Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2006
Duas espécies tornam-se uma em laboratório
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Duas espécies de borboleta foram criadas em laboratório para dar origem a uma terceira espécie, distinta das anteriores, relata a última edição da revista Nature.

Para serem da mesma espécie, os indivíduos têm que ser capazes de se cruzar entre si e produzir descendência fértil. Este estudo demonstra que duas espécies animais podem evoluir para formar uma única, em vez da situação mais vulgar, em que uma espécie diverge para originar duas.

O processo em questão já foi comparado a construir uma nova bicicleta a partir de um par de bicicletas em segunda mão e a borboleta Heliconius heurippa parece ser o produto deste processo, designado especiação híbrida. 

Pensa-se que a maioria das espécies se forme quando grupos de organismos divergem gradualmente uns dos outros ao longo de gerações sucessivas mas estas borboletas, tão características com as suas cores fortes, parecem ser o produto de duas variedades já existentes.

A especiação híbrida é considerada rara ou mesmo ausente em animais, pois os seus descendentes teriam menor probabilidade de sobreviver e procriar que as espécies progenitoras. Esta situação deve-se à incompatibilidade entre genes originários de espécies diferentes.

Um exemplo bem conhecido desta situação é a mula, um híbrido estéril entre o burro e o cavalo. Pode ser muito útil como animal de carga mas é um beco sem saída do ponto de vista reprodutor.

Uma equipa de investigadores do Panamá, Colômbia e Reino Unido conseguiram obter as borboletas Heliconius heurippa em laboratório ao cruzar duas outras espécies de borboleta: Heliconius cydno e Heliconius melpomene.

"O facto de termos recriado esta espécie em laboratório fornece uma rota bem convincente para a forma como a espécie terá surgido na natureza", explica o co-autor do artigo Chris Jiggins, da Universidade de Edimburgo.

Jesus Mavarez, outro dos autores do estudo, do Smithsonian Tropical Research Institute no Panamá, explica: "Descobrimos que o padrão das asas igual ao dos híbridos pode ser obtido em meses, após apenas três gerações de cruzamentos em laboratório entre H. cydno e H. melpomene."

"Mais ainda, os híbridos naturais de San Cristobal, Venezuela, mostram padrões das asas muitos semelhantes aos de H. heurippa, apoiando ainda mais a ideia da origem híbrida desta espécie."

Para além disso, há um acumular de provas circunstanciais relativamente há especiação híbrida em moscas da fruta Ragoletis e várias espécies de peixes, como alguns ciclídeos africanos.

Alguns investigadores também suspeitam que o lobo vermelho americano pode ser o produto da hibridação entre coiotes e lobos. 

Os padrões de cor nas asas das borboletas podem ser cruciais na formação de novas espécies, pois servem como dicas para os animais em busca de parceiros. Estas borboletas são muito cuidadosas na escolha de parceiros com o seu próprio, típico da espécie, padrão de cores nas asas.

H. heurippa encontra-se nos Andes ocidentais da Colômbia (Image @Christian Salcedo))

O padrão das asas de H. heurippa torna-os pouco desejáveis para o acasalamento perante os membros da espécie próxima mas atractivos uns para os outros, reforçando os padrões de acasalamento que levam à formação de uma nova espécie.

Estes padrões específicos de uma espécie também são cruciais para afastar os predadores. As borboletas produzem toxinas quando são devoradas e os predadores aprendem a reconhecer e evitar um tipo específico de padrão de asas.

Estas situações estão tão finamente ajustados que as borboletas com desvios mínimos nos padrões de cor das asas sofrem imediatamente uma predação superior."

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gatafunhado por gringa às 12:32
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Alterações climáticas estão a acelerar evolução?
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As aves alemãs estão a alterar os seus padrões de migração, os esquilos vermelhos canadianos reproduzem-se cada vez mais cedo no ano e os mosquitos de Newfoundland permanecem activos bem para além do início de Agosto.

Tradicionalmente, os cientistas têm visto estas alterações apenas como alterações comportamentais face a um ambiente em alteração, neste caso devido ao aquecimento global.

Mas agora os cientistas dizem que estas alterações vêm acrescentar mais evidências à já grande quantidade de provas que aponta para o facto de, para alguns animais, o aquecimento global está a desencadear alterações genéticas que estão a modificar os ecossistemas em que vivemos.

O efeito é mais notório nas latitudes mais elevadas, onde o clima se está a tornar mais e mais parecido com o de zonas mais a sul, dizem os investigadores.

"Ao longo dos últimos 40 anos, as espécies animais têm vindo a estender o seu território em direcção aos pólos, enquanto outras espécies migram, desenvolvem-se ou reproduzem-se mais cedo", diz William Bradshaw, geneticista evolutivo da Universidade do Oregon em Eugene.

Estas alterações não são apenas uma resposta a Verões mais quentes mas antes reflectem alterações rápidas e recentes relativamente ao clima de modo geral, argumentam Bradshaw e a sua colega Christina Holzapfel num artigo publicado na edição mais recente da revista Science.

"A ênfase nas temperaturas de Verão é pura e simplesmente errada", diz Holzapfel. "As temperaturas de meados do Verão na Florida não são assim tão diferentes das de Fairbanks, Alaska. Trata-se, isso sim, do alongamento da estação de crescimento e da altura em que ocorrem os acontecimentos sazonais."

Muitos animais utilizam as alterações do fotoperíodo como sinal para quando acasalar, migrar ou hibernar mas com o aquecimento global a tornar o Alaska cada vez mais parecido com o Mississipi, as dicas de que os animais dependiam já não estão de acordo com o clima.

Bradshaw e Holzapfel citam como exemplo a toutinegra-de-barrete-preto sylvia atricapilla, uma ave que tradicionalmente nidifica na Alemanha e de seguida migra para Espanha e Portugal.

Algumas destas aves começaram a migrar para oeste em direcção à Inglaterra, onde agora existe um clima de Inverno adequado, explicam os investigadores. Na Primavera, estas aves inglesas chegam mais depressa à Alemanha que as suas primas portuguesas e espanholas, obtendo os melhores locais de nidificação.

Para além disso, salientam Bradshaw e Holzapfel, os padrões de migração leste-oeste são instintivos, indicando que já estão embebidos nos genes das aves inglesas. A nota boa desta situação é que alguns animais serão capazes de se adaptar a alterações climáticas continuadas, ainda que muitos outros tenham consideráveis dificuldades.

"Animais de grande porte, como os ursos polares, terão muita dificuldade em adaptar-se", diz ela. "Têm um ciclo de vida longo, logo é relativamente demorado para eles o desenvolvimento de uma adaptação genética."

Ao longo do tempo, diz ela, "as comunidades ecológicas vão tornar-se completamente diferentes."

A adequação dos ciclos de vida dos organismos ao seu ambiente é essencial à sua sobrevivência, diz Steven Running, investigador florestal da Universidade do Montana em Missoula. 

O aquecimento global, diz ele, está a alterar o tempo ideal para as actividades sensíveis à temperatura, sem alterar o ciclo de horas de luz de um dado local. O resultado é um desencontro entre o clima alterado e as dicas programadas geneticamente de que os organismos dependem actualmente.

A capacidade de plantas e animais para evoluir face a estas alterações, diz Running, "pode muito bem definir quais as espécies que sairão vencedoras e quais as derrotadas na adaptação a climas em alteração rápida.""

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gatafunhado por gringa às 12:30
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Golos geram golos!
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Matemáticos com paixão pelo futebol provaram um dos clichés clássicos do desporto-rei: quando uma equipa marca, é como se se abrissem as comportas e irão de rompante em direcção à vitória com uma chuva de golos.

Por vezes considerado mais um mito do futebol, esta febre do golo pode ser observada em resultados futebolísticos desde há décadas, diz o matemático Martin Weigel da Universidade de Heriot-Watt em Edimburgo, que realizou a análise em conjunto com colegas da Universidade de Leipzig na Alemanha, anfitriã do Campeonato Mundial 2006.

A equipa de Weigel examinou os resultados das equipas masculinas e femininas da primeira liga alemã de futebol, bem como de todos os Campeonatos Mundiais anteriores. Descobriram que os jogos com resultados volumosos aconteciam mais frequentemente do que seria de esperar se os resultados finais das equipas fossem distribuídos aleatoriamente.

Este facto sugere que as equipas não marcam apenas um número de golos proporcional à sua perícia mas antes são levadas a voos mais altos após marcarem pela primeira vez. Os investigadores chamam ao fenómeno o efeito de auto-afirmação.

"De cada vez que uma equipa marca, geralmente aumenta a probabilidade de marcar mais vezes durante o resto do jogo", explica Weigel. Eles e os seus colegas conceberam um modelo matemático em que as probabilidades de uma equipa marcar são multiplicadas de cada vez que surge um golo e descobriram que estava de acordo com a distribuição desfasada de forma perfeita.

O efeito é mais notório nas ligas secundárias do que nos escalões mais elevados do futebol, acrescenta Weigel. Nas finais do Campeonato do Mundo, explica ele, as equipas estão mais equiparadas e por isso é menos provável que uma tenha uma vantagem psicológica. Isso pode explicar porque na fase final o resultado mais desnivelado foi a vitória da Áustria sobre a Suíça 7-5 em 1954, enquanto nas qualificações Austrália arrasou a Samoa Americana por 31-0 em 2002.

A mesma teoria pode explicar porque a liga da Alemanha de Leste, antes da unificação em 1990, tinha resultados muito mais volumosos que a profissional Bundesliga, diz Wiegel.

Os futebolistas que se preparem para lidar com os efeitos desgastantes do ponto de vista mental da concessão de um golo, se querem evitar ser vítimas deste impulso do golo, diz Tim Rees, psicólogo desportivo da Universidade de Exeter, "quando as equipas estão a ir bem tornam-se mais confiantes, mas e se ficarem a perder nos primeiros cinco minutos? Preparem-se para o sucesso mas também para quando as coisas não correm assim tão bem."

Rees encoraja as equipas a desenvolver uma estratégia para lidar com a cedência de um golo. "O importante é ter um plano B firme", diz ele. Tipicamente, ele recomenda que os jogadores passem cinco minutos imediatamente após sofrerem o golo concentrados em manter-se relaxados e focados no seu estilo de jogo. "A ideia é não entrar em pânico e começar a correr pelo campo como galinhas sem cabeça."

Rees também salienta a insensatez de tentar defender uma vantagem de um golo em vez de tentar acabar com um adversário vulnerável, algo que muitos dos candidatos ao título mundial deste ano já foram acusados de fazer no passado.

Weigel diz que os seus dados também mostram quais os candidatos ao trofeu deste ano são historicamente melhores a explorar o efeito de auto-afirmação: Inglaterra, que demoliu a Alemanha 5-1 em 2001, numa ponta do espectro e na outra a Itália, que tem vivido à custa da sua reputação de ganhar à custa de defender magras vantagens."
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gatafunhado por gringa às 12:29
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Florescimentos de plâncton podem ser indício de terramoto
" Foi demonstrado que a concentração do pigmento fotossintético clorofila em águas costeiras aumenta imediatamente antes da ocorrência de terramotos, devido ao florescimento do plâncton.

