Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2006
Feixes de radiação por antiprotões eficazes e selectivos no combate do cancro
"Os antiprotões fazem parte do grupo de anti-matéria que os cientistas sabem que não ocorre no nosso mundo normalmente, no entanto, uma equipa de investigadores da Organização Europeia de Investigação Nuclear, CERN, conseguiu agora, pela primeira vez, demonstrar que feixes de irradiação de antiprotões são quatro vezes mais eficazes no combate de células cancerígenas do que a irradiação por protões.

O CERN, localizado em Genebra, na Suiça, é o único local do mundo com tecnologia de ponta com possibilidade para produzir antiprotões com aceleração controlada, através dos aceleradores de partículas que tem vindo a desenvolver. Neste sentido, uma vasta equipa de especialistas na área da medicina, biologia e física propuseram-se a comparar na Antiproton Cell Experience (ACE), os efeitos da irradiação por antiprotões e da irradiação por protões em células cancerígenas.

«Demos o primeiro passo em direcção a um novo tratamento para o cancro», afirma Michael Doser, investigador do CERN, citado em comunicado da Organização e adianta que, «os resultados mostram que os antiprotões são quatro vezes mais eficazes do que os protões ao exterminar as células vivas».

Os especialistas explicam que os antiprotões não só foram mais eficazes a exterminar as células afectadas pelo cancro, mas também mais selectivos nos tecidos que atingem, já que não oferecem tantos danos para os tecidos afectados como a irradiação por protões, uma das técnicas de terapia contra o cancro actualmente utilizadas.

A irradiação por antiprotões, de acordo com os cientistas, funciona à semelhante de uma granada, atingido o alvo de forma mais específica e eficaz apenas no final da trajectória. Na experiência desenvolvida pelos investigadores, estes testaram a eficácia da irradiação de protões e antiprotões nas células utilizando tubos repletos de células de hamsters suspensas em gelatina. Os raios, accionados na experiência, tiveram um alcance de 2 centímetros até atingirem o final do tubo.

Os resultados da experiência demonstraram que na entrada do alvo o raio de protões e o raio de antiprotões provocaram a mesma quantidade de danos, no entanto, os danos infligidos na célula no final do percurso foi quatro vezes superior com a irradiação por antiprotões do que por protões.

«Para alcançar o mesmo nível de danos nas na área alvo das células são necessários quatro vezes menos antiprotões do que protões», explica Michael Holzscheiter, cientista envolvido na experiência e adianta que, «isto reduz significativamente os danos provocados nas células que estão na entrada do canal do raio para os antiprotões comparativamente com os protões».

«Devido à capacidade incomparável dos antiprotões para preservar os tecidos saudáveis, enquanto provocam danos numa área específica, este tipo de radiação pode ser altamente valorizada no tratamento de casos de cancros recorrentes, onde a sua propriedade é vital», refere o mesmo especialista.

Em termos físicos, os especialistas explicam que quando partículas de matéria (neste caso protões) e anti-matéria (antiprotões) se cruzam, desintegram-se dando lugar a uma massa conjunta de energia. Na experiência dos cientistas do CERN a teoria é comprovada e demonstrada biologicamente, já que quando o antiprotão emitido se encontra com o protão existente dentro do núcleo de um átomo da célula cancerígena, vai desintegrá-la parcialmente e «os fragmentos produzidos pela energia libertada pela aniquilação vão ser projectados para células tumorais adjacentes que, por sua vez, são destruídas», explicam os cientistas, de acordo com comunicado do CERN.

A boa notícia desta investigação, publicada no jornal científico Radiotherapy and Oncology, é que pela primeira vez, os cientistas conseguiram demonstrar os efeitos benéficos da irradiação de anti-protões em células cancerígenas vivas. No entanto, mais estudos são necessários até que este conhecimento venha a encontrar aplicabilidade médica em humanos, algo que os cientistas pensam que só pode acontecer, no mínimo, dentro de uma década."

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