 200 planetas foram descobertos em redor de outras estrelas para além do Sol», refere Pierre-Olivier Lagage, investigador do CEA Saclay, em França, e coordenador da equipa que está a levar a cabo as observações, citado em comunicado do Observatório Espacial Europeu (ESO).

O cientista adianta que «apesar de tudo, muito pouco se sabe sobre estes discos, especialmente estes em redor das estrelas mais massivas do que o Sol. Estas estrelas são muito mais luminosas e podem ter uma grande influência sobre o seu disco, possivelmente destruindo rapidamente a parte interna».

Para caracterizar o disco que se situa em redor da HD 97048, os cientistas utilizaram o instrumento VISIR no Very Large Telescope, do ESO, que tem um comprimento de 8 metros, que possibilita obter imagens com grande resolução angular nos infravermelhos, ou seja, de 0.33 arc-segundos.

«Nós retiramos imagens de emissões intermédias de infravermelhos de hidrocarbonetos aromáticos policiclicos na superfície do disco que está em redor da jovem massa intermediária da estrela HD97048 e caracterizámos o disco», escrevem os cientistas no artigo publicado na Science Express.

«O disco está num estágio precoce de evolução, como o indicado pelo seu grande conteúdo de poeira e pela sua geometria hidrostática flamejante, indicativo da presença de uma grande quantidade de gases bem misturados com poeira e gravitacionalmente estável», escrevem os especialistas e adiantam que, «o disco é um percursor de fragmentos de discos em redor de outras estrelas A mais evoluídas, como a Pictoris, e fornece uma rara oportunidade de testemunhar condições prevalentes antes (ou durante) a formação de um planeta».

De acordo com os dados obtidos, os astrónomos calculam que devido à grandeza do disco, a sua extensão deve ser 12 vezes maior do que a órbita de Neptuno (o maior planeta do Sistema Solar), deverá ter uma quantidade de gás 10 vezes maior do que a massa de Júpiter e 50 vezes mais poeira do que a massa da Terra.

«A partir da estrutura do disco, nós assumimos que embriões planetários podem estar presentes na parte interior do disco», refere Pierre-Olivier Lagage, citado em comunicado do ESO e adianta que, «estamos a planear prosseguir as observação com uma maior resolução angular como a do interferómetro do Very Large Telescope do ESO, de forma a investigar estas regiões»."
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Estou: Estupefacta
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gatafunhado por gringa às 20:39
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Células maturas de glóbulos brancos utilizadas na clonagem com sucesso
" Recurso a células maturas permite clonagem de ratos de laboratório de forma eficiente. Cientistas norte-americanos acreditam ter descoberto meio de facilitar clonagem sem recorrer a células estaminais embrionárias.

Até agora, os cientistas na área da clonagem têm-se deparado com problemas relativamente à utilização de células diferenciadas, ou maturas, para a criação de novas células. Uma técnica, que teoricamente, pode abrir portas para a terapia de clonagem com a criação de tecidos ou órgãos a partir de uma célula retirada de um paciente adulto.

Mas apesar de, teoricamente, a ideia ser viável, experiências como a criação da ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado em 1997 a partir de células adultas, não têm demonstrado uma eficácia a cem por cento, o que tem levado os cientistas a recorrer a células estaminais embrionárias para clonagem.

Na edição de Novembro da revista científica Nature Genetics, cientistas da Universidade de Connecticut e da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, apresentam resultados de uma experiência de clonagem com recurso a células maturas para a criação de ratos de laboratório. Os especialistas adiantam que utilizaram células dos glóbulos brancos, completamente maturas, denominadas de granulócitos.

Através de transferência nuclear a partir de células somáticas, os investigadores norte-americanos indicam ter testado os granulócitos em vários estados de desenvolvimento, desde da fase em que os granulócitos eram células estaminais até à sua fase matura. Jerry Yang, investigador da Universidade de Connecticut, citado pela agência noticiosa Reuters afirma que «o surpreendente – é que a eficiência aumentou à medida que obtínhamos mais células diferenciadas».

A transferência nuclear é uma técnica através qual, o núcleo de uma célula, por exemplo da pele, é retirado para ser inserido dentro de um óvulo do qual terá sido retirado o seu núcleo original. Os cientistas acreditam que esta técnica permite reprogramar o ADN dentro do núcleo, transformando, por exemplo, uma célula de pele numa célula capaz de gerar um embrião.