Uma equipa de investigadores americanos e indianos analisou dados recolhidos por satélite sobre as zonas costeiras marinhas próximas do epicentro de quatro terramotos recentes, tendo apresentado as suas conclusões na revista Advances in Space Research

Segundo eles, seguir os picos de concentração de clorofila pode fornecer informação antecipada sobre um terramoto eminente. Os autores alegam que os florescimentos de clorofila estão associados à libertação de energia térmica que antecede um terramoto.

Esta libertação de energia aumenta a temperatura das águas oceânicas e o fluxo latente de calor de superfície, ou seja, a quantidade de energia que se desloca da superfície para o ar através da evaporação. Por sua vez, há um aumento do chamado upwelling, o processo através do qual a água fria, rica em nutrientes, é transportada do fundo do mar para a superfície.

O upwelling aumenta a produtividade do fitoplâncton e dá origem a florescimentos, que podem ser vistos como concentrações elevadas de clorofila, mais especificamente de clorofila a.

O movimento das placas tectónicas basicamente o que faz é aproximar a temperatura da terra com a do oceano, criando as condições para que o plâncton se desenvolva.

"Não penso que os cientistas esperassem um comportamento tão anormal da clorofila a", diz o co-autor do estudo Ramesh Singh do Indian Institute of Technology de Kanpur, Índia. "Se o epicentro de um sismo está muito perto da costa então as concentrações anómalas de clorofila a são visíveis claramente ao largo dessa costa."

Os investigadores utilizaram quatro sismos recentes em Gujarat, Índia (2001), Algéria (2002), ilhas Andaman (2002) e Bam, Irão (2003).

Usando imagens de satélite e medidas da temperatura da água do mar, descobriram uma correlação entre picos de concentração de clorofila e a proximidade relativamente ao epicentro de um terramoto eminente. 

O grau de "alerta prévio" dependia da profundidade do oceano na zona e da proximidade ao epicentro do sismo, com o segundo destes factores a ter precedência.

No caso de nebulosidade forte na zona impedir os satélites de detectar a produção de clorofila, a temperatura do mar pode ser uma forma paralela de informação sobre a eminência de um terramoto, argumentam os investigadores."
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gatafunhado por gringa às 12:28
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Tumores cerebrais atacam universidade
"Uma universidade de Melbourne desocupou os pisos superiores de um dos seus edifícios após uma série de casos de tumores cerebrais terem sido detectados no mês passado. 

A maior parte afectou pessoal que trabalhava no piso mais alto, reacendendo o receio de que as antenas de telemóvel no topo do edifício sejam as responsáveis pela situação, ainda que os peritos considerem bem mais provável que se trate de uma infeliz coincidência.

Desde de meados de Abril, cinco pessoas que trabalham na Escola de Negócios do Royal Melbourne Institute of Technology (RMIT) desenvolveram tumores cerebrais e dois outros casos já tinham sido identificados desde 1999. Dos sete casos, dois são malignos e cinco são benignos.

"Suspeitamos que possam existir outros casos mas ainda não estão confirmados", diz o representante da National Tertiary Education Union Matthew McGowan, que acrescenta que a união e a universidade têm recebido telefonemas e e-mails de outros membros do pessoal relatando problemas de saúde.

Cinco dos sete membros do pessoal trabalhavam no piso mais alto e, com a excepção de um, já trabalhavam no edifício há mais de uma década, quase sempre nos pisos superiores. 

"É demasiada coincidência para pensarmos que se trata de acaso", diz McGowan. A universidade ofereceu ao pessoal das dois últimos pisos espaços de escritório alternativos enquanto realiza uma investigação de duas semanas.

No entanto, estudos internacionais já realizados não conseguiram fornecer ligações convincentes entre o cancro e a utilização de telemóveis ou a proximidade às respectivas antenas.

"Não há provas consistentes presentemente de que este tipo de radiação cause tumores cerebrais, o que não quer dizer que isso seja impossível, apenas não é convincente", diz Anthony Swerdlow, epidemiologista do Institute of Cancer Research de Londres e membro do grupo de aconselhamento sobre radiações para o National Radiological Protection Board do Reino Unido.

Os resultados preliminares da investigação da universidade indicam que os níveis de radiofrequência são extremamente baixos, de acordo com o porta-voz da RMIT. "Os nossos testes iniciais mostram que não há motivo para alarme."

Apesar de pouco se saber acerca das causas dos tumores cerebrais, um agente bacteriano ou viral pode ser o responsável. "É apenas uma das muitas possibilidades", diz Richard McNally, um epidemiologista estatístico da Universidade de Newcastle upon Tyne, Reino Unido. 

McNally já tinha relatado anteriormente que a ocorrência de tumores cerebrais numa região da Holanda mostrava o padrão típico de doenças infecciosas. O RMIT também está a testar a qualidade do ar e da água para investigar essa possibilidade.

Muitos peritos dizem que é mais provável que se trate de um agregar casual de ocorrências. "O meu palpite mais forte é que pode muito bem ser obra do acaso", diz David Hill, director do Cancer Council de Vitória na Austrália. 

McNally, que também pensa que "tudo pode muito bem ser uma ocorrência casual que chamou à atenção", diz que a universidade deve determinar se os afectados apresentavam outros factores de risco conhecidos, como uma predisposição genética ou exposição prévia a radiação ionizante. Alguns dos membros do pessoal afectados tinham um historial que pode levar a um risco acrescido, segundo o porta-voz do RMIT.

O facto de cada tumor ser diferente dos restantes também torna pouco provável uma causa comum. "Os tumores detectados têm origens variadas e apenas três dos sete tipos têm associações conhecidas com a radiação", diz John Gall, da empresa privada Southern Medical Services, nomeada pelo RMIT para investigar a epidemiologia do surto.

Espera-se que a universidade apresente o seu relatório final no decorrer desta semana."

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gatafunhado por gringa às 12:27
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Dieta rica em leite pode trazer mais gémeos
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Uma dieta rica em leite e outros produtos lácteos pode aumentar as hipóteses de uma mulher ter gémeos, propõe um médico americano, com base num estudo de mulheres vegetarianas.

A taxa de nascimento de gémeos nos Estados Unidos subiu mais de 75% entre os anos de 1980 e 2003. Parte desta subida pode ser explicada pela utilização de tratamentos de fertilidade, que sobem o risco de nascimentos múltiplos mas nunca a sua totalidade, dizem os investigadores. Atendendo a que uma gravidez de gémeos é mais arriscada tanto para a mãe como para a criança, os cientistas estão muito interessados em saber o que pode estar por trás desta subida.

Gary Steinman do Long Island Jewish Medical Center em New Hyde Park, Nova Iorque, efectuou uma comparação simples: recolheu registos dos partos de mais de 1000 mulheres vegetarianas que não consomem qualquer tipo de produto de origem animal. Calculou que as mulheres vegetarianas tinham cerca de 5 vezes menos probabilidade de terem gémeos que as mulheres omnívoras ou vegetarianas que comem produtos lácteos. 

Steinman sugere que a diferença na taxa de produção de gémeos se resume a uma diferença na dieta das mães. Ele sugere que os alimentos resultantes de produtos animais, em particular os lácteos, podem promover a produção de uma proteína, designada factor de crescimento do tipo insulina ou IGF, nas mulheres. Este facto promove a libertação de oócitos pelos ovários, logo aumenta a probabilidade de mais do que um poder ser fecundado na mesma altura. Há um grande aumento na utilização de hormonas de crescimento nas vacas leiteiras, o que pode estar a ter impacto nesta situação.

Apesar do estudo ser preliminar, Steinman aponta para outras evidências que apoiam a sua teoria. Investigações prévias já tinham mostrado que as mulheres estritamente vegetarianas tinham níveis de IGF inferiores aos das outras mulheres. Outros estudos sugeriam que a taxa de produção de gémeos é mais elevada em países que consomem mais leite.

A hipótese é muito interessante, diz Paul Haggerty que estuda nutrição, fertilidade e doenças associadas no Rowett Research Institute de Aberdeen, Reino Unido, mas existem outras razões para o facto de as mulheres vegetarianas terem menos gémeos, salienta ele. As mulheres que bebem leite tendem a ser mais gordas ou melhor nutridas e as mulheres mais pesadas têm maior probabilidade de ter gémeos. Alternativamente, podem estar em falta certos nutrientes na dieta nas mulheres vegetarianas.

É prematuro que as mulheres comecem a alterar a sua dieta como forma de reduzir o risco de terem gémeos, diz Haggerty: "Há muitas pontas soltas ainda."

O ter gémeos é frequentemente característico de certas famílias, o que mostra que a probabilidade desta ocorrência é parcialmente determinada pelos genes. Mulheres mais velhas também têm mais probabilidade de ter gémeos, logo a subida do número de mães mais velhas, associada aos tratamentos de fertilidade, está a fazer crescer o número de gémeos.

A noção de que a dieta pode desempenhar um papel nesta questão é relativamente nova. Outros estudos já tinham dado a entender que o que comemos pode afectar a produção de gémeos. Haggerty publicou um estudo já este mês que mostra que níveis mais elevados de vitamina B e de ácido fólico aumentam a probabilidade de nascimentos múltiplos em mulheres sujeitas a fertilização in vitro, talvez devido à presença da vitamina aumentar a probabilidade de dois embriões sobreviverem.

Identificar que nutrientes são mais importantes na produção de gémeos pode ajudar a controlar o aumento dos nascimentos múltiplos. Não há nada que as mulheres possam fazer quanto à sua composição genética mas "podem fazer alguma coisa em relação à sua dieta", diz Haggarty."

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Relatório chama a atenção para consequências da falta de sono
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A privação de sono está a custar aos Estados Unidos centenas de biliões de dólares por ano, pelo menos é que dizem os peritos que publicaram um relatório sobre este problema de saúde cada vez mais importante mas tantas vezes ignorado.

A televisão 24 horas por dia e o aumento dos dias de trabalho significam que muitas pessoas estão a dormir cada vez menos e apesar de todos sabermos que não ter horas de sono suficientes nos é prejudicial, os médicos e os investigadores estão apenas agora a aperceber-se do real custo da situação para a nossa saúde.

Para estimar a dimensão do problema do sono na sociedade, e para encontrar formas de o resolver, um grupo de organizações de investigação do sono pediu ao Instituto de Medicina americano para estudar a questão.

Um painel de 14 autoridades na questão revela que o impacto da falta de sono é "chocante" mesmo para os peritos na questão. Referem que cerca de 50 a 70 milhões de americanos sofrem de distúrbios do sono e incontáveis mais de privação do sono.

Muitos especialistas do sono dizem que um bom sono por noite é tão importante para a nossa saúde como a nossa dieta ou exercício regular. O problema é que "é uma questão subavaliada e subestimada", diz Harvey Colten da Universidade de Columbia em Nova Iorque, que presidiu ao painel de especialistas.

