Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2006
O mamífero que cheira debaixo de água
" As toupeiras de nariz em estrela já entraram para o Guinness Book of World Records como as comilonas mais rápidas do mundo mas agora estes pequenos animais estabeleceram um novo recorde: são os primeiros mamíferos que se sabe serem capazes de cheirar a sua presa debaixo de água.

Há muito que se sabe que alguns animais aquáticos tem sentido do olfacto. As lagostas, por exemplo, movem as antenas para permitir que cerdas especializadas recolham as moléculas odoríferas da água em redor. O que não é claro, no entanto, era se os mamíferos que passam parte da sua vida em terra seriam capazes de utilizar um nariz normal para farejar abaixo da superfície.

"Se analisarmos a literatura sobre as ideias históricas do olfacto, há muitas afirmações dizendo que "obviamente é impossível um mamífero cheirar debaixo de água", diz Kenneth Catania, neurobiólogo da Universidade Vanderbilt em Nashville, Tennessee e autor do estudo.

As baleias, por exemplo, não têm algumas das estruturas olfactivas que os animais terrestres apresentam. Assume-se que as perderam quando fizeram a transição para a vida aquática. Os animais semi-aquáticos usavam, pensava-se, as suas estruturas olfactivas apenas em terra.

Catania já estudava as toupeiras de nariz em estrela Condylura cristata e sabia como se alimentavam em terra quando decidiu iniciar a forma como caçavam na água. Assim, colocou uma câmara de vídeo de alta velocidade debaixo de um aquário de fundo de vidro, colocou lá uma minhoca e uma toupeira e começou a filmar.

Imediatamente, notou que as toupeiras sopravam bolhas pelo nariz de forma repetida, e imediatamente a seguir as inalavam de volta. A frequência (cerca de 10 vezes por segundo) e o volume das bolhas era impressionantemente semelhante ao comportamento de farejar que os ratos usam quando perseguem a presa.

Catania começou a considerar se as bolhas estariam a permitir que as moléculas odoríferas na água se misturassem com o ar que era inalado pelo espalhafatoso nariz da toupeira e então reconhecidas.

Para o verificar, ele treinou as toupeiras a seguir o rasto odorífero de um minhoca colocada ao acaso em dois locais do seu tanque subaquático. Cinco toupeiras testadas usaram o método de soprar bolhas e detectaram o percurso correcto 75 a 100% das vezes.

Mas se uma rede de malha fina era colocada entre o rasto odorífero e a toupeira, impedindo que as bolhas alcançassem as moléculas odoríferas, a capacidade da toupeira para encontrar o caminho certo descia para 50%, o que estaria de acordo com o encontrar o caminho por puro acaso. É praticamente o mesmo nível de rigor com que as toupeiras encontram objectos sem odor.

Catania observou o mesmo comportamento na toupeira de água americana Sorex palustris, um predador agressivo de aspecto fofinho, diz ele. Mas se o farejar através de bolhas é universal entre os mamíferos semi-aquáticos está para ser confirmado"

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