Até agora esta capacidade de diferenciação tem sido atribuída às células estaminais embrionárias, no entanto, com base nas experiências agora apresentadas os cientistas indicam, de acordo com a nature@news que «os granulócitos – as células mais diferenciadas – foram na verdade mais fáceis de clonar».

«Cerca de 35% das tentativas para clonar estas células aumentou nos embriões mais novos após a transferência nuclear, e duas eventualmente desenvolveram-se em animais que nasceram mas morreram. Em comparação, apenas 11% dos clones de células intermediárias, e menos de 8% das células estaminais menos diferenciadas, se transformaram em embriões».

«Até nós fomos surpreendidos ao descobrir que as células completamente diferenciadas foram mais eficientes para clonagem, porque os granulócitos não foram capazes de se dividir», acrescenta Tao Cheng, investigador da Universidade de Pittsburgh, citado pela Reuters.

Os cientistas indicam que desenvolveram várias experiências e apenas dois ratos bebés clonados a partir de granulócitos maturos nasceram, apesar de terem morrido ao fim de algumas horas.

«Nós repetimos as nossas experiências 6 vezes para ter certeza», afirma Tao Cheng e adianta que, «agora podemos dizer, com quase certeza, que uma célula completamente diferenciada, como o granulócito, retém a capacidade genética de ficar como uma semente que pode dar origem a todos os tipos de células necessárias para o desenvolvimento de todo um organismo».

Se os granulócitos vieram a comprovar a sua eficácia, os cientistas acreditam que este pode ser um novo recurso para a utilização da clonagem na medicina, já que poder-se-á retirar células de um paciente para a reconstrução de tecidos ou órgãos para transplante, completamente compatíveis com o receptor."
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Estou: incredula
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gatafunhado por gringa às 20:35
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Registo da perda da camada do ozono mais alto em 2006 do que em 2000.
" O buraco na camada do ozono foi reconhecido pela primeira vez em 1985 e os cientistas prevêem que a camada só estará completamente recuperada em 2060, se todas as medidas de prevenção forem postas em prática. No entanto, registos anuais demonstram que na última década o nível de ozono tem diminuído 0,3% globalmente.

Dados de 2006, agora apresentados, revelam a perda de 40 milhões de toneladas de ozono na camada protectora da Terra, sendo que a extensão do buraco atinge os 28 milhões de quilómetros quadrados e a profundidade apresenta-se com cerca de 100 unidades de Dobson (unidade de medição da espessura da camada de ozono).

«Esta perda de ozono significativa necessita de temperaturas muito baixas na estratosfera combinadas com luz do sol», explica Claus Zehner, engenheiro atmosférico da ESA, citado em comunicado da organização, e adianta que, «a perda extrema de ozono este ano pode ser explicada pelas temperaturas por cima da Antárctica que atingiram os mais baixos registos na área desde 1979».

A camada do ozono situa-se na faixa estratosférica da atmosfera a 25 quilómetros acima da superfície da Terra e tem uma função protectora da vida, já que age como carapaça contra a radiação ultravioleta da luz do Sol. Ao longo dos anos, a camada tem sido destruída por poluentes criados pelo Homem que são emitidos para a atmosfera como a clorina, originária dos clorofluorcarbonos. Uma substância que apesar de estar banida deste 1987, aquando a assinatura do Protocolo de Montreal, continua presente na atmosfera.

Os cientistas explicam que devido ao vento polar vortex, durante a estação de Inverno no Hemisfério Sul, a massa atmosférica que se situa acima do continente Antárctico não sofre alterações no ar de média altitude. Esta é uma situação que provoca uma grande descida da temperatura na região que conjugada com a escuridão contínua, leva à formação de nuvens polares estratosféricas contendo clorina.

«Quando a Primavera polar chega, a combinação da luz do sol e a presença das nuvens estratosféricas polares leva a que os compostos da clorina se dividam em radicais altamente reactivos do ozono, que quebram o ozono em moléculas individuais de oxigénio», explicam os cientistas em comunicado da ESA, sendo que «uma única molécula de clorina tem o potencial de destruir milhares de moléculas de ozono».

As medições anuais da espessura da camada do ozono é possível através do satélite Envisat da ESA que está equipado com três instrumentos de monitorização do ozono, são eles o Scanning Imaging Absorption Spectrometer for Atmospheric Cartography (SCIAMACHY), o sensor de monitorização de ozono por ocultação das estrelas (GOMOS) e o Michelson interferometer for passive atmospheric sounding (MIPAS).