A maioria das pessoas precisa de sete a nove horas de sono por noite, tudo o que seja inferior começa a causar deslizes mentais e físicos mas muitos não seguem este conselho. "As pessoas levam a questão com muito pouca seriedade", diz Charles Czeisler da Harvard Medical School de Cambridge, Massachusetts, e presidente da Sleep Research Society.

No extremo mais gravoso do espectro encontramos perturbações com definições clínicas muito claras, como a insónia crónica, a narcolepsia e a apneia do sono, uma doença vulgar em que os pacientes deixam temporariamente de respirar durante a noite.

Os resultados podem ser muito graves. Cerca de 20% dos acidentes rodoviários graves estão associados a condutores sonolentos e um número crescente de estudos associa a falta de sono a um aumento do risco de contrair doenças mortais como a obesidade, diabetes e doenças do coração, apesar destas associações ainda não terem uma razão clara. "O que começa a ser apreciado agora é que o sono está integrado com muitos outros campos da medicina", diz Czeisler.

É difícil avaliar os verdadeiros custos destes problemas. De acordo com uma estimativa apresentada neste relatório, os negócios americanos perde cerca de €150 biliões anualmente devido às ausências de empregados cansados, aos acidentes que sofrem ou à sua baixa produtividade. No topo desta lista estão os custos com o aumento do número de consultas médicas e de acidentes.

Os peritos dizem que muitos problemas de sono podem ser resolvidos eliminando maus hábitos, por exemplo, reduzindo a cafeína e não ver televisão na cama. Para diagnosticar problemas mais sérios, sugere o relatório, seria bom desenvolver monitores mais baratos para seguir as ondas cerebrais em casa e não no laboratório.

Outros estudos são necessários sobre a questão do verdadeiro motivo porque o corpo necessita de dormir em primeiro lugar, acrescenta o painel, e de que forma, exactamente, pode conduzir ao surgimento de doenças. Estas questões complicadas têm-se mostrado difíceis de responder.

Os autores recomendam uma campanha de saúde pública para ajudar a ensinar tanto os médicos como os pacientes acerca da importância de uma boa noite de sono e das graves consequências para a saúde da sua falta. "isto pode ter um tremendo impacto", diz Lawrence Epstein, presidente da American Academy of Sleep Medicine em Westchester, Illinois."

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gatafunhado por gringa às 12:24
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Serão as experiências de quase morte apenas um sonho?
" As pessoas que tiveram experiências de quase morte têm maior probabilidade de misturar o sonho com a realidade que as pessoas não não tiveram tal experiência, dizem os investigadores.

Em momentos de perigo ou trauma extremos muitas pessoas relatam terem tido experiências extra-corporais, como a visão de luzes intensas ou um profundo sentimento de paz. "As experiência de quase morte são bem mais comuns do que se pensa", diz o neurofisiólogo Kevin Nelson da Universidade do Kentucky em Lexington, principal autor do estudo publicado na revista Neurology.

Alguns estudos mostraram que a estimulação eléctrica do cérebro pode desencadear aspectos das experiências de quase morte (veja Electrodes trigger out-of-body experience). As drogas podem ter o mesmo efeito: a cetamina, um tranquilizante de equídeos e uma droga recreativa ilegal, pode causar muitos destes sintomas mas as experiências de quase morte espontâneas permanecem por explicar.

Nelson começou a investigar o fenómeno após ler sobre experiências de quase morte em que as pernas e braços dos pacientes ficavam paralisados. Ele sabia que algumas pessoas sofrem o mesmo tipo de paralisia mesmo antes de adormecer ou logo após acordar. "Foi como uma lâmpada a acender-se sobre a minha cabeça", diz ele.

Através da Near Death Experience Research Foundation, com sede em Federal Way, Washington, Nelson encontrou 55 pessoas que tinham relatado experiência de quase morte após incidentes traumáticos como acidentes de automóvel ou cirurgia cardíaca. Ele também entrevistou um igual número de pessoas sem esse tipo de experiência.

Dos que registavam esse tipo de experiência, 60% também relatavam ter tido pelo menos um incidente em que tinham sentido confusão entre o sonho e a realidade. Para aqueles que não tinham tido essas experiências o valor era de apenas 24%.

Esses períodos confusos podem incluir a paralisia do sono, enquanto outros relatam ter tido alucinações visuais ou auditivas. Estes incidentes podem ocorrer quando alguns aspectos do sonhar durante o sono ou períodos de rápido movimento dos olhos (sono REM) se interpõem no estado de vigília.

No sono REM os músculos podem perder a tonicidade, induzindo a sensação de paralisia. A actividade visual durante este estado também pode explicar a sensação de estar rodeado de luz.

O sono REM ocorre no tronco cerebral, a zona basal do cérebro que estabelece a ligação à espinal medula e que controla a maioria das funções básicas da vida. "Ironicamente, esta zona mais primitiva do cérebro pode gerar experiências que para muitos são a definição de ser humano", diz Nelson.

Ele espera investigar mais desta experiências de quase morte através do estudo de pessoas que tiveram experiências extra-corporais independentemente de situações de trauma.

Nelson não exclui a possibilidade de que outros factores psicológicos ou espirituais também desempenharem um papel. "Estou interessado em como esta experiência é gerada, é apenas até onde vou", diz Nelson. Acerca do significado último destas experiências, ele deixa a questão para outros responderem."

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gatafunhado por gringa às 12:23
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Um comprimido para combater o medo?
"Entra em pânico com a perspectiva de falar em público? Foge em direcção a terreno elevado só com a menção de aranhas? A ajuda pode vir a caminho: os investigadores desenvolveram uma forma de aliviar esses sintomas incapacitantes das fobias.

O tratamento, desenvolvido por uma equipa liderada por investigadores suíços, pode vir um dia a ajudar as pessoas a enfrentar os seus medos simplesmente por tomar um comprimido antes de enfrentar uma situação de stress.

Os investigadores esperam que pode mesmo atingir-se efeitos permanentes, ajudando os fóbicos a enfrentar a desanimadora perspectiva de frequentar terapia em que possam lidar cara a cara com os seus medos.

O remédio contém ma hormona humana designada cortisol, produzida naturalmente pelo corpo em tempos de stress ou medo, como forma de ajudar a reduzir a resposta de pânico. Estudos prévios mostraram que o aumento dos níveis de cortisol nos ajudam a ignorar memórias e emoções penosas, permitindo-nos lidar de forma mais eficiente com situações de stress.

Os investigadores liderados por Dominique de Quervain, da Universidade de Zurique, estudaram se a alteração artificial dos níveis de cortisol poderia ajudar os fóbicos a superar os medos paralisantes que sentem quando enfrentam a fonte da sua ansiedade.

Testaram 40 pessoas com fobias sociais e 20 com medo de aranhas. A metade deles deram cortisol e depois, uma hora depois, forçaram os voluntários a fazer uma apresentação pública, a realizar testes matemáticos de improviso ou a ver uma fotografia gigante de uma aranha. Os participantes que tomaram cortisol relataram terem tido significativamente menos medo, numa escala de 0 a 10, que aqueles que receberam um placebo.

O passo seguinte será repetir o teste com uma amostra maior de pessoas, refere de Quervain, e combinar os resultados com técnicas de comportamento.

Os psicólogos não sabem exactamente o que causa as fobias graves, diz de Quervain. Os fóbicos podem ter níveis naturalmente baixos de cortisol, o que significa que da primeira vez que encontram uma aranha, ou enfrentam uma audiência, desenvolvem um medo intenso que se apodera das suas mentes. E se as defesas de cortisol são naturalmente baixas, isto pode impedir que se desenvolvam reacções de não-pânico em exposições subsequentes ao mesmo estímulo.

Tradicionalmente, as fobias severas são tratadas com terapia comportamental, em que o paciente gradualmente enfrenta o seu medo. Um aracnofóbico, por exemplo, pode começar por observar fotografias de aranhas, antes de gradualmente ver ou lidar com os animais reais.

O cortisol pode ajudar as pessoas a ultrapassar os seus medos iniciais quando começam esse tipo de tratamento e aumentar a proporção de pacientes que permanecem nos cursos, sugerem os investigadores. "Talvez eles aprendam mais depressa que o estímulo não é merecedor do medo", diz de Quervain.

A hormona, que tem um vasto leque de efeitos tanto no corpo como no cérebro, já é usada para tratar doenças crónicas como a artrite. Os efeitos secundários da sua utilização diária incluem alterações na pressão sanguínea e no metabolismo, bem como o risco de diabetes. Também se teme que a exposição prolongada a níveis aumentados de cortisol possam afectar a memória a longo prazo.

A dose de cortisol necessária para que alguém ultrapasse as suas fobias deve ser, espera-se, pequena e pouco frequente, mais uma ajuda para o início da terapia do que uma medicação a longo prazo, diz de Quervain. "Nunca se tratara de um comprimido diário, mas pode ser usado em combinação com a terapia comportamental.""

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gatafunhado por gringa às 12:22
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Terá a Terra semeado Vida pelo Sistema Solar?
"Bactérias terrestres podem ter atingido planetas e luas distantes depois de terem sido lançadas para o espaço por fortes impactos meteoríticos, sugerem os cientistas.

A proposta inverte exactamente a teoria da panspermia, que sugere que a Vida na Terra terá resultado de microrganismos trazidos de outros planetas por cometas ou meteoritos que atingiram o nosso planeta.

Ambas as teorias vêem a Vida a espalhar-se pelo Sistema Solar da mesma forma que uma constipação se espalha através de uma sala cheia de gente, explica Jeff Moore, um investigador planetário do centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, Califórnia. "A partir do momento que um planeta contrai Vida, todos a apanham."

Os impactos em marte e na Lua lançaram, é conhecido, material rochoso para o espaço que acabou por atingir a Terra, sob a forma de pequenos meteoritos. Mas o lançamento de rochas terrestres até aos confins do Sistema Solar é mais complicado, pois o material tem que vencer a forte gravidade do Sol no seu percurso em direcção ao exterior.

Para descobrir que quantidade de rochas poderia atingir os limites do Sistema Solar, uma equipa de cientistas usou um modelo de computador para localizar milhões de fragmentos ejectados por um impacto maciço simulado, como o que originou a cratera de Chicxulub há cerca de 65 milhões de anos. Eventos semelhantes pensa-se que tenham ocorrido várias vezes na história da Terra.

Os investigadores analisaram quantos fragmentos terrestres atingiriam ambientes considerados relativamente adequados à Vida, como a lua de Saturno Titã e a lua de Júpiter Europa. "Eu assumi que a resposta seria muito, muito poucos", diz Brett Gladman, cientistas planetário da Universidade de British Columbia em Vancouver, Canadá, e líder do estudo.

Mas Gladman ficou surpreendido ao descobrir que no espaço de 5 milhões de anos, cerca de 100 objectos atingiriam Europa, enquanto Titã receberia perto de 30 impactos. Ele apresentou os resultados na Conferência de Ciência Planetária e Lunar que decorreu em League City, Texas, a 16 de Março.

