Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2006
Mulheres precisam duas vezes mais morfina do que homens para controlar dor
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Homens e mulheres sentem a dor em graus diferentes e vários estudos têm demonstrado que as mulheres têm níveis superiores de dor quando comparados com os dos homens. Sabe-se também que quando submetidas à morfina para o alívio da dor crónica, as mulheres em geral necessitam do dobre da dose, comparativamente à administrada nos homens.

No encontro anual da Society of Neuroscience, nos EUA, uma equipa de cientistas da Georgia State University, liderada por Anne Murphy, apresenta os resultados de um estudo, que corrobora esta teoria, ao sugerir que a morfina não actua da mesma forma em ambos os sexos no alívio da dor crónica e que tem uma acção diferente no cérebro e na espinha dorsal de homens e mulheres.

De acordo com os especialistas norte-americanos, os responsáveis por a sensação aumentada da dor nas mulheres são os receptores mu opiate, que tem como principal função no organismo libertar opióides endógenos (semelhantes à morfina) na presença do estímulo da dor, como as endorfinas. Os investigadores explicam que quando estes opióides atingem os receptores que estão dentro das células do cérebro e da espinha dorsal diminuem a percepção da dor.

No estudo, agora apresentado, os cientistas chegaram à conclusão que as mulheres apresentam menos quantidade de receptores mu opiate e que por essa razão têm maior sensibilidade à dor do que os homens e reagem de forma diferente à morfina.

«Nós decidimos investigar, pela primeira vez, a localização destes receptores dentro do cérebro e espinha dorsal em fêmeas», afirma Anne Murphy, citada em comunicado da Society of Neuroscience e adianta que, «nós testámos a hipótese do receptor mu opiate ser expressado de forma diferente nos cérebros de machos e fêmeas e esta diferença fornece a base para as discrepâncias da acção da morfina entre os sexos».

Ao analisar os cérebros de machos e fêmeas, os especialistas verificaram que os receptores mu opiate, em homens e mulheres, se situam exactamente na mesma região do cérebro, no entanto, os primeiros apresentam uma maior quantidade de receptores comparativamente com as mulheres.

«Estes resultados podem ajudar a explicar as diferenças observadas no comportamento entre homens e mulheres quando se administra morfina após situações dolorosas como dor crónica ou dor no pós-operatório», defende a investigadora.

Com base nestes resultados, a equipa de cientistas da Georgia State University está agora a tentar aumentar a expressão dos receptores mu opiate do cérebro de ratos de laboratório fêmeas, utilizando técnicas de engenharia genética, com o objectivo de os tornar semelhantes na sua acção aos receptores masculinos.

Juntamente com este estudo, que demonstra evidência das diferenças existentes no cérebro de acordo com o sexo, outros estudos que mostram como homens e mulheres são diferentes em termos neurológicos, foram apresentados no Encontro Anual da Society of Neuroscience, que decorreu entre 14 e 18 de Outubro, em Atlanta, nos EUA.

Genericamente, os especialistas no encontro, chegaram à conclusão que dados sobre diferenças neurológicas entre os cérebros podem ser essenciais para compreender porque certas doenças são mais comuns num ou noutro sexo e como a terapia pode ser adaptada de acordo com estas especificidades."

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