Estes instrumentos já retiraram dados referentes à quantidade de ozono na camada durante 11 anos, mas os especialistas da ESA referem que a monitorização vai continuar num futuro próximo através da nova geração de satélites para cobertura polar, os MetOp que o primeiro de três será lançado em 2006, e vai incluir o nova geração de instrumentos de monitorização de ozono, o GOME-2."
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Estou: Com pena...
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gatafunhado por gringa às 20:33
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Vírus protector combate e previne ataque de estirpes do vírus Influenza
"‘Vírus protector’ pode combater estirpes do vírus influenza existentes e emergentes. Cientista da Universidade de Warwick desenvolve novo método de combate para a gripe em humanos e animais, completamente inovador e eficaz.

Durante 30 anos, Nigel Dimmock, investigador da Universidade de Warwick, no Reino Unido, trabalhou no desenvolvimento de um vírus com acção protectora contra infecções que podem estar na origem de várias tipos da gripe provocadas por diferentes estirpes do vírus Influenza.

O cientista apresenta os resultados da investigação e indica que o vírus protector demonstrou eficácia imediata no combate de várias estirpes do vírus Influenza, quer as existentes quer as que possam emergir, devido à forma como este vírus actua. O vírus protector pode ser administrado 24 horas após a infecção com resultados eficazes nos sintomas da gripe, motivo que o torna numa vacina viva mais eficaz do que as vacinas para a gripe actualmente utilizadas.

O método desenvolvido pelo investigador – o vírus protector – é mais eficaz do que as vacinas porque estas funcionam com base na inserção de vírus atenuados que levam o sistema imunitário a desenvolver anticorpos para combater a doença, no entanto, esta acção nem sempre resulta no caso do vírus Influenza, já que este está em constante mutação. Uma alteração que se dá ao nível da cápsula do vírus.

É na cápsula que reside o segredo do vírus protector, já que esta é insignificante para o processo, porque o vírus protector «provoca uma significante alteração num dos genes do vírus», explica os cientista de acordo com comunicado da Universidade de Warwik, onde se pode ler que «o material genético de um vírus da gripe consiste em 8 segmentos individuais de uma única faixa de ADN. O vírus protector tem uma grande e específica remoção de cerca de 80% do ARN de uma destas 8 faixas».

«Esta remoção torna o vírus menos perigoso e evita que se reproduza a ele próprio dentro da célula, por isso não pode proliferar como um vírus normal influenza. No entanto, se for juntado a outro vírus influenza na célula, retém a sua natureza perigosa e começa a reproduzir-se – a um índice muito mais rápido do que o novo vírus influenza».

Ao receber um estímulo do novo vírus na presença da infecção, o vírus protector começa a reproduzir-se acabando por expulsar o novo vírus influenza da célula, impedindo o progresso da infecção e redução dos sintomas da gripe de forma imediata. Um método que «converte o vírus virulento numa vacina viva inofensiva», indica o comunicado da Universidade.

Porque o vírus protector actua ao nível do material genético do Influenza, a investigação defende que o método poderá ser utilizado independentemente da estirpe. Uma mais valia significativa relativamente às vacinas hoje utilizadas que deixam de actuar quando o vírus sofre uma mutação e estas têm de ser produzidas para estirpes específicas.

Estes benefícios atingem proporções maiores no caso do surgimento de ataques pandémicos ou endémicos de novas estirpes da gripe, já que o vírus protector pode ser administrado previamente independentemente de se saber qual a nova estirpe que irá surgir.

Também a nível da administração, o novo método mostra-se eficaz, já que o cientista testou aerossóis como meio de inserção do vírus protector no organismo. Uma forma muito mais fácil de utilizar do que as comuns injecções. O tempo da acção relativamente às vacinas actuais é imediato, sendo que nas vacinas são necessárias duas ou três semanas, período em que o sistema imunitário começa a produzir anticorpos.

O cientista inglês adianta ainda que o vírus protector pode ser utilizado quer em humanos quer em animais domésticos, patos e galinhas, ou de estimação, cães e gatos, com a possibilidade de ser administrado através da água.

O vírus protector foi agora patenteado e Nigel Dimmock está à procura de apoios financeiros para desenvolver estudos clínicos de grandes dimensões em humanos e animais, utilizando uma diversa panóplia de estirpes do vírus influenza."

                                                 in_tvciencia 
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