Mas podem as bactérias sobreviver ao súbito calor e aceleração de serem lançadas para o espaço?

Outros investigadores presentes na conferência sugerem que podem. Wayne Nicholson, um microbiólogo da Universidade da Florida em Gainesville, testou a ideia com uma arma do tamanho de uma casa no Centro de Pesquisa Ames da NASA.

Ele e os seus colegas dispararam uma bala do tamanho de um berlinde a cerca de 5 Km/s contra um prato contendo esporos bacterianos em água, como forma de simular o impacto meteorítico. 

Os detritos que se espalharam foram capturados em placas de espuma e a equipa descobriu que cerca de 1 em cada 10 mil bactérias tinha sobrevivido. "É uma validação experimental de um cálculo relativamente fundamentado", diz Moore.

Muitos astrobiólogos acreditam que as bactérias, uma vez no espaço, podem sobreviver à exposição à radiação cósmica durante a viagem. Infelizmente, uma aterragem explosiva em Europa quase de certeza que esterilizaria as poucas rochas que lá conseguissem chegar.

"Mas titã é outra história", diz Gladman. A espessa atmosfera da lua iria destruir completamente o meteorito antes de abrandar a descida dos fragmentos. O mesmo processo acontece com os impactos de meteoritos na Terra. "É uma bela rede de segurança", diz Gladman. 

O calor da aterragem poderia mesmo derreter o gelo e abrir uma pequena poça de líquido de curta duração para os visitantes, acrescenta ele.

Na conferência, perguntaram a Gladman se, assumindo que algumas bactérias chegavam vivas à superfície de Titã, elas poderiam desenvolver-se com as temperaturas de cerca de -170°C. "Isso é algo que vocês têm que descobrir", respondeu ele à audiência, "eu sou apenas o mensageiro.""

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gatafunhado por gringa às 12:21
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Ter-se-ão os Homens modernos e de Neanderthal cruzado entre si?
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A ideia de que os Homens de Neanderthal e os primeiros humanos modernos a viver na Europa possam ter-se cruzado foi reforçada por uma nova análise de ossos descobertos numa caverna da Roménia há mais de 50 anos.

Os ossos mostram uma mistura de características do Homem moderno e do Homem de Neanderthal, o que levou os investigadores a sugerir que os dois grupos se podem ter cruzado e produzido descendência.

Os fósseis incluem partes de um crânio, de uma mandíbula e de uma omoplata. Apesar de se assemelharem mais a humanos modernos, com nariz estreito e arcadas supraciliares reduzidas, por exemplo, os fósseis também mostram outras características vulgarmente associadas aos Neanderthal, como uma saliência pronunciada na parte de trás do crânio e um maxilar inferior sem queixo distinto.

"Os humanos modernos encontraram-se, misturaram-se e cruzaram-se com os Neanderthal por toda a Europa", diz Erik Trinkaus da Universidade de Washington em St Louis, Missouri, cuja equipa relata as suas descobertas na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences. "As evidências retiradas destes fósseis são mais uma peça deste puzzle."

Híbridos (ou possíveis híbridos) anteriormente conhecidos tinham sido encontrados por Trinkaus em Portugal e na Republica Checa. Quanto mais amostras dessas são descobertas, salienta ele, mais sólida é a teoria de que as espécies se cruzaram.

Descobertas recentes têm batido na tecla de que os Homens de Neanderthal e os humanos modernos viviam em muitas bolsas de habitat partilhado durante milhares de anos. 

Antes de 50 mil anos atrás os Neanderthal estavam sozinhos no continente europeu mas há cerca de 20 mil anos a maioria dos habitantes europeus eram humanos modernos. O período intermédio é "uma completa trapalhada", diz Clive Finlayson do Museu de Gibraltar, estudioso deste período.

O debate continua sobre se as duas espécies se guerrearam, se viveram pacificamente lado a lado ou mesmo se acasalaram. Também não é claro se a sua descendência seria fértil ou estéril como as mulas. Trinkaus, no entanto, está convencido que a descendência era produzida e era funcional.

Um problema com esta teoria é o acumular de dados de DNA de Neanderthal. As sequências analisadas até à data sugerem que não houve mistura genética entre as duas espécies, apoiando a ideia de que os Neanderthal foram substituídos pelos humanos modernos à medida que estes se espalhavam pela Europa.

Outro puzzle por resolver é que virtualmente não há fósseis europeus com mais de 30 mil anos que se assemelhem a humanos modernos. "Se temos Homens de Neanderthal e humanos modernos a hibridar, porque só encontramos Neanderthal e híbridos?", pergunta Finlayson. "Onde estão os humanos puros?"

Trinkaus e os seus colegas caracterizaram os ossos, descobertos na gruta de Pestera Muierii do sul da Roménia, e dataram-nos radiactivamente com carbono, descobrindo que tinham 30 mil anos, o que encaixa muito bem na teoria de que os híbridos se formaram na época que os Neanderthal e os humanos modernos partilhavam território.

"O mais importante é que demonstra que quando estas pessoas se encontraram se viam uns aos outros fisicamente e socialmente como parceiros adequados", diz Trinkaus. "E juntaram-se mesmo." "

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gatafunhado por gringa às 12:02
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Terá sido inevitável o surgimento da Vida na Terra?
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O surgimento da Vida na Terra parece ter enfrentado tantos obstáculos (obter os ingredientes correctos, por exemplo, e organizá-los em formas de vida durante o bombardeamento com meteoritos) que os cientistas frequentemente se sentem forçados a olhar para a situação como vagamente miraculosa mas agora dois investigadores americanos sugerem que, pelo contrário, pode ter sido inevitável.

Eles argumentam que a Vida era a consequência necessária do acumular de energia disponível devida aos processos geológicos da Terra primitiva. A Vida surgiu neste ambiente, dizem, da mesma forma que os relâmpagos aliviam o acumular de cargas eléctricas nas nuvens de trovoada.

Por outras palavras, dizem o biólogo Harold Morowitz da Universidade George Mason em Fairfax, Virginia, e o físico Eric Smith do New Mexico's Santa Fe Institute, o ambiente geológico "forçou a Vida a existir".

Este modo de ver a situação implica que não só a Vida tinha que surgir na Terra, como que o mesmo irá acontecer em qualquer planeta com condições semelhantes. Smith e Morowitz esperam, em última análise, prever os primeiros passos da origem da Vida com base em leis da física e da química apenas.

Morowitz e Smith admitem que ainda não têm as ferramentas teóricas para fundamentar os seus argumentos ou para demonstrar que forma esta "Vida inevitável" deve ter mas, argumentam eles, deve ter usado os mesmos processos químicos que conduzem o nosso metabolismo mas ao contrário.

Uma fonte de energia geológica seriam os polifosfatos, criados através do vulcanismo. Estas moléculas funcionam como baterias, muito parecidas com as que as células actuais utilizam (ATP).

Outra fonte teriam sido as moléculas de hidrogénio, provavelmente abundantes na atmosfera primitiva, ainda que actualmente estejam praticamente ausentes. O hidrogénio pode ter sido gerado, por exemplo, por reacções entre a água do mar e o ferro dissolvido.

As reacções exoenergéticas entre o hidrogénio e o dióxido de carbono, lançado para a atmosfera pelos vulcões, podem produzir moléculas orgânicas complexas, as percursoras dos sistemas vivos.

No nosso metabolismo, uma série de reacções bioquímicas, conhecidas por ciclo do ácido cítrico, degradam compostos orgânicos dos alimentos em dióxido de carbono e energia. Horowitz e Smith dizem que os reservatórios de energia da Terra jovem podem ter feito funcionar o ciclo do ácido cítrico ao contrário, semeando os tijolos da Vida e, ao mesmo tempo, aliviando a "pressão energética" do ambiente.

Eventualmente estes processos teriam ficado alojados no interior de células, tornando o fluxo de energia mais eficiente. 

A ideia é "instrutiva e inspiradora", diz Michael Russell, especialista em origem da Vida do California Institute of Technology em Pasadena. A Vida, concorda ele, é "um sistema químico que retira e dissipa energia química".

Russell usou ideias semelhantes para argumentar que a Vida "teria surgido usando as mesmas vias em qualquer planeta rochoso, húmido e solarengo". O local mais provável onde isso ocorreria, acredita ele, é nos vulcões miniatura no fundo dos oceanos, conhecidos por fontes hidrotermais, onde os ingredientes e condições são perfeitas para o desenvolvimento da maquinaria química para a recolha de energia.

Os processos bioquímicos dos organismos vivos são altamente organizados. Os cientistas há muito que se interrogam sobre a forma como tais sistemas surgiram espontaneamente, quando a segunda lei da termodinâmica diz que o universo gera desordem crescente.

A resposta, de modo geral, é que bolsas de ordem surgiram à custa do aumento da desordem em seu redor. Horowitz e Smith pensam que essa ordem surge porque é um melhor "para-raios" para descarregar o excesso de energia.

Assim, dizem eles, apesar das importantes extinções que foram ocorrendo ao longo do tempo geológico, cada uma quase obliterando todas as formas de vida, a Vida ela própria nunca esteve em risco de desaparecer, pois uma Terra com Vida será sempre mais estável que uma estéril. Os investigadores chamam a este processo um "colapso para a Vida", que na sua perspectiva é tão inevitável como flocos de neve em ar frio e húmido. "

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gatafunhado por gringa às 12:00
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Algodão sem toxinas pode alimentar os mais pobres
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Os investigadores modificaram geneticamente plantas de algodão para produzirem sementes livres de toxinas, potencialmente libertando um conteúdo nutricional suficiente para alimentar 500 milhões de pessoas todos os anos no mundo.

O algodão é cultivado em mais de 80 países e é uma fonte primária de fibras para têxteis, fornecendo rendimentos importantes a perto de 20 milhões de agricultores na Ásia e em África mas uma característica pouco conhecida da planta do algodão é que por cada quilograma de de fibra produzida se forma também 1,65 quilos de semente cheias de proteína de alta qualidade. Assim, o algodão tem a capacidade de fornecer os requisitos proteicos de milhões de pessoas sem que haja qualquer redução na produção de fibras.

A semente do algodão é sub-utilizada devido à presença de gossipol, uma molécula tóxica que pertence a uma classe de químicos orgânicos conhecida por terpenóides. O gossipol encontra-se em glândulas localizadas nas folhas, caules e tecidos florais das plantas do algodão e dão ao organismo protecção contra insectos e agentes patogénicos. Apenas os animais ruminantes conseguem digerir com segurança a toxina.

Agora, usando a tecnologia de interferência de RNA (RNAi), os investigadores encontraram uma forma de alterar uma enzima crucial e reduzir o conteúdo em gossipol das sementes do algodão em 98%, ainda que deixando as defesas químicas do resto da planta intactas. 

A equipa mostra que a ausência da toxina é hereditária e que as plantas sem gossipol podem ser usadas na agricultura em larga escala na edição desta semana da revista Proceedings of the National Academies of Science.

"O que a investigação faz é disponibilizar uma enorme quantidade de recursos sub-utilizados para utilização directa como alimento para o Homem ou indirecta para alimento de galinhas, porcos ou peixes", diz Keerti Rathore do Institute for Plant Genomics and Biotechnology da Universidade A&M do Texas em College Station e principal autor do estudo.

Rathore salienta que a ração pode ir muito mais longe em galinhas, porcos e peixes do que vacas: são necessários cerca de 6 Kg de ração animal para produzir um quilo de bife, enquanto a razão para as galinhas é mais próxima de 2:1.

Deborah Delmer, directora associada da Rockefeller Foundation em Nova Iorque e perita em segurança alimentar agrícola, salienta que um benefício da utilização da tecnologia RNAi é que desliga a expressão de um gene em vez de activar uma nova função ou gene. "Assim, em vez de introduzir uma nova proteína estranha, estamos só a desligar um dado processo", explica Delmer. "Dessa forma, penso que as preocupações de segurança podem ser bem menores que com outras técnicas de engenharia genética."

Delmer salienta que um aspecto ainda desconhecido desta investigação é até que ponto é estável a supressão ao longo de muitas gerações. A equipa tenciona realizar testes de campo extensos para tirar essa dúvida.

Os investigadores tentaram pela primeira vez desbloquear o conteúdo nutricional da semente do algodão há mais de 50 anos, criando uma planta mutante sem glândulas. Conseguiram eliminar a presença de gossipol em todos os tecidos da planta mas dessa forma elas rapidamente foram atacadas por doenças e não puderam continuar a ser cultivadas.

Rathore pensa que o RNAi dá grandes esperanças para outras colheitas com compostos tóxicos. Uma resistente leguminosa conhecida por chícharo Lathyrus sativus, por exemplo, também poderia fornecer grande potencial nutritivo nas sementes se não tivesse uma neurotoxina. Muitas populações pobres na Ásia e em partes da África já recorrem a esta colheita de fome, como é designada, e por vezes sofrem de paralisia e outros problemas de saúde em consequência disso.

As sementes do algodão têm um sabor semelhante a nozes, diz Rathore. As sementes sem gossipol podem ser assadas e salgadas, diz ele, como a soja. A refeição também pode ser misturada com farinha de trigo, milho ou outros cereais para fornecer proteína para pão.

Os autores, que declaram não ter interesses financeiros na industria do algodão, estão esperançados que a colheita "pegue", apesar da resistência social aos organismos geneticamente modificados. "Não imediatamente mas pelo menos daqui a 10 ou 20 anos, penso que as pessoas vão aceitá-la", diz Rathore. "

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gatafunhado por gringa às 11:59
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Químico dá novo alento ao contraceptivo masculino
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Os cientistas estão a trabalhar num tratamento contraceptivo que pode ser capaz de impedir a ejaculação. 

Os investigadores do King's College de Londres aperceberam-se que drogas usadas no tratamento de pressão elevada e esquizofrenia tinham este efeito e já identificaram os químicos que imitam essa situação. Agora, a equipa planeia testá-los em estudos com animais e humanos, na esperança de ter um tratamento eficaz no espaço de cinco anos.

Os peritos em fertilidade agradecem o estudo, referindo que pode significar que os casais passem a partilhar a responsabilidade da contracepção.

Vários outros contraceptivos masculinos, administrados como injecções, implantes ou adesivos, estão também a ser desenvolvidos. A maioria baseia-se em hormonas que levam o cérebro a deixar de produzir as hormonas sexuais mas o tratamento do King's College actua impedindo a contracção do músculo longitudinal do vaso deferente, um dos responsáveis pela expulsão do esperma pelo pénis.

As drogas criadas para o tratamento da esquizofrenia e da tensão alta impediam a ejaculação nos homens que as usavam e descobriu-se que a situação era devida a este efeito há mais de uma década. O conhecimento não tinha sido tido em conta nestas circunstâncias porque as drogas tinham efeitos secundários importantes, como tonturas e sonolência, significando que não podiam ser usados como contraceptivos.

Os testes em tecidos humanos ajudaram a identificar os químicos que têm o mesmo efeito e a equipa está decidida a testar o tratamento em animais e, posteriormente, em humanos.

Propõe-se que os homens tomem um comprimido todos os dias, tal como as mulheres fazem com a pílula contraceptiva, ou podem tomar um comprimido algumas horas antes do acto sexual.

Como o contraceptivo não depende de hormonas, os investigadores sugerem que a fertilidade deve voltar ao normal no dia seguinte, se não for tomado novo comprimido.
Christopher Smith, que contribuiu para esta investigação, refere: "Se um homem tomar a pílula ao longo de um período de vários meses e de repente decidir deixar de o fazer, será de esperar que a fertilidade regresse ao normal tão rapidamente como se apenas tivesse tomado um comprimido."

Rebecca Findlay, da Family Planning Association também de Londres, comenta: "Torna-se muito cansativo para as mulheres serem sempre elas as responsáveis pela fertilidade. Será, para elas, uma nova forma de libertação."

Allan Pacey, secretário honorário da British Fertility Society, refere, por sua vez: É um conceito muito bem vindo, se os próximos testes demonstrarem que funciona. Há necessidade de algo para os homens tomarem."

Mas ele, ainda assim, está preocupado com a possibilidade de o esperma ser "reorientado" para a urina, ou que esteja apenas presente na uretra, e que ainda possam ocorrer gravidezes indesejadas. "

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gatafunhado por gringa às 11:58
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Pequenos animais levitados com a ajuda do som
" No norte da China existem peixes e formigas voadores como nunca se viu: cientistas da Universidade Politécnica do Noroeste em Xian usaram ondas sonoras para levitar estes e outros pequenos seres vivos, sem que lhes tenha sido causado qualquer dano aparente, ou perto disso...

Wen-Jun Xie e os seus colegas admitem que "a vitalidade dos peixes era reduzida" pela levitação, pois não podiam ser mantido imersos num recipiente cheio de água levitada, por mais que os mantivessem húmidos com um seringa. Ainda assim, as formigas, as joaninhas, aranhas e abelhas pareceram emergir tão bem como entraram.

Não é a primeira vez que seres vivos são colocados perante uma experiência tão elevatória. Em 1997 os físicos da Universidade de Nijmegen na Holanda levitaram um sapo usando um forte magneto para induzir um magnetismo fraco nos tecidos do animal, produzindo uma força magnética repulsiva.

Os supercondutores também podem induzir a levitação devido à sua capacidade de repelir campos magnéticos. Este efeito tem sido usado no Japão para apoiar uma placa de metal a flutuar com um lutador de sumo sobre ela. O mesmo efeito está a ser explorado para os comboios levitados magneticamente, apesar dos actuais comboios Maglev usarem electromagnetismo convencional para gerar a força de repulsão.

A levitação acústica é menos exótica. Utiliza a pressão das ondas de ultra-sons (sons com frequências mais elevadas que o alcance do ouvido humano) para manter um objecto a flutuar. O efeito já foi reconhecido em teoria desde 1930, e Xie e o seu colega Bing-Bo Wei já o tinham usado para levitar bolas de tungsténio extremamente densas.

A força de levitação é mais forte quando o objecto tem mais ou menos o mesmo tamanho que o comprimento de onda dos ultra-sons. Os investigadores chineses excitam os ultra-sons com um magneto que se contrai e expande rapidamente quando colocado num campo eléctrico oscilatório, enviando bolsas de ar com um comprimento de onda de 20 mm, mais ou menos o tamanho certo para levitar animais como formigas e pequenos peixes.

Apesar de largamente intocados, os animais parecem compreensivelmente perturbados pela experiência de flutuar em pleno ar. A formiga tento afastar-se andando no ar, enquanto a joaninha abriu as asas e os peixes e girinos tentam nadar, todos gestos igualmente fúteis.

"Não estou surpreso que não ocorram danos", diz Peter Christianen, que trabalha com levitação no laboratório de Nijmegen onde um sapo foi levitado. "As forças da gravidade são muito pequenas, logo negá-las não exige muito esforço."

Xie estima que as pressões exercidas na joaninha, por exemplo, lhe comprimam ligeiramente as costas e a barriga. Observou este feito de compressão ao levitar bolhas de líquido mas a força deve ser demasiado pequena para causar ferimentos, diz ele.

O resultado é mais do que apenas mais um número de circo. Os cristais que se formam quando levitados são mais livres de falhas e os materiais flutuantes não estão em contacto com as paredes de um recipiente, evitando a contaminação, ou permite que líquidos super-arrefecidos com um estímulo externo passem ao estado sólido.

Mas porque fazer levitar animais afinal? Em princípio isto pode imitar alguns dos efeitos de um ambiente sem peso, como as que os astronautas têm que enfrentar no espaço, sobre ossos e tecidos. Deverá ser muito difícil passar a levitação para a escala humana mas pequenos mamíferos como ratos podem ser mantidos a flutuar, em teoria, desta forma.

Neste momento, no entanto, o principal valor deste estudo é provavelmente gerar publicidade impressionante. "Quando levitamos algo como um sapo ou um morango", diz Christianen, "as pessoas sabem de que tamanho é e têm uma ideia da força do efeito.""

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gatafunhado por gringa às 11:56
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Aumento do oxigénio antecedeu o desenvolvimento de formas de vida complexas
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Um drástico aumento do teor de oxigénio na atmosfera pode ter desencadeado a evolução de formas de vida animal complexas. Análises químicas a sedimentos rochosos com 580 milhões de anos mostram que o nível de oxigénio no fundo do mar aumentou imediatamente antes do surgimento de animais de grande porte nesse ambiente.

Os investigadores há muito que pensavam que a emergência de formas de vida complexas, estranhas criaturas conhecidas como a fauna de Ediacara, teria sido desencadeada por um aumento do oxigénio de que esses animais necessitariam para viver mas não havia provas que apoiassem essa teoria.

Agora, dois artigos, publicados nas revistas científicas Nature e Science, concluem que o oxigénio neste período realmente disparou nos mares profundos. A atmosfera dessa altura, parece agora, tinha provavelmente cerca de 15% dos níveis actuais de oxigénio.

Don Canfield, ecologista do Nordic Centre for Earth Evolution em Odense, Dinamarca, examinou rochas da Península de Avalon na Newfoundland, que apresentam fósseis muito antigos de fauna de Ediacara.

A sua equipa analisou os diferentes tipos de ferro nas rochas para perceber o que estava a acontecer aos níveis de oxigénio da época. Águas sem oxigénio tendem a acumular uma relativamente pequena proporção de ferro reactivo, como óxido de ferro e minerais com carbonatos e sulfitos, nos sedimentos. Os resultados, publicados na última edição da revista Science, indicam que o oceano era essencialmente livre de oxigénio durante a glaciação Gaskiers mas depois apareceu quando o gelo derreteu.

Um surto de água rica em minerais oriunda deste gelo derretido pode ter ajudado a alimentar a vida vegetal e aumentado os níveis de oxigénio que desciam até ao fundo do mar, especulam os investigadores.

Com uma abordagem diferente, David Fike, do Massachusetts Institute of Technology em Cambridge, Estados Unidos, analisou o conteúdo em carbono e enxofre das rochas de Oman, que se formaram há 635-548 milhões de anos. Dados isotópicos ajudam a revelar que quantidade de sulfatos existia na altura, o que por sua vez revela as concentrações de oxigénio. Também esta equipa detectou um aumento dramático após a glaciação Gaskiers, de acordo com o seu artigo na revista Nature.

O oxigénio surgiu no planeta pela primeira vez há cerca de 2,3 biliões de anos mas o seu nível era demasiado baixo para suportar vida animal complexa.

Após um espaço de cerca de 580 milhões de anos, ainda levou algum tempo até que os animais complexos se desenvolvessem de forma segura. Foi há cerca de 35 milhões de anos, após o final da glaciação Gaskiers que a explosão câmbrica introduziu uma diversidade de formas de vida com esqueleto. É difícil dizer, no entanto, exactamente quando é que os primeiros animais complexos surgiram, pois os seus fósseis podem não ter ficado preservados. "

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gatafunhado por gringa às 11:54
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Descoberta brilhante na pele do polvo
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As moléculas que fazem com que a pele do polvo seja tão bem sucedida como camuflagem dinâmica podem fornecer aos cientistas pistas para a construção de materiais super-reflectores.

Os polvos, as lulas e os chocos desenvolveram revestimentos sofisticados que lhes permitem esconder-se em pleno oceano cheio de predadores famintos. Roger Hanlon, do Marine Biological Laboratory em Woods Hole, Massachusetts, analisou de perto este tipo de pele e identificou um novo grupo de proteínas com propriedades extraordinárias.

A equipa de Hanlon descobriu que a camada basal da pele do polvo, composta por células conhecidas por leucóforos, apresenta uma proteína reflectora, translúcida e sem cor. "Os reflectores proteicos são muito raros no reino animal", diz Hanlon.

Mas o que é ainda mais raro é o grau de capacidade reflectora destas proteínas, elas reflectem todos os comprimentos de onda de luz que as atingem e de qualquer ângulo. "Trata-se de uma deliciosa reflexão de banda larga", escreve Hanlon no encontro da Materials Research Society que decorreu em Boston.

O resultado é um material que parece espantosamente branco em luz branca e azul em luz azulada, como a que se encontra sob as ondas. "Estas células também acompanham a intensidade da luz prevalecente", diz a investigadora associada de Hanlon, Lydia Mathger. Tudo isto ajuda os animais a passar despercebido no seu habitat.

Uma inspecção mais atenta de um choco mostra que algumas partes da pele têm propriedades reflectoras reforçadas graças a placas achatadas chamadas iridóforos, localizadas na camada celular acima dos leucóforos. Nas zonas mais claras e brilhantes, o número de iridóforos é igual ao número de leucóforos.

"As placas achatadas estão a realçar o brilho do branco", diz Hanlon, mas de que forma o fazem não é claro. "São células muito complexas em 3-D", diz ele, requerendo mais investigação.

Ryan Kramer, do Air Force Research Laboratory no Ohio, está a investigar a reflectina, a única proteína reflectora conhecida que foi sequenciada geneticamente por completo. O trabalho de Hanlon demonstra que os leucóforos são proteínas, diz Kramer. Talvez sejam um tipo diferente de reflectina.

Uma vez que as proteínas envolvidas e as suas propriedades ópticas estejam completamente compreendidas, podem surgir aplicações bem mais diversificadas do que a simples imitação da camuflagem do polvo, diz Hanlon. Melhores fibras ópticas podem ser fabricadas, por exemplo, com materiais super-reflectores.

Hanlon vê as suas descobertas como um alerta para os investigadores de materiais descobrirem aplicações para o tesouro que os zoólogos destapam todos os dias. Ele tem a certeza que alguma utilidade será encontrada: afinal, os militares estão sempre a querer brincar com a luz."

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gatafunhado por gringa às 11:53
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Mutação pode eliminar dor
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Imagine ser incapaz de sentir qualquer tipo de dor. Para um reduzido número de pessoas é essa a realidade e os investigadores médicos identificaram agora a mutação que as impede de terem a percepção das sensações dolorosas.

O estudo começou quando os médicos do norte do Paquistão examinaram um estranho grupo familiar em que vários indivíduos pareciam totalmente imunes à dor. A sua atenção foi atraída pela primeira vez por um membro do clã, um rapaz localmente famoso por fazer espectáculos de rua em que andava sobre carvão ardente e se apunhalava nos braços.

Apesar de tudo este espectáculo soar a truques de feira, a doença é devastadora, pois os pacientes não têm noção dos seus limites. O rapaz que actuava na rua matou-se no dia do seu décimo quarto aniversário ao saltar do telhado de uma casa. 

Os investigadores estudaram seis dos seus parentes, com idades entre os 4 e os 14 anos. Todos sofreram muitos cortes e pancadas, bem como ferimentos nos lábios e língua por se morderem a si próprios. Muitos chegaram a ter fracturas sem se aperceberem.

Estes factos só mostram a importância da dor na manutenção da nossa saúde e sobrevivência, salienta Geoffrey Woods, do Cambridge Institute for Medical Research, que liderou o estudo. "A dor existe por uma óptima razão, impede-nos de nos magoarmos." Por exemplo, a dor de um braço partido ou de um tornozelo torcido encorajam-nos a descansar essas partes do corpo até que recuperem.

As crianças do estudo não tinham esse mecanismo de segurança, o que as levava a ser simultaneamente desengraçadas e incautas. "Uma rapariga estava sempre a ser derrubada no parque e não se preocupava nada", diz Woods.

Os investigadores compararam amostras de DNA das seis crianças e descobriram que todas partilhavam uma mutação num gene conhecido por SCN9A, que se expressa fortemente nos neurónios.

O gene SCN9A codifica um canal de sódio que permite o fluxo de cargas eléctricas para os neurónios, desencadeando um sinal nervoso. Sem este tipo em particular de canal de sódio, o cérebro não recebe qualquer tipo de sinal quando o corpo encontra um estímulo causador de dor.

A descoberta responde à questão de se os pacientes paquistaneses são realmente incapazes de percepcionar dor ou se simplesmente lhe são indiferentes. Quando o primeiro doente incapaz de sentir dor foi examinado pela primeira vez, no início do século XX, alguns médicos pensaram que talvez a doença envolvesse uma malformação no cérebro e não nos nervos.

Os doentes paquistaneses pareciam compreender o conceito de dor e já tinham o conhecimento de situações em que outras pessoas a sentiam. Enquanto eram observados num jogo de futebol, algumas das crianças mais velhas do estudo até se comportaram como se sentissem dor ao serem derrubadas. "Frequentemente, se não parece que estamos a sentir dor as pessoas pensam que somos esquisitos", diz Woods.

As mutações no gene SCN9A também estão envolvidas no outro extremo do espectro da dor, mostra outro estudo recente. As mutações que realçam, em vez de inibir, a activação da proteína estão na base do síndroma paroxismal da dor extrema, relatam os investigadores liderados por Mark Gardiner, do University College de Londres.

Parece que o SCN9A actua como desencadeador principal da dor, diz Woods. "É espantoso como não o conseguimos ver durante tanto tempo e, de repente, aparecem estas duas doenças."

Esta descoberta pode, potencialmente, revelar novas formas de tratar a dor intensa. Os métodos correntes, como os anestésicos locais, são pouco práticos e podem ser viciantes. Ter como alvo o gene SCN9A, talvez através de terapia génica, também pode ajudar os pacientes que sofrem de dores constantes e intensas, devido a ferimentos, artrite, cancro ou problemas de medula.

Mas, como o demonstraram os paquistaneses, a nova descoberta não tem grande utilidade no eterno problema humano da dor emocional. "Podem corar e chorar e quando têm gripe sentem-se mal", diz Woods. "E sofrem com a rejeição tanto como qualquer um de nós." "

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gatafunhado por gringa às 11:52
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Nascimentos virgens de dragões espantam zoológicos
"A natividade numa versão mais invulgar está a acontecer em dois jardins zoológicos do Reino Unido. No zoo de Chester, um dragão do Komodo baptizado Flora aguarda o nascimento de 8 crias e outros 4 dragões já chocaram no zoo de Londres, todos o resultado de uma concepção virgem.

Os nascimentos miraculosos, todos machos, podem ser o produto da manutenção desta espécie ameaçada em cativeiro, dizem os investigadores, e pode ter implicações na saúde continuada das populações dos zoos.

A partenogénese é rara em vertebrados, ainda que alguns animais, incluindo vários tipos de lagartos, sejam capazes de o fazer. Já os dragões do Komodo nunca tinham sido observados a fazê-lo e agora, no espaço de 8 meses, dois dos 3 dragões do Reino Unido reproduziram-se partenogeneticamente.

Os veterinários dos zoos sabiam que algo estranho se passava porque as fêmeas não tinham estado com machos no período em que engravidaram. Para confirmar a situação, uma equipa liderada por Phillip Watts da Universidade de Liverpool usou identificação genética.

Os resultados mostram que os filhos dos dragões não são clones directos das suas mães mas que o seu DNA contém metade da variação da presente nos genes maternos, indicando que representam a duplicação de um conjunto de cromossomas maternos. Os resultados mostram que não houve mais nenhum animal envolvido na concepção.

Os óvulos de uma mãe dragão do Komodo contêm metade da sua informação genética e a seu lado está um glóbulo polar, com uma cópia da mesma informação genética. Normalmente, o glóbulo polar degenera e o espermatozóide vai completar a informação genética necessária ao embrião mas na partenogénese o glóbulo polar é reabsorvido pelo óvulo.

Nos dragões do Komodo, a fêmea tem cromossomas sexuais diferentes (ZW), enquanto os machos são homozigóticos ZZ. Como a combinação WW não é viável, todos os embriões sobreviventes criados pela duplicação dos cromossomas da fêmea têm que ser machos.

Esta forma de reprodução implica que não haja mistura de informação genética de diferentes animais, como na reprodução sexuada. Isso leva a um aumento do risco de redução de aptidão física pois o efeito de genes defeituosos não é mascarado por cópias normais. "A consanguinidade não é algo positivo a longo prazo", diz Richard Gibson, da Zoological Society of London e co-autor do estudo.

Então porque o fazem os animais? "Imagine que é um dragão do Komodo e está a viver num arquipélago de ilhas minúsculas e uma fêmea é levada por uma tempestade e acaba numa ilhota sem outros dragões. Após 2 ou 3 anos de espera sem reprodução, começa a reproduzir-se partenogeneticamente."

O mesmo truque reprodutor já foi visto em espécies que ficam isoladas, como um grupo partenogenético de libélulas que vivia nos Açores, reproduzindo-se sem um único macho. Mas não tinha ocorrido a ninguém que o mesmo poderia acontecer aos dragões do Komodo, logo agora pensa-se que pode ser uma situação mais vulgar na natureza do que antes se sabia.

A maioria dos zoos apenas mantém dragões fêmea, trazendo um macho ocasionalmente para acasalar. Talvez não seja suficiente para convencer as fêmeas que vão ter um parceiro eventualmente, desencadeando a alternativa sem machos.

Isso é uma preocupação para os conservacionistas pois os os zoos estão a tentar manter níveis elevados de heterozigotia nos seus animais para imitar as condições naturais, explica James Murphy, perito em dragões do Komodo. A partenogénese dificulta o processo.

"Obriga-nos a olhar de forma diferente para a gestão genética dos nossos animais", diz Gibson. A equipa sugere que os zoos pensem em manter machos e fêmeas juntos para evitar a partenogénese e a redução da diversidade genética."

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gatafunhado por gringa às 11:51
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O mamífero que cheira debaixo de água
" As toupeiras de nariz em estrela já entraram para o Guinness Book of World Records como as comilonas mais rápidas do mundo mas agora estes pequenos animais estabeleceram um novo recorde: são os primeiros mamíferos que se sabe serem capazes de cheirar a sua presa debaixo de água.

Há muito que se sabe que alguns animais aquáticos tem sentido do olfacto. As lagostas, por exemplo, movem as antenas para permitir que cerdas especializadas recolham as moléculas odoríferas da água em redor. O que não é claro, no entanto, era se os mamíferos que passam parte da sua vida em terra seriam capazes de utilizar um nariz normal para farejar abaixo da superfície.

"Se analisarmos a literatura sobre as ideias históricas do olfacto, há muitas afirmações dizendo que "obviamente é impossível um mamífero cheirar debaixo de água", diz Kenneth Catania, neurobiólogo da Universidade Vanderbilt em Nashville, Tennessee e autor do estudo.

As baleias, por exemplo, não têm algumas das estruturas olfactivas que os animais terrestres apresentam. Assume-se que as perderam quando fizeram a transição para a vida aquática. Os animais semi-aquáticos usavam, pensava-se, as suas estruturas olfactivas apenas em terra.

Catania já estudava as toupeiras de nariz em estrela Condylura cristata e sabia como se alimentavam em terra quando decidiu iniciar a forma como caçavam na água. Assim, colocou uma câmara de vídeo de alta velocidade debaixo de um aquário de fundo de vidro, colocou lá uma minhoca e uma toupeira e começou a filmar.

Imediatamente, notou que as toupeiras sopravam bolhas pelo nariz de forma repetida, e imediatamente a seguir as inalavam de volta. A frequência (cerca de 10 vezes por segundo) e o volume das bolhas era impressionantemente semelhante ao comportamento de farejar que os ratos usam quando perseguem a presa.

Catania começou a considerar se as bolhas estariam a permitir que as moléculas odoríferas na água se misturassem com o ar que era inalado pelo espalhafatoso nariz da toupeira e então reconhecidas.

Para o verificar, ele treinou as toupeiras a seguir o rasto odorífero de um minhoca colocada ao acaso em dois locais do seu tanque subaquático. Cinco toupeiras testadas usaram o método de soprar bolhas e detectaram o percurso correcto 75 a 100% das vezes.

Mas se uma rede de malha fina era colocada entre o rasto odorífero e a toupeira, impedindo que as bolhas alcançassem as moléculas odoríferas, a capacidade da toupeira para encontrar o caminho certo descia para 50%, o que estaria de acordo com o encontrar o caminho por puro acaso. É praticamente o mesmo nível de rigor com que as toupeiras encontram objectos sem odor.

Catania observou o mesmo comportamento na toupeira de água americana Sorex palustris, um predador agressivo de aspecto fofinho, diz ele. Mas se o farejar através de bolhas é universal entre os mamíferos semi-aquáticos está para ser confirmado"

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gatafunhado por gringa às 11:49
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Sensores inerciais inteligentes podem detectar potenciais acidentes
" Cientistas querem tornar automóveis do futuro mais inteligentes, atribuindo-lhes especificidades e capacidades de preverem, com a maior precisão, uma possível colisão. Neste sentido, uma equipa de investigadores da School of Electronics & Computer Science (ECS), da University of Southampton, Reino Unido, liderada por Michael Kraft, está a melhorar as capacidades de sensores inerciais em termos dos sistemas de controlo e a desenvolver inovadoras interfaces.

Para que os cientistas possam melhorar os sistemas de controlo e interfaces agora desenvolvidas, a Melexis, uma companhia belga na área dos sistemas de dispositivos semicondutores integrados para os automóveis, disponibilizou acelerómetros, que permitem medir a aceleração, para que possam contribuir para o melhoramento dos sensores inerciais.

«Existe uma grande e recente procura emergente de sensores de inércia com alta performance para sistemas automóveis inteligentes e muitos outros», refere Michael Kraft, citado em comunicado da Universidade e acrescenta que, no âmbito do projecto, «seis de oito airbags já estão standartizados, precisam agora de ser desenvolvidos por acelerómetros que sintam exactamente o impacto da colisão».

A grande mais valia do trabalho que está a ser desenvolvido na School of Electronics & Computer Science é melhorar a exactidão dos sensores inerciais através do melhoramento dos acelerómetros da Melexis, ao nível da versatilidade e integração no sistema.

«Esta investigação sugere um avanço radicalmente diferente para melhorar o desempenho destes sensores, para de seguida trabalharem na interface electrónica e nos aspectos de controlo dos sistemas destes sensores, em vez de trabalhar nos próprios elementos de sensação micro fabricados», refere o investigador.

O projecto está ainda em desenvolvimento e deste o início que o seu grande objectivo foi desenvolver «um disco micromáquina para ser levitado por forças electrostáticas que podem sentir a aceleração ao longo de três eixos. Se o disco estiver a girar nos seus principais eixos, pode simultaneamente sentir a rotação angular sobre os dois eixos. O objectivo do projecto é desenhar um quinto grau de liberdade do sensor inercial», indicam os cientistas no website oficial do projecto.

Michael Kraft, citado em comunicado da Universidade, diz que, no entanto, «pouca investigação tem sido feita nesta área, há ainda um grande potencial para se ter um grande impacto». Mas o cientista acrescenta que, com «este avanço deverá ser possível desenvolver um chip de interface muito versátil que possa ser usado com uma série de sensores micromáquinas».

Apesar do projecto estar direccionado especificamente para os sistemas de segurança inteligentes do mercado automóvel, estes poderão encontrar aplicabilidade no Global Positioning System (GPS), sistemas de realidade virtual, navegação inercial, sismologia, entre outros."

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gatafunhado por gringa às 11:43
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Teletransporte de informação é uma realidade
" Cientistas dinamarqueses conseguem dar corpo a rede de comunicação quântica com uma experiência bem sucedida de teletransporte de informação. Os resultados da experiência estão publicados na edição de 05 de Outubro da revista científica Nature e são um importante avanço para as novas redes de comunicação do futuro.

Pensar que os bits, 0 e 1, dos computadores podem ficar rapidamente obsoletos, é uma ideia que começa a tomar forma com os novos avanços tecnológicos e o recurso à ciência quântica. Cientistas do Niels Bohr Institute (NBI), na University of Copenhagen, na Dinamarca, anunciam bons resultados no teletransporte de informação através de uma rede de comunicação quântica, capaz de transportar grandes quantidades de informação com total segurança.

«O teletransporte vai revolucionar a comunicação computacional», afirma Eugene Polzik, cientista do NBI, citado em comunicado da instituição e acrescenta que, «a informação não vai ser codificada e tratada em 0 e 1 bits como acontece hoje, mas antes em estados quânticos nos quais podem existir simultaneamente e em sobreposição estados de 0, 1, 2, etc». O cientista adianta ainda que «desta forma as redes de comunicação podem transferir muito mais informação do que com os bits normais» e, para além disso, «outra característica importante é que a troca de informação vai ser completamente segura».

Com o recurso à interligação de luz e átomos, os cientistas dinamarqueses dizem ter sido capazes de teletransportar informação através da luz, de um ponto A para um ponto B, a uma distância de aproximadamente um metro sem qualquer meio de ligação.

«O ponto B é uma célula de vidro que contem vapor de átomos césios. Este envia um raio de luz através do gás e como resultado os dois sistemas (átomos e luz) ficam interligados», explicam os cientistas, de acordo com comunicado do NBI.

«Esta interligação é um fenómeno fundamental no mundo quântico microscópico (um quântico refere-se a um objecto invisível e, no nosso caso, a átomos de gás e aos fotões que constituem a nossa luz», referem os especialistas e adiantam que, «ficar interligado significa que (átomos e fotões) estão ligados por um meio quântico que os sincronizam».

Os cientistas explicam que na experiência, cujos resultados estão publicados na Nature, o ponto A não contém qualquer informação quântica útil até que é atingido por um fraco pulso de luz que faz o teletransporte dessa informação. «A informação está contida na onda de luz», explicam os cientistas e acrescentam que, «a amplitude dá a intensidade da luz e do comprimento de onda (fase) a sua cor».

No entanto, apesar dos dois tipos de informação quântica serem transportados pela luz, não podem ser registados em simultâneo nem decifrados de forma imediata. Numa fase intermediária, quando os dois raios de luz se encontram e são misturados - ou seja, aquele que interliga a célula no ponto B com a informação quântica - o ponto A faz a medição dos dois, apesar desta medição não permitir decifrar a informação.

«O passo seguinte é para o ponto A entrar em contacto com o ponto B, dando ao ponto B, os resultados da medição do ponto A na luz», explicam os cientistas e adiantam que, «devido à ligação quântica que um dos raios medidos teve com os átomos no ponto B, é possível que ponto B decifre a informação e o resultado é que agora o B, tem a informação que foi teletransportada pela luz».

A experiência dos especialistas dinamarqueses implica um teletransporte de informação num espaço de 50 centímetros, o que os leva a acreditar, que este é o primeiro passo para compreender como as redes de informação do futuro, com base no teletransporte, poderão funcionar."
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gatafunhado por gringa às 11:41
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Programa de computador pode revolucionar descoberta de medicamentos
"O software de simulação e cálculos matemáticos, agora apresentado, foi desenvolvido no Department of Cancer Research and Molecular Medicine, da Norwegian University of Science and Technology e apresenta-se muito promissor na descoberta de novos compostos químicos para o tratamento das mais diversificadas doenças como o cancro ou o VIH/SIDA.

«Neste momento estamos à procura de novos tratamentos para o cancro. Começámos com mais de 250 mil compostos químicos. A partir desta base, identificámos cerca de 1200 compostos que queremos testar ainda mais», explica Kristin Tondel, investigadora química que desenvolveu o método, citada em comunicado da Universidade e adianta que, «após um ano ficámos com oito compostos que esperamos que possam formar a base para um novo medicamento».

O novo método pode vir a demonstrar ser altamente revolucionário na área da química e da medicina, já que é capaz de testar a mesma quantidade de compostos químicos em muito menos tempo, a menores custos e com maior eficácia e segurança.

Em relação ao estudo para o tratamento do cancro que a equipa norueguesa está actualmente a desenvolver, Kristin Tondel afirma que, «sem a simulação por computador teria sido impossível para nós começarmos com uma tão alargada quantidade de compostos. Se fossemos testar estas substâncias experimentalmente em laboratório, poderíamos ter feito 20 a 40 substâncias por ano. Noutras palavras, ter-nos-ia levado 10 mil anos para testar estes 250 mil compostos químicos utilizando os métodos tradicionais».

Através do método tradicional de experimentação de compostos químicos, a especialistas explica que à partida muitos destes eram excluídos por não se mostrarem como potenciais hipóteses credíveis, no entanto, com o novo método estes compostos são testados e poderão vir a comprovar ser de grande utilidade.

O novo software, agora apresentado, funciona simulando o efeito que os compostos químicos têm no organismo humano. Especificamente, no estudo que a investigadora está agora a desenvolver, o programa tem sido uma mais-valia para descobrir possíveis compostos químicos que se anexem às proteínas que são essenciais para o desenvolvimento de células cancerígenas e proliferação das mesmas.

«Estamos a tentar descobrir compostos que enganem a proteína e a levem a acreditar que está anexada ao material do próprio corpo», afirma a cientista e adianta que, «se encontrarmos esse composto, conseguimos evitar que a proteína ajude no desenvolvimento das células cancerígenas e estamos no bom caminho para desenvolver um novo medicamento».

Apesar deste programa ser vulgarmente utilizado e o método, numa fase inicial, ter sido desenvolvido para testar pequenas moléculas químicas, os cientistas cedo chegaram à conclusão que poderiam alterá-lo para funcionar em grandes moléculas como as proteínas, as quais são constituídas por aminoácidos.

Até hoje, já foi estudada experimentalmente pelo método tradicional uma grande quantidade de proteínas, um trabalho morado e com custos avultados. No entanto, o novo método permite testar uma panóplia diversificada de compostos químicos em cada proteína rapidamente.

«Nós simplesmente modelamos a proteína utilizando a estrutura de uma proteína relacionada, como um ponto de partida», explica Kristin Tondel e adianta que, «o nosso método é especialmente adaptado a estes modelos de proteína. Para além disso, podemos também simular os efeitos que diferentes químicos têm na proteína e ver se eles são apropriados para serem testados em laboratório».

Outro dos grandes benefícios deste método é que consegue à partida excluir os compostos que não são viáveis para o desenvolvimento de medicamentos específicos para travar certos tipos de doenças. Neste sentido, deixa de ser necessário experimentá-los em animais, e em último caso em humanos, «porque apenas os compostos em que realmente acreditamos serão sujeitos a testes práticos. Isto é importante, particularmente sobre um ponto de vista ético», conclui a cientista."

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gatafunhado por gringa às 11:40
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Telemóveis e portáteis com carregamento de energia sem fios
" O caminho é para que cada vez mais o dia a dia seja facilitado por uma panóplia de dispositivos que contribuem para o bem-estar das pessoas e maior eficiência nos locais de trabalho. Depois da revolução das ligações sem fios (wireless) para navegar na Internet, com cidades a dispor de uma completa rede wireless, cientistas do Massachusettes Institute of Technology (MIT) tentam agora aplicar o mesmo princípio na transferência de energia.

A ideia é que dispositivos como os telemóveis ou os computadores portáteis sejam completamente independentes de fios e autónomos em termos de energia, já que poderão estar constantemente a ser ‘carregados’ por energia transmitida através de campos electromagnéticos.

Pode parecer absurdo, mas a ideia surgiu quando Marin Soljacic, um investigador do Departamento de Física e Laboratório de Investigação de Electrónica do MIT, foi incomodado durante a noite pelo barulho produzido pelo telemóvel quando está a ficar sem bateria.

«É inútil referir que isto acontece sempre a meio da noite», refere o investigador, citado em comunicado do MIT e adianta que, «por isso, uma noite às três da manhã ocorreu-me: Não seria fantástico se esta ‘coisa’ se auto carregasse?».

A partir daqui surgiu um projecto inovador que visa desenhar fontes de energia e carregamento de dispositivos através de um sistema wireless. Para isso, o investigador decidiu aplicar o fenómeno de indução electromagnética para transmitir energia sem fios. Neste fenómeno, a corrente eléctrica pode passar através de duas bobinas de transformadores, uma ‘emissora’ e outra ‘receptora’, sem que as bobinas estejam em contacto directo.

Este fenómeno levou o investigador a imaginar que um transformador poderia, por exemplo numa casa, ser utilizado em diferentes salas para emitir energia a grandes distâncias. «Em vez de irradiar o ambiente com ondas electromagnéticas, uma transmissor de energia iria preencher o espaço ao redor do mesmo com um campo electromagnético ‘não irradiante’», explica o cientista, de acordo com comunicado do MIT.

«A energia iria apenas ser ‘colhida’ por dispositivos especialmente desenhados para ‘fazer a ressonância’ com o campo», explica Marin Soljacic e adianta que, «a maioria da energia que não fosse apanhada pelo receptor seria reabsorvida pelo emissor».

De acordo com o especialista, a transferência de energia não irradiante pode ser o caminho mais provável para os sistemas de energia wireless, apesar do mesmo referir que «não foi certamente claro ou óbvio para nós, no início, de como poderia verdadeiramente funcionar, dado os constrangimentos dos materiais disponíveis, objectos ambientais alheios e por ai em diante. Foi ainda menos claro para nós qual o design que melhor funcionaria».

Para chegar a esta conclusão, o especialista juntamente com os colegas tiveram de levar a cabo simulações de computadores e cálculos teóricos. Após algum tempo de experiências, o investigador refere que como a energia wireless não irradiante tem uma abrangência limitada, para se carregar a bateria de um portátil dentro de uma casa será necessário fontes de energia em todas as divisões, para que seja possível transmitir energia num espaço de alguns metros."

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gatafunhado por gringa às 11:38
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OCDE: Profunda reforma no Ensino Superior é necessária em Portugal
" Nas últimas décadas o desenvolvimento do Ensino Superior em Portugal tem sido visível e exponencial, já que o número de entradas de estudantes no Ensino Superior terá aumentado de 30 mil na década de 1960 para mais de 400 mil no ano 2000.

Mas apesar do rápido crescimento, existem ainda questões por resolver de forma a colocar o país a par de outras nações europeias, de forma a alcançar a qualidade e excelência em termos de ensino superior, investigação e inovação.

Mas se a evolução é notória, um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre o sistema de ensino superior em Portugal indica que a frequência e o nível global de formação no ensino superior português continua aquém dos praticados na Europa.

«Hoje, o sistema de educação terciário português enfrenta um grande problema», indicam especialistas da OCDE, no relatório de avaliação do sistema de ensino superior, que será amanhã, 14 de Dezembro, apresentado em Lisboa, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

No relatório da OCDE pode ler-se que, «por um lado, os declínios na entrada nos últimos anos tem criado uma real ou potencial excesso de capacidade em alguns estabelecimentos ou uma discrepância de espaço de locais com os padrões actuais de procura, por programas ou regiões. Por outro lado, os níveis totais de aquisição terciária precisam de se expandir, se Portugal quer estar a par dos standards europeus».

De acordo com comunicado da OCDE, o relatório - que será apresentado amanhã em Lisboa e hoje passado em revista pelas autoridades portugueses – tem como principais linhas de reforma, as mudanças na gestão e governação dos estabelecimentos de ensino superior, de forma a melhorar a qualidade de ensino e eficiência de desempenho.

«Existem ainda mais problemas sérios de gestão e governação a nível institucional, que parcialmente reflecte as limitações para os actuais regimes regulamentares e financeiros», indicam os especialistas no relatório e adiantam que, «o actual sistema de governação inibe uma gestão efectiva e a inovação».

Os especialistas referem que, «o espaço de manobra para os politécnicos e para as instituições do sector privado é ainda mais circunscrito. Estes factores contribuem para uma capacidade limitada de liderança e gestão para responder à flexibilidade para alterar as condições de procura e para gerir instituições de forma efectiva e eficiente».

Para que seja possível avaliar os progressos e as novas aplicações práticas, agora propostas, Portugal deverá proceder a um relatório de acompanhamento nos próximos dois anos. Para além disso, no relatório da Organização aconselha a criação de um Conselho Nacional de coordenação de todo o ensino superior, à semelhança do Conselho Coordenador do Ensino Superior (CCES), estabelecido em decreto de lei de Outubro de 2006, pelo MCTES.

A OCDE propõe que o CCES tenha um alto nível de autoridade, seja presidido pelo Primeiro-ministro e tenha como Vice-presidente o Ministro da Ciência. Para além disso, indica que o CCES «não deve ser um Conselho para pura consulta ou debate mas deve ter a responsabilidade de tomar decisões estratégicas. Os termos de referência do CCES devem ser claramente focados na estratégia do Ensino Superior e articulados com os objectivos nacionais e prioridades para o sector».

As mudanças propostas ao nível da gestão pressupõem um seguimento das estratégias nacionais em termos de inovação, sendo que esta função caberá ao Governo, enquanto que os estabelecimentos de ensino deverão, em termos de gestão, usufruir da maior liberdade para cumprirem as suas missões.

«Este aumento significativo da autonomia institucional deve ser introduzido de forma diferente e progressiva dependendo das capacidades das instituições e da extensão dos desafios que enfrentam», referem os especialistas.

Na prática, a OCDE propõem que as instituições ganhem mais autonomia e passem a funcionar como fundações privadas, sendo que, «enquanto vão continuar a ser financeiramente suportadas pelo Governo, devem, por exemplo, funcionar e serem vistas como pertencendo mais ao sector privado. Por exemplo, a liberdade de gestão vai ser a norma, as finanças serão apresentadas separadamente do sistema do estado e devem incluir a remoção da designação de serviço público a todos os empregados das instituições de ensino superior».

Por outro lado, muito se tem falado sobre o facto de existirem instituições de ensino superior, Universidades e Politécnicos, em excesso num país de pequena dimensão. Algumas das propostas mais viáveis, para as instituições com pouca procura por parte de alunos, passam pelo encerramento de umas e integração de outras.

Neste capítulo, o relatório da OCDE sublinha a importância de se manter o sistema binário, já que os Politécnicos são essenciais para responder a um nicho de mercado que procura formação especializada em menos tempo. No entanto, defende também a necessidade de integração de algumas instituições para garantir a sua sustentabilidade.

A título de conclusão, pode ler-se no relatório da OCDE que, «um sector de ensino superior português vibrante precisa de reforma no ensino secundário; tem de ser bem articulado com o sistema da ciência e tecnologia; e precisa de ser ligado ao desenvolvimento do mercado de trabalho e aos ambiciosos planos de Portugal decorrentes da estratégia de Lisboa»."

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gatafunhado por gringa às 11:36
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